Rui Bento Vasques: “Não tenho dúvida de que será na segunda legislatura que o Professor Marcelo e Presidente da República virá ao Campo Pequeno”

 

 

O Infocul apresentará uma grande entrevista a Rui Bento Vasques, o actual director de actividades tauromáquicas do Campo Pequeno. Este ano assume também o apoderamento dos cavaleiros João Moura Jr., Luís Rouxinol e Luís Rouxinol Jr., além de ser assessor da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim (na Arena de Almeirim) e da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré (Praça de Touros da Nazaré).

1ª Parte da Entrevista- Para ver AQUI

2ª Parte da Entrevista- Para ver AQUI

 

 

I- Este ano tem também duas praças nas quais faz assessoria e a vertente da organização das corridas e montagens dos cartéis, Almeirim já se inaugurou, praça cheia na reinauguração. Houve uma polémica, que não chegou a ser, João Salgueiro diz que não foi convidado, por algum motivo?

RBV- Não, o João Salgueiro não está em activo e tanto quanto sei é a situação que se conhece. O João Salgueiro não pode ter nenhum tipo de desconforto porque não transmitiu em nenhum momento que quisesse reaparecer esta temporada e mais, a última corrida que toureou foi no Campo Pequeno, foi muito bem tratado, muito bem recebido, sou um grande admirador e amigo dele e sabendo que eu era o gestor da Misericórdia, se quisesse ter toureado só tinha que ter contactado comigo e recordo que a última vez que toureou em Almeirim foi na alternativa do seu filho, toureou a dinastia Salgueiro e a Dinastia Ribeiro Telles, e não foi um êxito de bilheteira, muito pelo contrário. Senti as declarações despropositadas, fora do lugar e se ele quisesse ter toureado, ou tivesse contactado com a misericórdia ou comigo, de certeza, se o cartel era de pais e filhos, seria a primeira dinastia a ser contratada, porque estamos a falar da sua terra e da terra da sua família. Eu penso que foi uma reacção em função do sucesso que tinha tido na Chamusca, mas que realmente se ele quisesse ter toureado, tudo se tinha resolvido. São daquelas coisas que muitas vezes se actua em quente, com alguma rebeldia e sem se pensar naquilo que se diz. Portanto não tem absolutamente alguma razão, porque o João Salgueiro é respeitado e querido em Almeirim e em qualquer sítio sempre e quando as coisas se fazem como devem ser feitas, não da forma como a mensagem, que não foi a forma mais correcta.

I- Almeirim, quantas mais corridas esta temporada?

RBV- Houve um momento em que pensámos em dar mais duas, mas indiscutivelmente vamos fazer a corrida das vindimas, não sem antes dar outro espetáculo. Não sei se recortadores, se alguma novilhada. Porque efectivamente com as condições que a praça tem, sendo que há a corrigir o tema do piso, o tema da bilheteira, alguns erros que tem de ser corrigidos e vamos trabalhar para que isso seja superado. Mas Almeirim arrancou bem, acho que é importante interiorizar bem, mastigar bem, o sucesso que foi o da reinauguração e trabalhar para que a corrida das vindimas seja pelo menos igual aquele que foi o da reinauguração.

I- Para a corrida das vindimas já tem alguma coisa pensada para o cartel?

RBV- Não, vai ser em função do que vai acontecendo na temporada. A ganadaria pode estar numa da região. Manuel Coimbra, Manuel Veiga, uma ganadaria que tenha alguma coisa que ver com a região, igualmente com os forcados, vai estar à volta dos valores que tem a ver com a região, sem deixar de parte aquilo que possa ser a temporada, os triunfos dos toureiros, ganadeiros e forcados. Tem de haver uma sequência daquilo que seja o melhor e mais atractivo para o público.

I- Nazaré apresentou agora os cartéis, pelo menos os primeiros cinco, ficam a faltar os dois de Setembro. São os cartéis planeados? Os cartéis possíveis? Que cartéis são estes, da Nazaré?

