Cineteatro D. Joao V
Música para crianças e um “tributo” à viola Campaniça são algumas das actividades que podem ser vistas no mês de Agosto no Cineteatro Municipal D. João V.

A 05 de Agosto, pelas 21:30, poderá ser vista a peça de teatro “Nôs é pa nôs pove” (A nossa terra é para o nosso povo). Esta peça, indicada para maiores de 12 anos, faz a reconstituição histórica do processo da independência de Cabo Verde proclamada a 05 de Julho de 1975. Interpretado por actores, músicos e cantores amadores cabo-verdianos, portugueses e de ascendência cabo-verdiana, este espectáculo, da autoria da jornalista
Paula Torres de Carvalho, faz a adaptação de documentos históricos, como os textos teóricos de Amílcar Cabral ou o texto oficial da proclamação da independência, com músicas, imagens e poemas daquele período ímpar do arquipélago de Cabo Verde. Os bilhetes custam 10€.
Nos dias 25 e 26 de Agosto poderá ser visto, no Cineteatro Municipal D. João V, “Campaniçando”, que apresenta novos compositores e tocadores da Viola Campaniça também designada por Viola Alentejana. A Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou “cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas tocadas tradicionalmente de dedilhado apenas com o polegar.
No dia 25 de Agosto, pelas 21:30, sobe a palco Marco Vieira, ex. músico dos Pólo Norte e fundador da Escola de Música Tradicional de Odemira (EMTO), onde exerce actualmente as funções de Diretor e Professor de Música. Entre diversos cordofones tradicionais, a EMTO promove o ensino da Viola Campaniça, típica desta região do Alentejo, dinamizando ainda a sua construção. A Música Tradicional Alentejana, sob a forma de Modas, contém em si as histórias e tradições, habitualmente partilhadas nos serões em família. De pais para filhos, chegam até aos dias de hoje as tradições de um povo, de uma terra e de vidas inteiras. Esta é uma viagem musical pelas planícies alentejanas, onde o visitante pode ser espectador ou intérprete. Poderá cantar, tocar, dançar, apreciando a simplicidade da Música Tradicional Alentejana, acompanhada pela Viola Campaniça. O bilhete para este concerto custa 5€.
No dia seguinte, 26 de Agosto, pelas 21:30, O Gajo vai subir ao palco do Cineteatro Municipal D. João V. O Gajo nasce em Lisboa na primavera de 2016 pelas mãos de João Morais com o intuito de ligar a sua música à terra que o viu nascer, Portugal. É assim que surge a relação com a Viola Campaniça, um instrumento de raiz tradicional que faz parte da história centenária e cultural portuguesa. É em Beja que O Gajo conhece a Viola Campaniça mas a que traz para Lisboa ganha novas tonalidades. Afasta-se da linguagem mais tradicional explorando novos caminhos mas mantendo intacta a sua Portugalidade. As composições do Gajo podem soar a fado, mas não são fado, podem soar a música tradicional, mas não são música tradicional, são um híbrido disso tudo e muito mais. O Gajo toca música do mundo. Depois de tocar por todo o país, 2017 chega com a gravação do primeiro disco. que conta com o apoio e financiamento da Fundação GDA. O passo seguinte será levar a Campaniça a todo o lado e mostrar que as nossas raízes ainda podem dar muito fruto. Os bilhetes custam 10€.
“Raízes na música para a família” é um espectáculo de música infantil que pode ser visto no dia 27 de Agosto, às 16:00. A palavra música, deriva da expressão Musikae utilizada na Grécia antiga, é na sua origem referida como “a arte das musas”, com o triplo sentido de palavra, som e movimento, ou a união das expressões corporal, verbal e musical. Estas sessões mergulham neste universo sensitivo, e procuram ser pequenas musas que manuseiam esta “arte de manifestar os afetos da alma, através do som” (Bona). Nos encontros “Raízes na Música” os participantes são convidados mas também intervenientes na construção de vivências e partilhas baseadas na música e no sentir: músicas e instrumentos tocados ao vivo e por todos; canções e poemas para descobrir, ouvir e mimar; jogos,danças e outras brincadeiras, do reportório tradicional português endo mundo, onde todos participam e contribuem para criar boas raízes na música e na vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.