Rogério Charraz: Maturidade e simplicidade ao serviço da música no São Jorge

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A Sala Manoel de Oliveira, no Cinema São Jorge em Lisboa, acolheu este sábado, 27 de Janeiro o concerto de Rogério Charraz. Este espectáculo serviu também para gravar o quarto disco do cantor que sairá em Abril, intitulando-se “Rogério Charraz 4.0”.

 

Para este espectáculo, Rogério Charraz tinha, previamente, anunciado quatro convidados: o fadista Ricardo Ribeiro, os Virgem Suta, Né Ladeiras e o pianista Júlio Resende. Além dos convidados era também já assumido que haveria uma viagem pelos três discos anteriores (“A Chave”, “Espelho” e “Não tenhas medo do escuro”) e que seriam apresentados quatro temas inéditos. Mas o cantautor trouxe muito mais à sala lisboeta.

 

Começamos por referir que Né Ladeiras por motivos de doença, não compareceu no espectáculo. Esta mesma informação foi apenas dada pelo artista durante o concerto. Mas antes dos convidados, há que abordar o talento quase inesgotável de Charraz, além claro da sua mais que reconhecida resiliência nesta aventura pela música. Um percurso feito a pulso, com base no seu talento e claro com a ajuda dos seus “Irrevogáveis” músicos e parceiros de viagem musical.

 

Abriu o espectáculo com “Se me perguntas a mim”, logo seguido de “Guarda o cheiro para mim”, antes de cumprimentar a plateia com um “Boa noite a todos”, antes de acrescentar que “só tenho uma palavra para vos dizer hoje e é com ela que quero começar: obrigado”.

 

Com um bem conseguido desenho de luz em palco, ninguém naquela sala deve ter tido “Medo do Escuro”, nome do tema que se seguiu, antecipando “Lá vai ela”, após o qual, Rogério Charraz voltou a falar com o público para explicar um pouco do que seria este espectáculo: gravação do novo disco, estreia de quatro temas inéditos, viagem pela discografia anterior e claro…os convidados.

 

De José Fialho Gouveia, nome muitas vezes repetido esta noite (e com todo o mérito), estreou no São Jorge, o tema “Ninguém nasce com mau fado”. Com Jorge Benvinda, dos Virgem Suta, cantou “Erro no Sistema”, de José Fialho Gouveia. Sobre esta canção, Rogério Charraz referiu que é “uma das mais bonitas que ele escreveu”.

 

Júlio Resende abdicou do seu piano de cauda e nos teclados tocou, e como habitualmente bem, “Meu amor eterno” acompanhando Rogério Charraz que dedicou este tema à mãe. Logo de seguida subiu a palco Ricardo Ribeiro para o momento da noite. Em dueto com Charraz e com Resende ao piano, esteve soberbo em “Deixa o teu coração”.

 

Rogério Charraz conseguiu um espectáculo bem conseguido, sem ser excelente, agarrando o público com classe e sem grandes alaridos. Tem uma voz que sabe usar e defender, tem uma dicção perfeita e uma emoção que facilmente capta a atenção de quem  o ouve.

 

No ano em que celebra 40 anos de idade e lançará novo disco, Rogério Charraz mostra que está numa fase de grande maturidade, conseguindo assim expor facilmente as suas emoções através do seu canto. A Sala Manoel de Oliveira não esgotou, apresentando contudo uma boa moldura humana.

 

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Notícia publicada a 28/01/2018


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