Depois de Marco Rodrigues ter inaugurado o EDP Fado Café com sucesso, subiu a palco a fadista lisboeta Raquel Tavares. A princesa do Fado esteve extraordinária em palco. Preparou bem o espectáculo e foi inteligente na interacção com o público.

Raquel Tavares preparou para o NOS Alive um concerto muito baseado no seu mais recente disco, “Raquel”. Neste disco a fadista apresenta um repertório não apenas baseado em fado. Há uma viagem pela música portuguesa através de temas de António Zambujo, Miguel Araújo ou Jorge Cruz, entre outros.

 

 

Raquel abriu o concerto com “Eu já não sei” da autoria de Domingos Gonçalves Costa e Carlos Rocha, agarrando de imediato o público com a sua voz e com uma energia peculiar que consegue transmitir em todos os seus espectáculos. É das fadistas que melhor interage com o público.

 

 

A viagem pelo “Raquel” iniciou-se logo de seguida através de temas como “Tradição” de Miguel Araújo, “Não me esperes de volta” de António Zambujo, “Limão”, “Regras da Sensatez” de Rui Veloso, “Meu amor de longe” de Jorge Cruz e que é single do disco ou “Rapaz da Camisola Verde” de Frei Hermano da Câmara. Ao longo destes temas a fadista não se cansou de puxar pelo público e pedir barulho “até porque estamos num festival portanto façam barulho” e mostrar o encanto pelo espaço do EDP Fado café, que na opinião da fadista é uma junção de casa de fado com os tradicionais pubs em Nova Iorque, “onde nunca estive mas deve ser assim”, disse soltando gargalhadas.

 

 

Na sua segunda actuação ou se preferirmos, segunda parte do concerto, Raquel Tavares manteve o mesmo nível perante uma multidão de gente que não coube toda no espaço EDP Fado Café, tendo a fadista dito para “vivam este espaço, venham ver os artistas que ainda falta actuar, porque para o ano queremos cá estar novamente e num palco ainda maior”.

 

 

Raquel Tavares foi acompanhada por André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Fred Ferreira na bateria e percussão e Daniel Pinto no baixo.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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