Parque Mayer” é a mais recente produção cinematográfica de Tino Navarro e presta homenagem à luta pela liberdade de todos aqueles que por ali passaram e através da arte quebraram barreiras.

 

 

Com realização de António-Pedro Vasconcelos, este drama (com muita comédia à mistura) sita-se em Lisboa, ano de 1933, ano da constituição do Estado Novo. Deolinda, interpretada por Daniela Melchior, uma jovem provinciana chegada à capital e que carrega o sonho de ser artista no Parque Mayer, apresenta-se num casting para coristas para a nova revista no teatro Maria Vitória.

Não fica como corista mas sim como…atracção. Durante os ensaios, apaixona-se por Mário, o encenador, mas este está fascinado por Eduardo, a estrela da revista que, por sua vez, tenta seduzir Deolinda. Ao mesmo tempo o Estado Novo começa a apertar o cerco e a liberdade está cada vez mais limitada…

O drama desenrola-se explicando as apertadas regras da ditadura e abordando temáticas como a homossexualidade, o comunismo, o fascismo e de como o teatro de revista foi importante para quebrar barreiras e conseguir, divertidamente, explicar o que de mal se passava no país. A barreira da opressão é expressada nu quadro de revista que coloca o público em êxtase perante a impotência do governo…

O elenco composto por Francisco Froes, Daniela Melchior, Diogo Morgado, Miguel Guilherme e Alexandra Lencastre, conta ainda com participações de Carla Maciel, Duarte Grilo, Almeno Gonçalves, Miguel Borges, Luís Lourenço, Sérgio Praia, Vera Moura, Miguel Seabra, Natalina José como Alzira, Jorge Vaz Gomes, Salvador Nery, Pedro Lacerda, Hugo Mestre Amaro, Miguel Flor De Lima como Gigi, Rute Miranda, Cristina Cavalinhos e Flávio Gil.

Um dos grandes destaques são as interpretações de Francisco Froes e Daniela Melchior além do texto brilhantemente escrito.

Uma homenagem divertida e emocionante ao teatro de revista e a todos os que no Parque Mayer lutaram pela Liberdade. Estreia a 6 de Dezembro nas salas portuguesas.

 

Ficha Técnica

Guião: Tiago R. Santos ; Argumento e Diálogos: Tiago R. Santos ; Fotografia: Miguel Sales Lopes ; Música: José M. Afonso ; Montagem: Pedro Ribeiro; Produtor: Tino Navarro ; Coprodução: MGN Filmes S.A. ; Financiamento: ICA, Incentivo Fiscal à Produção Cinematográfica, Câmara Municipal de Lisboa

 

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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