Pedro Flores apresenta o primeiro single: “Gosto de cantar quase tudo mas o fado está sempre dentro de mim”

‘Leonor’ é o primeiro single de Pedro Flores e que antecipa o seu primeiro disco, homónimo, com edição prevista para Outubro.

O cantor concedeu uma entrevista ao Infocul, conduzida por Rui Lavrador, para falar sobre o single, o disco, o percurso e os objectivos na música.

‘Leonor’ já se encontra disponível digitalmente e fará parte do álbum homónimo de Pedro Flores, que tem edição prevista para Outubro de 2020 e incluirá temas originais de autores como Agir, Diogo Clemente e Matias Damásio.

Com produção a cargo de Diogo Clemente, o primeiro registo de longa-duração de Pedro Flores homenageará igualmente alguns dos mais importantes e intemporais crooners portugueses, como Tony de Matos, Francisco José e Rui de Mascarenhas.

 

Pedro, quem é esta Leonor que dá nome ao teu primeiro single?

A Leonor representa todas as mulheres de Portugal. Passa a mensagem de que na vida deve-se desfrutar e saborear todas as fases como elas são e não devemos ter pressa de crescer. Às vezes, existe alguma pressão seja na nossa vida profissional ou pessoal de que o mundo está à espera que sejamos adultos rápido… “E ainda há quem diga que não há nada a fazer, e que a vida um dia a vai fazer crescer. Mentira, a vida é o que ela escolher, pois se ainda não é mulher, um dia há de ser…”. Conectei-me logo com esta mensagem porque começo a ter muitos amigos a casar e a ter filhos e eu estou longe disso!

 

A letra é do Agir. Como chegou até ti?

Eu e o Agir temos uma grande amiga em comum, a Carolina Deslandes. Um dia a Carolina liga-me a dizer que ia ser madrinha de casamento do Bernardo (Agir) e se eu lhe podia emprestar uma gravata azul pois ele não tinha nenhuma daquela cor e lisa… E assim foi, o Agir casa-se com a minha gravata sem nos conhecermos…Mais tarde, encontramo-nos, eu conto lhe sobre este meu projecto e ele colocou-se logo à disposição para me fazer um tema. E assim nasce a Leonor!

Contas com a produção do Diogo Clemente no tema e também no disco. Qual a marca que Clemente traz ao teu trabalho e o que mais potencia em ti?

O Diogo Clemente foi a primeira pessoa no mundo da música que veio ter comigo a dizer que eu tinha de gravar um disco. Na altura devia ter uns 16 anos. Temos uma conexão musical muito forte. O Diogo conseguiu potencializar o melhor da minha interpretação e um registo muito característico, facilmente identificável. Uma mistura do passado com o presente.

Quem são os músicos que te acompanham no tema e no disco?

No Leonor, temos o Diogo Clemente no guitalele, percussão, baixo e synt e Ângelo Freire na guitarra Portuguesa. No resto do álbum, para além destes dois génios, contamos também com Valter Rolo (piano e synt) Rúben Alves (piano), Tiago Machado (piano) e Chico Santos (Contrabaixo).

O teu disco terá nome homónimo. É por uma questão de identidade?

Sim, como é o meu primeiro álbum achei que fazia sentido ter o meu nome. No fundo para as pessoas me conhecerem como sou.

Como te defines enquanto cantor?

Sou um cantor que transmite acima de tudo emoção. Gosto muito da importância das palavras e do silêncio na música. Gosto de cantar quase tudo mas o fado está sempre dentro de mim. Agora na quarentena, descobri a minha paixão pela composição e escrita.

Onde podem as pessoas interagir contigo e saber mais de ti?

Nas minhas redes sociais, @pedrofloresmusic.

Para quem não te conhece, como descreves o teu percurso?

A música apareceu na minha vida muito cedo. O meu pai é um músico (amador) extraordinário, desde muito pequeno que a mim e aos meus irmãos fez sempre questão da musica estar sempre presente seja em casa, no carro, nas férias…em todo o lado. Descobri o fado sozinho, através de um disco que a minha mãe tinha em casa. Fui descoberto pela professora de música na escola a cantarolar pelos corredores e a minha mãe começa-me a levar aos fados. Aos 18 anos cheguei a gravar uma maqueta também com o Diogo Clemente e Ângelo Freire mas entretanto decido ir estudar gestão hoteleira para Espanha onde estive 4 anos. Durante este curso, tive oportunidade de fazer estágios em Barcelona, Paris e Marraquexe. Quando volto, tomo a decisão que é a música a minha vocação e paixão.

Quais os objectivos que tens na música?

O meu objectivo é ter um lugar na música Portuguesa e partilhar com o mundo a minha paixão e o muito que tenho para dar.

Além da música, seguirás outra área profissional?

Neste momento, ajudo a minha família na gestão do restaurante La Trattoria em Lisboa. Acho que não me vou conseguir desligar a 100% mas nunca se sabe…

Que mensagem deixas aos nossos leitores?

A mensagem que deixo é que vem aí muita música! E tenho mesmo muita vontade de me dar a conhecer e começar a subir aos palcos. Estejam atentos, porque vêm aí muitas novidades.

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