Rui Bento Vasques e o regresso de Pablo Hermoso de Mendoza ao Campo Pequeno: “Chegou a baixar o valor em várias ocasiões”

 

 

Durante os próximos três dias, o Infocul apresentará uma grande entrevista a Rui Bento Vasques, o actual director de actividades tauromáquicas do Campo Pequeno. Este ano assume também o apoderamento dos cavaleiros João Moura Jr., Luís Rouxinol e Luís Rouxinol Jr., além de ser assessor da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim (na Arena de Almeirim) e da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré (Praça de Touros da Nazaré).

 

Uma entrevista na qual Rui Bento respondeu a todas as questões colocadas por Rui Lavrador. A não contratação de Diego Ventura, a decepção com a corrida na qual participaram Manzanares e Morante na temporada passada, a falta de público na primeira corrida deste ano, a segunda parte da temporada em Lisboa, a menor aposta do Campo Pequeno no toureio a pé nesta temporada, as queixas de João Salgueiro ao não ter sido convidado para a reinauguração de Almeirim, a temporada em Almeirim e Nazaré e até as ideias para as corridas que faltam anunciar nestas duas praças, são algumas das questões a que responde.

Rui Bento fala ainda da ausência de Marcelo Rebelo de Sousa das praças de touros, da possibilidade de Pedrito de Portugal tourear este ano no Campo Pequeno e ainda da venda do Campo Pequeno.

Hoje é publicada a primeira parte. Amanhã, dia 15, será publicada a segunda parte e dia 16 será publicada a última parte.

 

 

Infocul (I)A temporada no Campo abriu com lotação entre a meia-casa e os ¾…

Rui Bento Vasques (RBV)- Dois terços, mais concretamente.

I- Não foi o tiro de partida pretendido…

RBV- Como cartel foi, como cartel para a inauguração de temporada como máximo atractivo. Estamos a falar de Rui Fernandes e António Telles, dois toureiros que no ano passado tiveram uma temporada fantástica no Campo Pequeno, e o Duarte Pinto, que indiscutivelmente dos toureiros jovens, não sendo jovem de idade mas como toureiro revelação, estilo clássico, e pelas actuações que teve no ano passado no Campo Pequeno, não seria de justiça que não tivesse anunciado no cartel inaugural da temporada. Portanto numa perspectiva de três artistas com máximo ambiente no Campo Pequeno acho que estava rematadíssimo. Dois grupos de forcados dos melhores e fizeram méritos para estar na inauguração, Montemor e Vila Franca. E em relação à ganadaria penso que foi das melhores ganadarias apresentadas, nos últimos tempos, no Campo Pequeno, uma ganadaria triunfadora, também no início do ano passado, e que está claramente no top das ganadarias portuguesas. Ainda para mais no trapio, penso que tenha sido das ganadarias mais sérias que saiu, nos últimos anos, no Campo Pequeno. Penso que o cartel estava absolutamente rematado naquilo que é um cartel para inaugurar uma temporada a transmitir aos aficionados a importância da seriedade e do respeito pelo que tinha acontecido na passada temporada. É verdade que anunciámos a corrida para quinta-feira, alterámos para sexta pelo facto de o Benfica jogar em Lisboa e acho que foi uma decisão bem tomada. Efectivamente no ano passado demos duas ou três corridas às sextas-feiras e foi um sucesso, um êxito, este ano ao mudarmos para sexta-feira não resultou da mesma maneira. Não tenho qualquer justificação, quero pensar que o facto de estarmos a entrar na semana antes da Páscoa pode ter tido influência em muitas famílias ao terem tirado essa semana de férias e que tenham partido na sexta-feira. Mas claramente ficou aquém do que era expectável já que tivemos menos 1700 pessoas do que na inauguração do ano passado. E a corrida do ano passado era uma corrida com touros da ganadaria Silva, o Rui Fernandes, o João Ribeiro Telles e o João Moura Jr., não penso que tenham sido o António Telles ou o Duarte Pinto a não justificar o atractivo para a inauguração do cartel. Foi dessa forma, não há que dar mais voltas mas o facto é que teve 1700 pessoas a menos do que na temporada passada. Como cartel e como empresa voltaria a repetir esse cartel, agora há que tirar ilações e perceber se na semana antes da Páscoa será o ideal para voltar a montar a corrida ou se temos de montar logo no início do mês de Abril para congregar uma maior afluência de público que é fundamental para qualquer praça e sobretudo para a inauguração de temporada do Campo Pequeno.