RBV- São os desejados, acho que todos os cartéis da Nazaré têm uma história muito concreta. A inauguração, António Ribeiro Telles e Filipe Gonçalves, que não tourearam na época em que a empresa anterior fez a gestão, durante cinco ou seis temporada, nem o António nem o Filipe tourearam nenhuma das temporadas e por isso justificava-se que aqueles que toureiros que não pisaram a arena da Nazaré durante estes anos fossem quem a inaugurasse e um dos toureiros da nova geração e com toda a projecção que tem o Luís Rouxinol Jr., e dois grupos de forcados de prestigio e máximo atractivo que são Vila Franca e Aposento da Moita, e a ganadaria mãe que é a Pinto Barreiros. A corrida seguinte é a corrida a mulher e não me recordo de haver seis mulheres no mesmo cartel, e penso que é uma corrida que vai mexer com o público em geral e particularmente com a praça da Nazaré que tem uma peculiaridade muito especial sendo que no caso da Ana e da Sónia que são figuras incontestáveis, a Ana Rita que leva uma luta fantástica em Espanha e que não se lhe tem dado o sítio que ela merece cá e as três jovens, a Cláudia, a Verónica e a Soraia, e três grupos de forcados com uma história muito ligada à Nazaré. Posteriormente a homenagem ao maestro Joaquim Bastinhas, figura ímpar a nível nacional, não só na tauromaquia mas a nível de popularidade. Com o Luís Rouxinol, que foi competidor, rival, amigo, mas também picados entre eles nas suas trajectórias, o Moura Jr. e o Marcos Bastinhas, penso que vai ser um dia muito particular e especial para o Marcos pela homenagem ao seu pai e porque a Nazaré tem muito que ver com a família. E depois uma corrida, que enquanto fui gestor da praça da Nazaré com a empresa do Campo Pequeno, pude comprovar pelo ambiente de verão que se vive, e que as famílias taurinas ribatejanas e alentejanas passam muito na Nazaré, quer em São Martinho do Porto, em São Pedro de Moel, e então temos um concurso de ganadarias e ganadeiros que têm as famílias a veranear, e também seis toureiros com máximo atractivo: o Rui Salvador, Duarte Pinto, Miguel Moura, Salgueiro da Costa, o António Prates e o Joaquim Brito Paes, uma corrida autenticamente à portuguesa, uma competição de seis cavaleiros, seis ganadarias e a rivalidade histórica entre os dois grupos de Montemor e Santarém. Depois temos o 24 de Agosto, teremos o maestro João Moura, que é sempre o génio Moura, mesmo com os 40 anos de alternativa e as suas condições físicas, mas que ainda marca a diferença, com dois toureiros que tiveram um êxito rotundo na temporada passada que é o João Moura Caetano e o Andrés Romero, um rejoneador da nova vaga de Espanha e que está a fazer uma temporada boa, e a ganadaria Ascenção Vaz, preferida dos toureiros. Ou seja cinco corridas, como nunca a Nazaré tinha anunciado numa fase inicial, em que nenhum toureiro repete, em que todos os toureiros têm a sua história e o seu argumento para estarem anunciados e muito provavelmente a querer conquistar o direito a estar na Feira de Setembro, em que vamos dar dois espectáculos, sendo que um desses espectáculos será misto e com matadores portugueses, que tenham feito uma temporada em função daquilo que são os méritos e a justiça, e ainda uma corrida mais de cavaleiros, uma novilhada mista ou um espectáculo de recortadores, portanto queremos culminar a feira da Senhora da Nazaré com uma mini-feira com força, com expressão e que possa efectivamente redondear uma temporada que seja uma viragem na gestão da Nazaré.

I- Nessa corrida mista vai ter os três matadores mais destacados da actualidade?

RBV- Pode vir a ser, não está nada decidido, não está nada definido, há claramente necessidade de apoiar os toureiros e nesse sentido vamos esperar que os resultados das poucas actuações que para já estão anunciadas, mas que cada um vá fazendo méritos para que se possa montar um cartel de máximo atractivo para que efectivamente a temporada da Nazaré seja triunfal, essencialmente triunfal para os nazarenos, para os aficionados e para os visitantes da Nazaré que é uma terra tão castiça e particular, não só pela época balnear, mas também pelo ambiente que as ondas da Nazaré transmitem e por isso que a onda taurina da Nazaré seja tão alta como aquelas que acontecem na Praia Grande.

I- O Rui foi matador de touros, este ano o Pedrito de Portugal faz 25 anos de alternativa. Ele disse recentemente que gostaria de tourear em Badajoz e em Lisboa. Há essa possibilidade?

