Pedro Galhoz: “As guitarras fazem parte da minha vida, são o meu refúgio (…)”

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”Este chão que pisamos” é o titulo deste novo disco de Pedro e os Lobos, que sublinha um caminho musical esteticamente marcado pela interligação de várias culturas e linhas musicais na busca de uma sonoridade própria.

 

 

Tendo as guitarras como figura central das suas composições, Pedro Galhoz continua a mostrar neste disco a sua paixão pela mistura de diferentes culturas, pelas bandas sonoras, pelo deserto e pelos clássicos da música americana que convivem aqui em harmonia com a lusofonia na palavra e no sentimento.

 

Em entrevista ao Infocul, Pedro Galhoz aborda não só toda a construção deste disco como também os espectáculos que estão agendados para 2017.

 

 

 

Quando começou a ser pensada e construída a estrutura deste disco desde alinhamento a convidados?

 

Este disco faz parte dum ciclo de dois, “Um mundo quase perfeito” e “ Este chão que pisamos “ encerram a primeira etapa deste projecto, em que o conceito sempre foi compor para vozes que admiro. As canções foram surgindo a fui lançando os convites a cantores que identifiquei com o meu Universo musical e com cada música em particular.

 

 

 

Em termos de sonoridade acabam por fazer vários cruzamentos culturais. Sentem que conseguiram criar uma sonoridade única ou há um género musical em que se consigam inserir?

 

Tento absorver várias influências , por vezes derivam de estilos e culturas bem diferentes, no entanto o resultado que procuro é a criação de uma sonoridade que seja o reflexo da minha experiência, do meu conhecimento e que tenha uma personalidade forte e livre, o menos formatado quanto possível.

 

 

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Qual a mensagem que pretendem transmitir com este disco?

 

 “ Este chão que pisamos “ aponta para a caminhada que é a vida, as suas virtudes e desilusões , perder, ganhar, sonhar, construir e destruir.

 

 

Como foi a escolha dos convidados? Foram escolhidos para os temas ou os temas foram construídos propositadamente para as vozes de cada um deles?

 

Quando componho, imagino vozes que vestem cada canção, depois convido essas vozes a colaborar, é assim que funciona.

 

 

Em termos de espectáculo o que está a ser preparado para 2017? Já há datas que possam ser reveladas?

 

Vamos estar dia 01 de fevereiro em Beja, 03 de Fevereiro em Almada, 04 de Fevereiro na Marinha Grande , 18 de Fevereiro em Miranda do Corvo, 18 de Março em Famalicão e novas datas deverão aparecer entretanto.

 

 

Qual a importância das guitarras para a vossa sonoridade? Neste disco são elas a base da vossa construção musical…

 

As guitarras fazem parte da minha vida, são o meu refúgio  e a paixão pela sonoridade de cada uma e pelas suas possibilidades sonoras é algo que me fascina, afinal cresci a ouvir bandas com grandes guitarristas.

 

 

Em termos de reacção do público como tem sido?

 

Penso que temos vindo a construir o nosso público e a criar o nosso espaço, sem pressas e sem pretensiosismo, corremos a maratona, não os 100m.

 

 

Onde pode o público ir acompanhando as novidades e as datas que vão surgindo para espectáculos?

 

As redes socias são sem dúvida hoje em dia a forma mais rápida de comunicar e de actualizar essa informação, portanto sigam-nos no Facebook e no twitter. Aqui poderão saber quase tanto quanto eu!

 

Um bom ano a todos.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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