Plutónio esgotou Coliseu dos Recreios, em noite apoteótica

Sangue, Lágrimas e Suor: foram por estes princípios que Plutónio guiou o rumo do seu último álbum, apresentado pela primeira vez ao vivo no passado dia 14 de Fevereiro, num esgotado Coliseu dos Recreios.

O artista revelou que este feito nunca tinha sido um sonho, já que nunca tinha imaginado um tão grande apoio por parte do público português. Entre muitos agradecimentos, apresentou ao público alfacinha a perspectiva de uma vida dura, com prelúdio no Bairro da Cruz Vermelha, na zona de Cascais.

Muitos jovens juntaram-se para apoiar o projeto “Sacrifício”, lançado no fim do ano passado. Após três anos de espera, os ouvintes foram surpreendidos pela versatilidade desde novo projecto, onde se encontram temas que agradaram a muitos, comprovado pelo número de visualizações no YouTube de Plutónio.

Para começar o espectáculo, apresentaram-se em palco os convidados Dj Dadda, F Miller e Lord XIV, já um pouco depois da hora prevista para o início do espcetáculo, para aquecerem as vozes do público para a noite que lhes seguia. Entre luzes, saltos e competições, a plateia esteve bem entretida durante a noite do famoso Dia dos Namorados.

Após a apresentação de um trailer de um novo documentário sobre a vida do cantor, foi desvendado a decoração do palco. Imagine a seguinte imagem:

No plano de trás, encontram-se fachadas de diferentes prédios, em degradação. Um desses prédios, tinha um toldo redondo por cima de uma porta, onde se podia ler “Café Real”. E se estiver atento, encontrará à sua esquerda uma placa que indica “Bairro da Cruz Vermelha”.

Este foi o cenário que viu (e ainda vê) Plutónio crescer. Neste cenário onde se dá todo o desenrolar de “Sacrifício”.

É importante referir a atitude do cantor em toda a duração do seu concerto. Sempre modesto, agradecia a todos os que estavam presentes vezes sem conta. Mas os ouvintes é que ficavam agradecidos: não é fácil fazer um concerto demorado onde rap é incluído amiúde, mas mesmo assim, fez justiça ao seu terceiro projecto individual.

Ao longo da noite, foram os demais que foram convidados por Plutónio para o acompanhar durante a noite esgotada na capital Portuguesa.

Chamou novamente Lord XIV, com o qual cantou “Paycheck”; recordou os bons velhos tempos com Kosmo, ao som de “Filhos do Ghetto”; chamou Dengaz para o palco, que o acompanhou na música ” O Que é Que Tem”; e Pedro Teixeira da Mota fez uma curta aparição durante “Vergonha na Cara”.

Pertencentes à família da Bridgetown, não poderiam também faltar Mishlawi e Richie Campbell, que cantaram com Plutonio a música “Rain”.

Foram também incluídos um dançarino já no fim de “Sr. Guarda”, e o violoncenista André Tavares em “Francisca”.

Plutónio estará no Porto, no próximos dias 21 e 22 de Fevereiro, no Hard Rock Café, para apresentar o seu disco ao povo da cidade Invicta.

Confira o alinhamento do concerto:

3 AM

Mesmo Sítio

Prada

Lucy Lucy

1 de Abril

Quando a Noite Cai

Paycheck

Não Vales Nada

África Minha

Filhos do Ghetto

Última Vez

Estrelas

O Que é Que Tem

Conversas

Não Tou Nem Aí

Dramas & Dilemas

Sr. Guarda

Vergonha na Cara

Sacrifício

Rain

Somos Iguais

Francisca

Meu Deus

Cafeína

Mariana Nave

Em Fevereiro de 2019, começou a trabalhar com o projecto Infocul.pt, sendo este também o primeiro projecto com que colabora. Apesar de ainda não ter um longo percurso, continua a trabalhar sempre com o objectivo de melhorar as suas capacidades no ramo da comunicação social.

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