Parque a Vista

 

“Parque à vista conta com Adelaide Ferreira como grande novidade no Maria Vitória. O Infocul falou com alguns dos actores sobre o que esperar da nova revista produzida por Hélder Freire da Costa, que estreia na encenação o actor Flávio Gil e conta com Paulo Vasco como cabeça de cartaz.

 

 

Cada espectáculo é sempre um grande desafio. O desafio deste é estar à altura do texto, da interpretação que vou dar a este texto. Fazer revista para mim é um desafio. Cada espectáculo é um desafio novo mas é um desafio que eu gosto, digamos assim. Eu estou aqui por isso mesmo. É disso que eu gosto na revista. Sinto um grande carinho por esta revista que me está a dar um grande gosto em fazer” começa por nos dizer Paulo Vasco, que acrescenta “para o ano vou fazer 30 anos de carreira e 25 anos de Maria Vitória”. 

 

 

Paulo Vasco que conta com uma carreira sólida no teatro recorda que “tive o privilegio de trabalhar no Parque Mayer e fora do Parque Mayer mas é neste teatro que me sinto bem. Este teatro tem uma magia muito grande que é a proximidade do actor com o público. Este público que vem já conhece ao que vem. Portanto, logo há um passo que já está dado. Já não temos que conquistar o público pois ele já nos conhece. Mas também não deixa de ser um desafio pois alguns gostam e outros não gostam”. 

 

 

Podem contar com tudo pois este é um espectáculo muito divertido. É um espectáculo que respeitando o conceito tradicional de revista à portuguesa é inovador em alguns aspectos. Portanto, pode esperar um corpo de baile fantástico, uma equipa fantástica de gente nova e gente menos nova, claro, e sobretudo é um espectáculo com inovações. A nível da música, houve uma preocupação de fazer os coros, de colocar os coros certos na altura certa. É extremamente musical. As músicas vão ficar no ouvido” refere sobre “Parque à Vista”. 

 

 

Sobre o facto de ter Flávio Gil como colega e encenador “foi uma grande alegria ver uma pessoa que eu fiz nascer para o teatro e hoje em dia, eu já publiquei isto no facebook, eu estar a ser dirigido por ele, porque é uma nova visão da realidade é o sangue novo que ao mesmo tempo se transporta para mim. Uma pessoa quando está já há muito tempo no meio precisa de sangue novo para se alimentar. Eu tenho muito orgulho nisso e fico muito contente pelo Flávio, que esteja a superar as expectativas”.

 

 

Adelaide Ferreira prepara a sua estreia em teatro de revista e até agora está a “ser um desafio total na medida em que nunca fiz revista, é a minha estreia em revista e é uma linguagem completamente diferente daquilo que eu já fiz. Já fiz um pouco de teatro e também já fiz um pouco de novela e é uma linguagem totalmente diferente da de novela. Encontrei um ambiente óptimo e tenho estado maravilhada. Gosto de estar assim, estoicamente e a levar o barco da cultura para a frente. Sinto-me bem e espero ser uma mais-valia para a revista. Nós temos textos muito engraçados, muito portugueses e muito actuais. Muitos bonitos, muito bem escritos. O texto está deslumbrante e também tenho roupas muito bonitas. O director é incansável. É uma pessoa extremamente humana, tem uma mente extraordinária. Agora é esperar que todos juntos, estóicos e com o extraordinário Hélder Freire da Costa, que é um guerreiro incansável e que vai levar o barco para a frente e fazer um bom trabalho. Não se faz uma omelete sem ovos mas nós não temos apoios nenhuns. Aqui não há apoio nenhum. Mas vamos tentar que o público nos venha ver e que acarinhe esta entrega que as pessoas têm. Aqui há uma postura de amizade e de amor” revela-nos.