 

I- Esta semana dois desafios para a bilheteira do Campo Pequeno. Na quinta-feira, o regresso de Pablo Hermoso de Mendoza ao Campo Pequeno e no sábado realiza-se uma novilhada de promoção aos novos valores, em dia de jogo de futebol que pode atribuir o título de campeão ao Benfica. Quais as expectativas?

RBV- Na quinta temos a habitual corrida do aniversário a reinauguração da praça, com máximo atractivo, penso que super rematado. O Pablo em Lisboa tem carisma e tem seguidores fiéis em que não deixa nunca de ter boas lotações e depois os dois toureiros que completam em cartel, o Luís Rouxinol que apenas toureou uma vez com o Pablo em Lisboa nestas treze temporadas, e o João Moura Jr, que tem sido competidor em várias corridas. Mas é um cartel com todos os atractivos para uma noite de competição como as pessoas gostam. Os touros de Francisco Romão Tenório são das corrida mais bonitas em tipo, não peso exagerado, não com pouco peso, mas uma corrida de trapio, espectacular para o Campo Pequeno e para este tipo de cartel. A comemoração dos 75 anos do grupo de Lisboa é um acontecimento que provavelmente e oficialmente inicia aqui e com toda a força e depois o Grupo de Évora, um grupo da capital do Alentejo, que tem máxima história e prestígio e que efectivamente virá à corrida do 13º aniversário. Portanto complementa e permite aquilo que é rematar um cartel para que o público possa vir.

A novilhada, no ano passado demos noutra data, pensámos que o facto de estarmos perto do 13º aniversário, e como no ano passado foi ao sábado, tentámos para ajudar as miúdas toureiras que uma novilhada com um triunfo que possa vir a acontecer possa repercutir positivamente nas suas trajectórias. É óbvio que o facto de o futebol ter sido alterado de domingo para sábado (o Benfica neste momento está nas bocas do mundo e de toda a gente, benfiquistas ou não, é o máximo atractivo para final de campeonato onde se pode consagrar como campeão nacional) vai afectar. Mas também é verdade que a novilhada dá oportunidade a miúdos novos (duas miúdos que além de terem aptidões, são muito bonitas) espero que as pessoas venham. E nesta perspectiva social e de imagem que o Campo Pequeno proporciona e pode também transmitir para fora, penso que é um cartel de máximo atractivo e com interesse. Três miúdos portugueses, o Duarte Silva acaba de ter triunfo importante em Vila Franca, o Passareira que é de Nave Haver e portanto de certeza que vem três ou quatro excursões a acompanhá-lo e um miúdo da Moita [Filipe Martinho] que tem tido actuações muito boas e sido uma revelação. Forcados de Alter do Chão, o forcado Elias que vai retirar-se e portanto é de justiça que se possa vir despedir do Campo Pequeno. E com a vantagem de termos o Concurso Vem Tourear (que foi um complemento, no ano passado, no dia da novilhada) e portanto vamos arrastar muita gente do Alentejo porque vem os miúdos de Alter, da escola do Marco Gomes, e ainda a banda de Alter do Chão. Portanto virá muitos alentejanos a passar um dia no Campo Pequeno, com todas as mais valias que temos enquanto galeria comercial. Espero um fim de tarde que possa atrair as pessoas a vir ao Campo Pequeno. Obviamente que o Benfica vai arrastar público, mas é um espectáculo de oportunidade aos novos e que vamos atirar para a frente perante qualquer situação e oxalá seja um espectáculo tão bom artisticamente como foi o do ano passado.

 

I- Temos já a primeira parte do Campo Pequeno apresentada. Errarei ao dizer que apostou menos no toureio a pé?

RBV- Não, não erra. A verdade é que no ano passado montámos um cartel de máximo atractivo na fase inicial, em que foi uma corrida de máxima expectação e terminou sendo uma decepção. E quer queiramos ou não temos de estar atentos aos sinais e reacções do público. Esse dia terá sido, nas 14 temporadas, o dia mais ingrato para mim enquanto gestor, matador de touros e sobretudo aficionado.

 

I- Está a falar da corrida com Morante e Manzanares?