RBV- Já houve contactos de algumas pessoas ligadas ao Pedrito, para que pudesse comemorar os 25 anos de alternativa e é assim, não há nada feito, não há nada descartado, mas queríamos que o Pedrito viesse a Lisboa numa continuidade de actuações e sobretudo de disponibilidade autêntica para tourear em Lisboa nas condições que ele tem neste momento. Pedrito foi indiscutivelmente um dos toureiros mais importantes na perspectiva de méritos artísticos e sobretudo mediáticos que abanou com a aficion portuguesa, mas sim, já era ele naquela altura que centralizou muito o toureio a pé nele e neste caso, para já, as condições que pôs era que não queria tourear com toureiros portugueses. E eu como matador de touros, não é o primeiro sinal que mais me agrada, não é o primeiro sinal que mais me agrada ouvir da parte dele, mas sim o primeiro sinal que me chegou é que não queria tourear com toureiros portugueses, e isso como toureiro português deixa-me um bocadinho apreensivo, porque se as condições dele fora de Portugal fossem aquelas que já foram, não iria entender nunca mas compreendia, mas não o vejo anunciado para lado nenhum e querer vir a Lisboa e a primeira condição é não querer tourear com toureiros portugueses, deixa-me um bocadinho triste ou apreensivo, ou como queira baptizar da melhor maneira.

I- A última temporada terminou quente, dado todo o mediatismo que houve em termos políticos relativamente à tauromaquia, até com a descida do IVA. O que espera desta temporada em termos políticos de apoio ou não relativamente à causa tauromáquica?

RBV- A nível político espero pouco, porque a nível sobretudo do governo foi notória a pouca sensibilidade que tem em relação à nossa cultura e à nossa actividade, é verdade que houve uma reacção geral do povo, do público, à descriminação que o governo tentou fazer em relação aos espectáculos tauromáquicos enquanto espetáculos culturais, nesse aspecto o próprio governo ou pessoas do partido do governo tomaram uma posição, que fez com que o Sr. Primeiro-Ministro, o presidente do Partido Socialista e sobretudo no parlamento tivessem dado um passo atrás, que me congratulo e revela não só um bom jogo de cintura, como democraticamente souberam emendar. Obviamente que estou, nesse aspecto, com um pé atrás, agora há uma coisa clara, o Campo Pequeno foi consequente com a decisão que se tomou. O Campo Pequeno baixou o preço dos bilhetes, em relação à descida do IVA e não tinha aumentado quando o IVA aumentou, e sim desceu agora o IVA, quando o governo considerou de justiça que os espectáculos tauromáquicos fazem parte dos espectáculos culturais e o Campo Pequeno teve uma primeira resposta que foi baixar o preço dos bilhetes e penso que a resposta inicial por aquilo que estou a sentir em relação a abonados e em relação à corrida da próxima quinta-feira, é muito positiva e também posso anunciar que o Campo Pequeno ainda lançará a partir de Junho um bilhete para famílias e criará todas as condições possíveis para que todos os bolsos possam assistir às corridas no aqui.

I- Esse bilhete família vai tornar mais barato, ou seja vão poder comprar um pack?

RBV- Obviamente. O nosso pensamento está a ser estudado, ainda não pôde ser colocado em prática já para esta corrida, mas é nosso desejo que durante a época de verão possamos apresentar um bilhete família em que custe muito menos ao vir 3 ou 4 pessoas da mesma família do que o valor habitual do bilhete. Essa e outras medidas queremos implementá-las para ir sempre ao encontro do aficionado e também dos que não sejam aficionados e queiram acercar-se e assim possam ter um acesso mais fácil. Portanto apesar das circunstâncias particulares do Campo Pequeno estamos sempre preocupados em ter o público connosco e ter um ambiente que seja um reflexo também para as demais praças e restante ambiente taurino português.

 

I- Marcelo Rebelo de Sousa. Para quando o regresso do Presidente da República, o Presidente dos Afectos, Ex-Frequentador assíduo das praças de touros, ao Campo Pequeno?

RBV- O meu desejo era que fosse assim que quisesse. Os convites foram formulados tantos na perspectiva oficial como pessoalmente. Pessoalmente já tive oportunidade de o convidar em duas ocasiões, mas começo a pensar e não tenho dúvida de que será na segunda legislatura que o Professor Marcelo e Presidente da República virá ao Campo Pequeno, depois de passar esta onda tão anti-taurina, animalista. Isto são tudo modas, as modas passam e acabará por chegar o momento em que ele virá ao Campo Pequeno. Lamento que não tenha acontecido já mas a esperança é a última coisa a perder e eu tenho esperança que em seu momento ele poderá estar no Campo Pequeno e dará digamos essa verdadeira importância…

I- Mas consegue entender este afastamento da tauromaquia? Quando antes ele ia a várias praças…