 

 

Eu por acaso estava a precisar. Estava a precisar desta parte na minha vida, de fazer algo com que me identificasse como é a revista. Há muitos anos que eu sou uma espectadora e eu nunca tinha tido a oportunidade de fazer. Tive a sorte e o privilégio de cá vir parar na altura em que eu acho ser um upgrade vir para a revista. Para mim não saí da área pois há uma parte musical, o que para mim é maravilhoso e tem uma qualidade enorme. Eu vou cantar e vou cantar sempre. Portanto, para mim é um desafio. Eu não tenho experiência de revista mas com a ajuda do Flávio e dos meus colegas vou tentar dar o meu melhor. Não vou dizer que que sou perita nisto mas dou o meu melhor, como sempre em tudo o que faço” acrescenta.

 

 

Quanto ao facto de ter em Flávio Gil o encenador e sobre s experiencia de trabalhar com ele, diz-nos que “o Flávio é um ser humano incrível. Só o facto de me ter cruzado com o Flávio na minha vida valeu a pena. A capacidade dele de entrega ao outro. É um supra-sumo. É muito bom encenador, bom camarada, bom colega. De manhã, tarde ou noite está disponível e tem uma entrega muito grande, assim como o Paulo. Temos aqui matéria-prima para fazermos coisas muito bonitas é claro que não temos as melhores condições. Não somos ricos, aqui ninguém é rico. Não temos aquelas coisas XPTO para depois entrar em palco”.

 

 

Convida o público a ir ao Maria Vitória dizendo que “é um espectáculo bonito e quem me gosta de ouvir cantar não vai ficar defraudado pois eu vou cantar sempre ao vivo e vou cantar rodeada por uns bailarinos maravilhosos que dançam lindamente. Tem momentos muito engraçados. Os textos são muito bonitos e de facto eu vou dar o meu melhor. Quem me gosta de ver como actriz também não vai sair daqui desiludido no que toca a mim porque tenho acesso a um trabalho muito interessante. Eu tenho a certeza que as pessoas vão gostar. Vale a pena vir ver a revista e, neste caso, como se está a falar de mim, a Adelaide. Aqui há colegas maravilhosos que fazem coisas muito bonitas e que vale a pena vir ver”.

 

 

Flávio Gil, multifacetado artista, estreia-se na encenação no Teatro Maria Vitória, com “Parque à Vista”, uma revista que começou a ser preparada “no final do mês de Abril, quano entrámos na parte final do outro espectáculo que tivemos em cena”.

 

 

Os ensaios têm corrido “bem” na opinião do encenador que acrescenta ainda que “tenho a certeza de ter um grupo de pessoas em quem confio, que me deixam arriscar e só assim faz sentido a minha faceta de encenação pois só faz sentido se corrermos riscos e estas pessoas, desde o Hélder Costa ao Paulo Vasco e restante companhia deixam-me correr o risco” pois “aceitam bem” as ideias por si propostas.

 

 

Sobre as novidades que esta revista apresentará, refere-nos que “diferente é o processo criativo. Nós respeitamos a postura tradicional da revista a portuguesa. O formato novo que vamos fazer e o que tentámos fazer foi diversificar os diferentes tipos de humor que temos   ao longo da revista. Vai ter diferentes tipos de humor mas também não é nada que já não se tenha feito. Nós fizemos à nossa maneira” antes de acrescentar alguns ingredientes que o público pode assistir “vamos abordar a actualidade política”, dando como exemplo o deputado do PAN ou o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

 

A revista terá a sua ante-estreia a 14 de Setembro pelas 21:30, estreando no dia seguinte no mesmo horário.

 

 

A produção da revista é de Hélder Freire da Costa, textos de Flávio Gil, Miguel Dias e Renato Pino, música de Eugénio Pepe e Miguel Dias, direcção vocal de Miguel Dias, orquestrações e direcção musical de CAMI, Cleo Malulo é a coreógrafa, estando a cenografia a cargo de Eduardo Cruzeiro, Mestre Luis Furtado, João Barros, Trepa Rita Pereira e Avelino do Carmo, guarda-roupa da empresa Ana Marques e Sónia Pires e o grupo de dança é “My Dancers”.

 

 

Para além de Paulo Vasco, Adelaide Ferreira e Flávio Gil, o elenco conta com Filipa Godinho, Diogo Martins, Maria Giestas, Pedro Silva e Patrícia Teixeira.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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