RBV- Sim. Morante, Manzanares e João Telles. Numa temporada tourista, foi a única corrida que não foi tourista, mas para trazer essas figuras tinha de trazer uma corrida que fosse do agrado e de acordo com as pretensões desses toureiros. Apostei numa ganadaria em que à partida tinha a máxima confiança, mas a verdade é que não seleccionei os touros com o trapio que exigia essa corrida e obviamente que não tivemos, também, sorte com o comportamento dos touros. E juntando uma coisa à outra, não correu bem! Assumo que foi um erro. Assumi na altura e assumo agora. E nesse sentido tive a cautela de, este ano, fazer uma temporada mais cuidada, para que o público entendesse, tal como assumir após essa corrida, de que iria ter mais cuidado, se fosse possível fazê-lo, com a apresentação dos touros. E penso que as corridas à portuguesa, que este ano estão montadas, têm o máximo atractivo, os touros têm a melhor presença possível para as características de cada ganadaria. E em relação à única corrida mista anunciada, a ganadaria Varela Crujo tem a presença que o Campo Pequeno exige e que uma figura como o Cayetano como atractivos. Além das condições enquanto figura de toureio, o facto social de ser um toureiro que sai muito nas revistas e pelo qual as mulheres têm um atractivo, um plus mais. Efectivamente anunciámos apenas essa corrida, sendo que temos intenção de no mês de Agosto montar uma corrida em que possam tourear os toureiros portugueses, que com muito mérito e sacrifício têm demonstrado que devem e merecem ter mais oportunidades. Uma aposta menos forte no toureio a pé, claramente, mas tudo deve ser gerido e assimilado para ir ao encontro do que é a reacção do público.

I- Arrepende-se de ter deixado a corrida do Morante e Manzanares ter ido por diante após o sorteio dos touros?

RBV- Não. Porque há momentos na vida em que temos de tomar decisões e quando decidimos fazer um ‘passeillo’ temos de o fazer e arcar com as consequências. Efectivamente tive problemas anteriormente, como é do conhecimento público, nesse momento decidi que a corrida ia para a frente. Digo sinceramente que além da apresentação dos touros, houve o azar de não investirem. Porque tenho noção que com os dois toureiros, se um touro investe com condições, com uma ou duas faenas de cada um tudo tinha passado. Há aqueles dias em que 2+2 sai 6 ou 28. Não correu bem. Assumi a responsabilidade na altura. Tentei interiorizar e corrigir. Desejamos sempre que as coisas corram bem mas sabemos que Deus põe, o homem dispõe e o touro descompõe e naquele dia descompôs mesmo.

 

I- Após apresentação dos cartéis da primeira parte da temporada voltou a falar-se da ausência de Diego Ventura. O que impediu a sua contratação?

RBV- Um valor que não nos é possível pagar neste momento. Um valor alto, penso que não é de bom tom dizer o número exacto, mas penso que contrariando o que o Diego tinha dito na passada temporada de que não era uma questão económica, a única coisa que nos distanciou foi a questão económica. O Diego pediu-nos três corridas ( Inauguração, uma em Julho/Agosto e a de Gala) em que na de gala um cartel sem a força de Diego Ventura não era necessário mas era um gosto dele e estivemos disponíveis para que assim fosse, pediu-nos companheiros de máximo atractivo, todos de máxima competição que nós também víamos possível de fazer…

I- Eram todos portugueses?

RBV- Todos portugueses e toureiros de máximo interesse e de alta competição em todos os cartéis. E também relativamente às ganadarias não havia problema pois foi com quem falámos em primeiro lugar, só nos distanciou a questão económica. Admito até, que no quarto encontro, superei, como director de tauromaquia, aquilo que a minha administradora tinha permitido. Quero que fique claro, penso que já o está, que tenho, pelo Diego, um grande respeito, admiração e reconhecimento pelo rejoneador e sobretudo pelo homem que veio debaixo e que conseguiu atingir o patamar máximo que qualquer toureiro pode atingir. Só que eu tenho de gerir uma casa na qual a minha gestão está também sempre a ser controlada. E se eu faço uma gestão em que não há números no final da corrida, mesmo com praça cheia, então há qualquer coisa que não pode funcionar. Se eu fosse empresário, único responsável e em que tudo caísse sobre as minhas costas, assumo que não me importava de correr o risco, mesmo perdendo dinheiro, de fazer a contratação em função do que o Diego queria. Mas isso tinha de ser eu apenas o único responsável e com as consequências para mim. Como não é o caso, não se pode levar adiante. Mas continuo a insistir que a relação é excelente, é óptima, espero e desejo que possa haver aqui um encontro e que o Diego possa ainda estar nesta temporada, e se não for nesta será nas futuras. E se não for no Campo Pequeno, será noutras praças em que um toureiro dessa categoria não pode deixar de estar nos grandes palcos, grandes acontecimentos e esses são aqueles em que quero continuar a estar ligado.

 

 

I- Os espectáculos tauromáquicos são caros. Quanto pode custar a contratação de uma primeira figura?

