O Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, criado há 33 anos, é herdeiro de uma longa tradição há muito reconhecida na região como “terra de bons cantadores”.

O grupo, com idades compreendidas entre os 16 e os 93 anos, representa com distinção o Cante Alentejano – considerado em 2014 Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO – e concebeu um concerto pensado como uma celebração, que irá decorrer no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, inicialmente apenas a 20 de Março.

Com este espectáculo esgotado é agora anunciada data extra no CCB no dia seguinte e, também, um concerto no Porto, na Casa da Música, a 28 de Março. António Zambujo, Pedro Mestre (viola campaniça) e Mafalda Vasques serão convidados especiais de dia 21, aos quais se juntam Luísa Sobral e Jorge Benvinda para o espectáculo de dia 20. Já no espectáculo do Porto, dia 28, António Zambujo, Jorge Benvinda, Miguel Araújo e Pedro Mestre são os convidados especiais. Os bilhetes já se encontram disponíveis para a data extra em Lisboa e no Porto estarão à venda partir de terça-feira, dia 14 de Janeiro.

Desde a fundação em 1986, o Rancho não mais cessou a sua actividade, que tem prestigiado a sua vila, região e país através de actuações um pouco por todo o mundo, do Brasil, aos EUA, da China (Macau), à Alemanha, passando por diversos países europeus como Espanha, França e Bélgica. Paralelamente tem actuado em palcos nacionais, como os Coliseus, Culturgest ou o Teatro Nacional de São Carlos. Desafiado por António Zambujo, o Rancho de Cantadores gravou em 2016 um álbum homónimo, que atingiu o Galardão de Ouro, produzido por Ricardo Cruz, que retrata de maneira exemplar o seu percurso, princípios e valores mas sobretudo a qualidade dos seus intérpretes, evidenciando a coesão e força que se funde humilde e harmoniosamente na unidade do grupo.

São continuadores de uma antiga tradição que terá surgido na agricultura, quando grupos de homens e mulheres humanizavam a sua faina entoando, em conjunto, as belas modas do cancioneiro alentejano. Cantavam não só a dureza da vida mas também a beleza da natureza envolvente. Com o desaparecimento da agricultura extensiva, o cante adaptou-se a esta nova situação, tornou-se outro, cantando uma realidade que já não existia, passando assim de vivencial a evocativo e subsistindo, sobretudo, no local onde os homens se podiam juntar: a taberna. Foi numa taberna, à volta de uma garrafa de vinho, que um grupo de amigos cantando, e bem, as modas desta terra, se organizou para criar o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento.

Agenda

20 MARÇO – CCB, LISBOA (ESGOTADO)

21 MARÇO – CCB, LISBOA

28 MARÇO – CASA DA MÚSICA, PORTO

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