Resistência em noite histórica no Coliseu dos Recreios!

 

 

 

O Coliseu dos Recreios acolheu está sexta-feira, 26 de Outubro, a Resistência, movimento com marca importante na música portuguesa. Foi a primeira vez que ,em 27 anos de projecto, actuaram na sala do Coliseu lisboeta.

 

 

Numa noite que tinha como objectivo apresentar “Ventos e Mares”, o próximo disco da Resistência, foi feita uma viagem com constantes idas ao passado e futuro da música portuguesa. Tudo isto vivido num intenso presente, por todos os que se deslocaram ao Coliseu, que não esgotou a sua lotação.

 

 

Boa noite Lisboa. Boa noite Coliseu. Boa noite a todos. Foram precisos 27 anos para chegarmos aqui. Pela primeira vez no palco do Coliseu“, disse Miguel Ângelo. Este foi um grande ano para a Resistência. Fizemos talvez a maior digressão, desde que regressámos em 2012“, acrescentou Fernando Cunha.

 

O primeiro momento de união entre a Resistência e o público surgiu com “Amanhã é sempre longe demais”, que colocou todos a cantar em uníssono no refrão. Foi quiçá o momento em que o público se soltou para uma noite de celebração e de perfeita harmonia entre palco e plateia.

 

 

O colectivo constituído por Alexandre Frazão (bateria), Fernando Cunha (voz e guitarra 12 cordas) Fernando Júdice (baixo), José Salgueiro (percussões), Mário Delgado (guitarra), Miguel Ângelo (voz), Pedro Jóia (guitarra clássica), Olavo Bilac (voz) e Tim (voz e guitarra), esteve numa noite de, expectável, simbiose, harmonia e com uma qualidade que chegou a ser arrebatadora. Nesta fase do percurso da Resistência nota-se um quase perfeito equilíbrio entre as vozes e os instrumentos, no qual todos respiram nos momentos certos e permitindo potenciar o que de melhor cada um tem.

 

 

Assistir a um espectáculo de Resistência é relembrar projectos como Sétima Legião, Rádio Macau, Delfins, Santos &Pecadores, Clã e dar novas roupagens a temas de artistas como Jorge Palma, Sérgio Godinho, Zeca Afonso, António Zambujo, Xutos &Pontapés, GNR, entre tantos outros. A Resistência é uma bandeira do que de melhor a música portuguesa tem produzido. É a união do talento pela arte, é a projecção de um futuro potenciado o que de melhor temos do passado.

 

 

Do alinhamento especialmente preparado para esta noite constaram temas como “Sete Naves”, “Estrela do Mar”, “O Sopro do Coração”, “A gente vai continuar”, “Timor”, “Zorro”, “Só no Mar”, “Um lugar ao Sol”, “Cigano”, “Não sou o único” ou ainda “Nasce Selvagem”, entre tantos outros.

 

 

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

 

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Notícia publicada a 27/10/2018

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