RBV- Obviamente que como profissional e taurino, eu não consigo entender. Se antes vinha, há fotos dele a assistir a corridas, a novilhadas, aqui, em Sobral de Monte Agraço, Setúbal, e depois e ter vindo em outros eventos ao Campo Pequeno, em que eu tive ocasião de lhe oferecer o livro do Campo Pequeno, falar-lhe do dia 18 de Agosto, corrida dos 125 anos, em que ele disse que nesse dia estaria fora mas viria na Corrida de Gala à Antiga Portuguesa…Posso dizer que esta temporada também já reformulámos convite para vir… Posso dizer que como taurino e matador de touros não me agrada, mas respeito e entendo que a gestão de agenda não é fácil e neste caso a agenda da gestão de imagem também pode ser mais ou menos oportuna. Mas na segunda legislatura, acredito que ele continue a ser Presidente da República porque tem feito um bom papel… Em relação à tauromaquia ele não teve ao nosso lado de momento mas a esperança é a última a morrer e portanto espero que possa estar ao nosso lado e que quando vier não seja apenas por uma vez.

I- Imprensa Generalista. Tem havido um afastamento, excepto em notícias polémicas. Contudo teve duas corridas televisionadas na temporada passada e continua a ter a Corrida Correio da Manhã e a Corrida Vidas. Como tem sido a relação com os meios generalistas?

RBV- Indiscutivelmente o grupo Correio da Manhã tem sido um grande parceiro e amigo. Posso dizer que tenho uma relação pessoal com o Octávio Ribeiro, com o Penim, o Carlos Rodrigues, Armando Esteves Pereira e todo o grupo fantástica. E têm estado ao lado do Campo Pequeno e também ao lado do Rui Bento, algo que agradeço publicamente. Têm sido excelentes profissionais e acima de tudo excelentes amigos do Campo Pequeno e Rui Bento. Em relação às televisões, e devido às circunstâncias, a RTP, é do estado e com as investidas e turbulências que existem, não tem deixado de estar. Não da forma como mais gostaríamos e já estiveram mas devo dizer que o senhor presidente do Conselho de Administração, Gonçalo Reis, e sobretudo Luís Castro, presidente da Casa do Pessoal, têm feito o seu trabalho e bem. Mas ainda de uma forma mais vincada, começando pelo Dr. José Eduardo Moniz, e depois com o Bruno Santos e sobretudo com Margarida Vitória Pereira, a TVI surpreendeu-nos e bem na corrida dos 125 anos, na temporada passada. E sinceramente espero que este ano também possam voltar a estar connosco. Penso que de alguma forma será importante, não apenas para o Campo Pequeno mas também para a tauromaquia e a festa em geral. Portanto continuamos a fazer o nosso trabalho, sei que muitas vezes as decisões não dependem só das pessoas mas também das situações e circunstâncias mas o caminho faz-se andando e nós vamos fazendo o nosso caminho para cada vez tentar conciliar mais e melhor, de forma a que a tauromaquia esteja nos órgãos de comunicação generalistas, com a força, importância e dinâmica que deve ter.

I- E os restantes meio generalistas?

RBV- A nossa relação tenta sempre ser a melhor e mais cordial possível. Não sempre da melhor forma e condições que gostaríamos porque as circunstâncias muitas vezes mandam mas estamos sempre abertos para um bom relacionamento. E isso nada tem a ver com aquilo que é a opinião, a crítica, que deve ser sempre muito bem vinda, sobretudo se for construtiva e tem a isenção e independência de quaisquer outros interesses. Mas nesse aspecto, em termos de Campo Pequeno, não nos podemos queixar. Acho que há uma boa harmonia, embora em alguns momentos ou circunstâncias possam aparecer algumas nuvens que são contraditórias. Mas o Campo Pequeno tem uma importância e referência como Primeira Praça do País de ter um bom trato com todos os meios de comunicação. Os generalistas muito mais, obviamente, porque a opinião pública em geral é fundamental que se crie e cultive. Os meios taurinos tentamos tratar de uma forma igual, umas pessoas encaram de uma maneira, outros doutra. Mas isso faz parte da tauromaquia, futebol, teatro, cinema, e contra gostos há sempre opiniões diferentes. Mas que fique claro que toda a equipa do Campo Pequeno dá o seu melhor, obviamente cometendo erros, mas tentamos sempre tratar todos com elevação e respeito.

I- Voltará a vestir-se de ‘luces’?

RBV- De certeza que não. Com esta alimentação e gestão, em que todos os contratos se fazem à mesa, vai ser difícil. Mas sempre com uma ilusão tremenda em ver os colegas a dar o seu melhor e a desfrutar daquilo que é a grande paixão da minha vida, à parte da minha família obviamente, que é o toureio.

I- Na arena, apenas na trincheira?

RBV- Na trincheira, do lado do burladero (risos).

 

 

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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