Paulo Bragança era dos artistas que mais expectativa criava no público fadista para este primeiro dia de Santa Casa Alfama.

 

 

Foi uma noite infeliz, pouco qualitativa e que não ficará na memória. Paulo Bragança tem um estilo excêntrico, visualmente impactante  mas depois peca por interpretações, que embora com cunho pessoal, não conseguem ser correctas nem agradáveis a quem ouve.

 

 

O Fado é o canto da vida mas que não pode e nem deve ser usado para uma criação artística que pretende quebrar barreiras ou preconceitos. Se o objectivo de Paulo Bragança é demonstrar as suas emoções e a sua arte , então deverá fazê-lo com um enquadramento que seja claro e em que a mensagem seja igualmente clara. Ora isto não se reflecte em palco. Paulo Bragança demonstra uma grande cultura e sabedoria sobre o Fado, aplicando-a mal e sem fio condutor.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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