Peste & Sida celebram 30 anos mas é “pena as rádio e TV não darem a importância devida aos novos (e velhos) projectos”

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“Peste & Sida ao Vivo no RCA” é o disco comemorativo, e de edição limitada, dos 30 anos de percurso de uma das mais icónicas de rock do panorama musical português.

 

 

Este disco gravado ao vivo foi feito à revelia de todos os músicos, de modo a manter o que de mais genuino este grupo tem em palco. O alinhamento conta com 15 faixas, duas delas em modo medley, numa viagem por três discos: “Veneno” de 1987, “Portem-se bem” de 1989 e “Peste & Sida é que é” de 1990.

 

 

Neste espectáculo ao vivo contaram com a participação de convidados especiais e ainda ex-membros da banda. Uma viagem (in)temporal pela história do grupo, pela vida dos fãs e por momentos associados a cada um dos temas que integra a banda sonora dos seguidores de Peste & Sida.

 

 

Na entrevista que concederam ao Infocul, abordam o disco, o percurso do grupo, a evolução da música portuguesa e ainda o uso, ou falta dele, das redes sociais. É no palco que sentem bem!

 

2A

 

Entrevista

 

Mais de 30 anos de canções num único disco gravado ao vivo. Este é o vosso best of?

Sim é o mais actual e deu-nos muito gozo pois estiveram quase todos os ex-elementos e alguns amigos.

 

 

Sentem que este disco permite os fãs ter os vossos maiores hits num único disco?

Sim esperamos também atingir novas gerações.

 

 

Para quem não entenda, quais as maiores diferenças entre gravar em estúdio e gravar ao vivo? Há uma preparação diferente? O nervosismo aumenta?

Ao fim de 30 anos estes pormenores já não nos afectam … o Estúdio é sempre diferente do Live (ao vivo a adrenalina supera a perfeição) e esta gravação ao vivo teve a particularidade de ser feita à revelia de todos os músicos salvaguardando assim a espontaneidade própria da banda.

 

 

 

Peste & Sida são dos nomes mais icónicos da música em Portugal. No início de tudo isto, alguma vez pensaram atingir esta importância?

Não (qual importância???).

 

 

Como analisam o actual momento da música em Portugal?

Esta cheia de vida e de muitos bons músicos e grupos,  existe um maior ecletismo, pena as rádio e TV não darem a importância devida aos novos (e velhos) projectos. (sorri)

 

 

Está melhor ou pior do que quando iniciaram o vosso percurso? O que melhorou e piorou?

Está melhor sem dúvidas, a cultura musical em geral melhorou, as condições (palco, som, promoção etc..) são cada vez mais profissionais, a divulgação (Rádio e TV ) deixa a desejar…

 

 

 

Este disco será apresentado no Titanic Sur Mer. O que está a ser preparado para esse espectáculo? Vão tocar o alinhamento na íntegra? Vão haver temas que não estão no disco?

Vai haver surpresa (não podemos dizer tudo e quem sabe um DVD ao vivo no Titanic!!!) Podemos adiantar que alguns dos convidados que estiveram no RCA vão estar novamente connosco no TITANIC.

 

 

Em termos de redes sociais. Onde estão? Como gerem as vossas redes sociais e quanto tempo dedicam?

Ui! Não nos dedicamos muito e o nosso agente ainda menos… É uma das nossa falhas mas podem visitar sempre o @peste&sidaoficial no facebook

 

 

É um meio importante de interacção com os vossos fãs?

Deveria ser mesmo mas como referido no ponto anterior somos um pouco desleixados. O que gostamos mesmo e pensamos ser o melhor é o Palco.

 

 

O que mudariam no vosso percurso?

Nada.

 

 

Alguma vez pensaram desistir deste projecto, Peste & Sida?

Quem toca por gosto não cansa.

 

 

Há algum tema em falta neste disco?

Tantos…

 

 

Qual o tema mais difícil de não ser interpretado ao vivo, por ser obrigatório por parte do público?

Todos os Clássico: Paulinha. Veneno, Gingão, Sol da Caparica, Carraspana . . .  

 

 

Em termos de espectáculos o que está a ser preparado, além do concerto de apresentação, e que possa já ser divulgado?

Dia 18 de Novembro no Cercal Rock em Soure.

 

 

Para quando Coliseus?

Hum! Quando nos quiserem atirar às feras!

 

 

O público é actualmente mais ou menos exigente com os artistas?

Muito Mais.

 

 

Quem são as grandes referências para vocês na música portuguesa e internacional?

José Afonso, Xutos, Joe Stummer (The Clash).

 

 

Que mensagem gostariam de deixar aos amantes da música em Portugal?

Keep on rockin’ in the free world!

 

5A

 

 

 

Os Peste & Sida actuam a 26 de Outubro no Titanic Sur Mer, pelas 22:00, apresentando os temas deste disco.

 

Alinhamento do disco:

 

CARRASPANA

FAMÍLIA EM STRESS

FURO NA CABEÇA

ESTÁ NA TUA MÃO

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ALCIDES PINTO

ORGIA PAROQUIAL

BULE BULE

ESTRELA DA TÊVÊ

ACREDITA

CAI NO REAL

ALERTA GERAL

SOL DA CAPARICA

PAULINHA

GINGÃO

REGGAESIDA

VENENO

PORTEM-SE BEM

CHUTA CAVALO

VAMOS AO TRABALHO

CHEGÁMOS AO FIM

 

 

Os Peste & Sida são, actualmente constituídos por João San Payo (voz e baixo), João Alves (guitarra e voz), Sandro Oliveira (bateria e voz) e Ricardo Barriga (guitarra) como convidado permanente. Neste disco participaram como convidados: João Pedro Almendra, Fernando Raposo, Nuno Rafael, Marco Franco, João Leitão, Zé Vilão, Luis San Payo, Sérgio Nascimento, Marte Ciro, Jonny Simbiose, Emanuel Ramalho, Iolanda Baptista e Suzie Peterson.

 

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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