RBV- Uma primeira figura do nível do Diego ou do Pablo custa muitíssimo dinheiro para aquilo que é normal. Mas a verdade é quando se consegue atingir o nível que eles alcançaram, os valores excedem-se porque são um/dois/três casos e em uma/duas/três vezes. É importante ressalvar que as figuras portuguesas toureiam muitas corridas em Portugal, cobram honorários, cada um na sua posição, mais baixos mas porque toureiam várias vezes. No caso do Diego, ele queria três corridas em exclusivo para o Campo Pequeno e é possível, excepcionalmente, chegar lá ao que pedem porque são excepcionalmente três corridas. Quer isto dizer que o valor oferecido pela empresa ao toureiro foi superior ao valor que pagou a qualquer toureio que aqui tenha estado durante estas treze temporadas, isso que fique claro, mas não conseguimos chegar ao valor que ele solicitou. Mas assumo, tanto o Diego como o Pablo são os toureiros que mais cobraram no Campo Pequeno e esta temporada chegámos a oferecer-lhe o que nunca foi cobrado por nenhuma figura aqui em Lisboa.

I- Portanto, esta temporada o cavaleiro que sai mais caro ao Campo Pequeno é Pablo Hermoso de Mendoza?

RBV- Para já, sim. Durante estes anos todos tem sido fiel e leal ao Campo Pequeno e sempre nas condições perfeitamente normais e também com outra circunstância. Quando em alguma corrida, a expectativa de público não correspondeu ao que estava previsto, e lhe foi solicitado um gesto perante a empresa, ele acedeu sempre.

I- Chegou a baixar o valor?

RBV- Chegou a baixar o valor em várias ocasiões, quando a expectativa de público não era aquela que era esperada e desejada. Portanto a harmonia que tem a haver para contratação, não tem a ver com melhor ou pior relação, tem a ver com uma questão profissional em que sempre atendeu às circunstâncias que a empresa lhe solicitou.

 

I- Para a segunda parte ainda pouco se sabe. Já tem toureiros fechados para a segunda parte?

RBV- Está fechado o que é o cartel da segunda corrida do Pablo Hermoso de Mendoza. Apresenta-se o Guillermo Hermoso de Mendoza e em princípio será António Ribeiro Telles o cabeça de cartaz. Foi um acordo que ficou inicialmente apalavrado, porque era o António que ele tinha solicitado que toureasse na corrida de Maio mas para não repetirmos um cartel que tem sido já feito muitas vezes, e pela circunstância de o Luís Rouxinol apenas ter toureado uma vez e ser apoderado por mim, solicitei eu que fosse o Luís Rouxinol, por mérito próprio e até pela sua trajectória. Portanto em principio será António Telles a abrir cartel a 5 de Setembro. Não quer dizer que seja definitivamente esse cartel mas tudo indica que venha a ser esse. Depois os outros dois cartéis é a 27 de Setembro em que o grupo de Lisboa vai encerrar-se com seis touros, para comemorar oficialmente passagem por Lisboa a pegar seis touros. E na corrida de gala serão quatro primeiras figuras e dois jovens que se tenham revelado ou tenham demonstrado atractivo para poder estar numa corrida tão importante.

I- Qual o toureiro que nunca trouxe ao Campo Pequeno e lamenta?

RBV- O cavaleiro que mais dificuldades tive, que mais quis trazer e continuo a quer, é indiscutivelmente o Diego Ventura. Pela grande figura que é, pelos méritos adquiridos e por dar um espectáculo que o Campo Pequeno merece, que os aficionados merecem e ele tem méritos para estar no Campo Pequeno, todas as vezes que o público solicitar.

 

 

I- O Campo Pequeno está em processo de venda, é público. Este é o último ano de Rui Bento no Campo Pequeno?

RBV- Não estou preocupado com isso. Não estou preocupado que seja nem se fosse o caso de não ser. O Rui Bento está muito tranquilo com o trabalho que faz no Campo Pequeno, com o trabalho que tem feito e sobretudo da minha lealdade e da minha transparência na forma de trabalhar e sobretudo com um grande sentido de responsabilidade que sempre tive pelo público. Independentemente de haver dias em que as coisas correm melhor ou pior, tento ser o melhor profissional possível, acho que tenho feito um trabalho que é sempre criticável mas que tem sido sempre autêntico e com muita verdade. Portanto se fosse o caso, aqui paz e depois glória. As instituições ficam e as pessoas passam. Com certeza que o Rui Bento vai continuar a ser o taurino e pessoa que é e o Campo Pequeno não deixa de ser o Campo Pequeno.

 

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

 

A 2ª parte da entrevista sairá amanhã, dia 15 de Maio!

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6259 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

2 thoughts on “Rui Bento Vasques e o regresso de Pablo Hermoso de Mendoza ao Campo Pequeno: “Chegou a baixar o valor em várias ocasiões”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.