Rock in Rio Celebration: “A reacção do público, os elogios e o impacto de ter a Torre de Belém como cenário desta grande festa superou as expectativas”, diz Roberta Medina

AgênciaZero.net

 

 

No terceiro e último dia de Rock in Rio Celebration, junto da Torre de Belém, o Infocul.pt falou com Roberta Medina sobre este evento e também sobre os 15 anos de Rock in Rio Lisboa.

Sobre estes três dias de festa em Belém, disse que “não podia ser melhor, foi muito mais mágico do que a gente imaginava. Esta iniciativa foi sendo construída por muitas mãos, muitos braços, muitas cabeças criativas ao mesmo tempo, mas ficou muito melhor do que aquilo que todos nós sonhámos. E a reacção do público, os elogios, o impacto de ter a Torre de Belém como cenário desta grande festa superou as expectativas”.

Se James e Ivete Sangalo já tinham sido vistos no Rock in Rio Lisboa, a aposta em Rui Massena a liderar uma orquestra sinfónica surpreendeu, e resultou, encantando a todos no primeiro dia. Questionada se tinha sido um risco, respondeu-nos “Risco? Eu não senti a menor sensação de risco, pelo contrário. O espectáculo de James e da Ivete acontece, felizmente, muitas vezes. Para celebrarmos de forma única e especial tinha de ser um soma de elementos e não só o facto de estar na frente da Torre de Belém ou o facto de ter uma iluminação brilhante, não é um videomapping espectacular, não é um palco em forma de guitarra, é a soma de vários elementos surpreendentes, e muito bem pensados e planeados que faz a festa ser especial. E você ter num festival de música, uma orquestra sinfónica a interpretar os 15 anos de Rock in Rio… Não havia outro artista que pudesse representar 15 anos de história. Uma orquestra com uma selecção de músicas que passaram pelo festival, somado ao videomapping , com muito da mensagem visual do que passou no festival, então aí tem uma história para ser contada”.

Questionámos ainda se seria possível o Rock in Rio ir para outras localidades portuguesas que não Lisboa, tendo Roberta Medina explicado que “obviamente já pensámos e temos tido muitos convites, desde que chegámos, para poder fazer outras coisas fora de Lisboa. Mas até em termos da dimensão do festival é uma coisa muito complicada. Não tem nada que justifique a gente sair de Lisboa, estamos muito felizes em Lisboa”.

Contudo, relembrou que “estamos a fazer este ano pela primeira vez, que não é o Rock in Rio, é uma proposta totalmente diferente que é o Wine & Music Valley no Douro, que é de empreendedores locais, a gente está ajudando a fazer concepção e organização do festival. Obviamente que no primeiro ano vai aos pouquinhos mas não tenho a menor dúvida de que vai ser uma referência para o norte do país e para aquela região maravilhosa”.

Para os que consideram o Rock in Rio uma feira de marcas, Roberta Medina conta uma história…passada em Espanha. “Houve um dia, uma crítica no El Mundo, quando chegámos a Madrid, dizendo que o Rock in Rio parecia o Carrefour de marcas. Então, eu escrevi uma carta de volta ao jornalista explicando qual era a proposta do Rock in Rio, que só apresentamos uma proposta absolutamente única e com lune-up único a nível mundial, por conta das marcas, pois são elas que viabilizam esta festa. Por exemplo, uma festa desta dimensão gratuita como é que paga esta festa? Se são as marcas que pagam isto o que querem? Mas no final dessa carta eu só lhe pedia que não somos o Carrefour, mas que o patrocinador era o El Corte Inglés. Aqui, somos Continente”, disse-nos, não evitando a gargalhada.

Sobre o cartaz do próximo ano, o Rock in Rio Lisboa 2020, disse que “não, e se tivesse não contava. Vocês são muito curiosos”, quando perguntámos se já tinha algum artista contratado.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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