Produtora UAU com prejuízo aproximado de 1 milhão de euros, anuncia regresso de ‘Meet Vincent Van Gogh’ e ‘A Peça que dá para o Torto’

 

Foto: UAU

Decorreu, esta manhã, no Terreiro das Missas a apresentação para imprensa e convidados da reabertura de Meet Vincent Van Gogh.

Esta exposição foi inaugurada a 28 de Fevereiro e posteriormente foi encerrada, devido à pandemia provocada pela covid-19.

Depois de alguns dias aberta para profissionais de saúde e da cultura, a exposição estará aberta ao público a partir de 3 de Junho.

O director-geral da UAU, Paulo Dias, concedeu uma entrevista ao Infocul. Nesta entrevista abordou a exposição, os projectos para o ano em que a UAU celebra o 30º aniversário e ainda os prejuízos provocados pela pandemia.

Paulo Dias começou por nos explicar que “as dificuldades têm sido muitas, nomeadamente porque estás a viajar por uma doença que não se vê e depois por decisões que não chegam em termos de trabalho”, acrescentando que “a dúvida foi o maior problema até agora, que é quando começas, como começas, em que condições é que começas e ter esperança que não tenhas de parar. A gestão da dúvida foi o mais complicado”.

Durante o período pandémico, “começámos a traçar horizontes que implicaram várias negociações”, explicando que relativamente a Meet Vincent Van Gogh “o que tivemos, foi um porta aviões estacionado, no Terreiro das Missas, em Belém, parado mas a ter de ser alimentado todos os dias, desde o dia 14 de Março até hoje, com custos pesadíssimos para esta estrutura”.

Revela que “a nossa principal sorte foi termos conseguido estender a exposição até dia 3 de Janeiro. Isto nós queremos acreditar que com esta extensão é como começar o processo todo de novo, com uma grande vantagem, temos 14 mil pessoas que vieram ver a exposição e gostaram e portanto são 14 mil pessoas que querem voltar e dão conselhos às pessoas para virem, o que num projecto como este é fantástico e esperamos recuperar o investimento até final do ano”.

Questionado sobre se será ainda possível ter lucro com este projecto ou se apenas conseguirá pagar o mesmo, explicou que “acho que isso depende muito do nosso patrocinador que é o publico, neste momento estamos dependentes do público, do medo do público, mas já estamos muito contentes com as pré-vendas que temos para este início de campanha, mas a realidade é que tivemos 14 mil pessoas em 14 dias”.

Sobre os projectos que ainda realizará este ano, no qual celebra 30 anos de actividade da produtora UAU, explicou que “cancelámos a nossa programação internacional toda, não era possível com tanta dúvida manter projectos com tamanha dimensão financeira e com tamanho número de pessoas”.

Até final do ano vamos fazer uma grande força na exposição e vamos fazer o regresso d’ “A Peça que dá para o torto” . Estes são os nossos dois grandes projectos. Por altura do natal havemos de ter alguma coisa que ainda não está definida, mas é preciso garantir que as salas em Dezembro já estejam a 100%, porque se não estiveram com hipóteses de lotação a 100% não é possível fazer projectos internacionais por causa dos custos”.

Sobre as lotações que agora serão permitidas para o Teatro Tivoli BBVA e para o Auditório dos Oceanos (Casino Lisboa) revela que “entre o dia 1 de Junho e o dia 15 de Junho, nós podemos ter 50% de ocupação, depois a cada 15 dias a DGS em conjunto com o ministério da cultura definem se as lotações podem ser superiores ou se terão de diminuir. As duas coisas podem acontecer, o problema é que neste momento nós não temos fases, ou seja, o diploma que saiu hoje não prevê fases para aberturas, ou seja, uma sala hoje abre a 50%, a 15 de junho se calhar mantém os 50%, mas no dia 30 se calhar já pode ter 100% e isso faz com que a gente não consiga planificar as coisas”.

A Peça que dá para o torto “possivelmente vai regressar em junho. Lá está, é uma equipa de trabalho muito grande e implica algumas mudanças”.

Sobre o prejuízo que a pandemia provocou à produtora UAU, Paulo Dias disse-nos que “ainda não temos as contas fechadas, não vai chegar a 1 milhão de euros, mas vai andar muito próximo”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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