Pedro Abrunhosa foi mensageiro da paz e do amor no Casino Estoril

 

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Pedro Abrunhosa subiu, ontem, ao palco do Lounge D do Casino Estoril para um espectáculo inserido no ciclo “Grandes Concertos no Casino Estoril”.

 

 

De lanterna em punho, Pedro Abrunhosa entrou em palco aos primeiros acordes de “Toma conta de mim”, imprimindo ao concerto um ritmo que chegou a ser diabólico e d extremos agrado do público que acedeu a todos os pedidos do artista, fosse para cantar, dançar ou aplaudir a compasso.

 

 

“Rei do Bairro Alto” trouxe um pedido do artista para o público: “Estoril tira o rabo da cadeira”, não sem antes referir que “eu sei que vos pedem para ficar sentado”. Mas Pedro Abrunhosa queria e montou uma verdadeira festa com um público totalmente entregue à sua energia.  E se a seguir cantou repetidamente que “Não posso mais”, isso não o impediu de no tema seguinte montar com o público uma coreografia de “Acima e Abaixo”, mostrando que um concerto seu pode ser equivalente a duas horas de ginásio, mas sem esforço e ao som de boa música.

 

 

Um dos destaques deste concerto foi a qualidade coreográfica dos músicos que acompanharam Pedro Abrunhosa em palco, os Comité Caviar, pois em mais do que um tema foram um complemento importantíssimo à performance do artista nortenho em palco, permitindo por exemplo que Pedro Abrunhosa trocasse de roupa por várias vezes durante o espectáculo, sem nunca haver quebra de ritmo ou de interesse em palco. Depois de quatro temas que provocaram um forte ritmo de espectáculo, altura para acalmar um pouco e para ver Pedro Abrunhosa a viajar pelos seus temas mais densos, onde se destaca a escrita sublime, as melodias inebriantes, as mensagens de intervenção e alerta. “Pontes entre nós” levou algum do público ao palco para cantar e dançar com o artista, seguindo-se “Não desistas de mim”. No Estoril não houve ninguém a desistir do concerto que se prolongou por duas horas.

 

 

“Socorro” além da letra e melodia original permitiu a Abrunhosa uma viagem pelo mundo de Bee Gees, com o público a ser companheiro de improviso, mas, num espectáculo de Pedro, somos transportados por diversas tonalidades emocionais, com ritmos frenéticos e outros vagarosos, portanto “É preciso ter calma”, que é como quem diz, deveremos saborear e sentir um espectáculo desta qualidade como se um bom vinho se tratasse.

 

 

Num espectáculo em que Pedro Abrunhosa aproveitou para passar as suas mensagens humanitárias através das canções, não deixou de alertar para o que se passa nos Estados Unidos da América e na Coreia do Norte. “Se eu fosse um dia o teu olhar” iniciou uma viagem pelo amor, que se reflecte em canções como “Halellujah” de Leonard Cohen, “A.M.O.R” ou “Eu não sei quem te perdeu” e antes do encore tempo ainda para “Fazer o que ainda não foi feito”.

 

 

“Ilumina-me”, “Lua”, “Para os braços da minha mãe” e “Tudo o que eu te dou” encerraram em grande um espectáculo com a qualidade que Abrunhosa nos, bem, habituou. Genial letrista e compositor, é um inigualável transmissor de mensagens. Possamos continuar a beber do seu talento por muito tempo.

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Fotografias: Casino Estoril

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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