Rui Bento Vasques: “Não vou permitir que joguem com o meu profissionalismo, a minha pessoa e sobretudo com a minha família”

 

 

O Campo Pequeno recebeu, ontem, a apresentação de alguns dos cartéis da 2ª parte daa temporada do abono lisboeta. Rui Bento Vasques mostrou-se crítico para com alguns sectores da festa, e no final da apresentação falou aos sites Toureio.pt e Infocul.pt.

Começou por revelar que “não estou irritado, estou numa posição em que devo marcar a posição que tenho, que é a fazer a gestão da primeira praça do país e fazer a gestão da 1ª praça do país ao fim de 14 anos na qual defendi sempre os interesses da tauromaquia e sobretudo o interesse dos intervenientes como são os toureiros, os forcados, os ganadeiros, e aqueles que são de facto os actores principais”.

Acusou, depois que “alguns casos, que não sabem estar e não estão ao nível da categoria que eu sempre defendi para os intervenientes directos, com jogadas, com habilidades, com segundas intenções. E aquilo que expressei hoje é o que tenho expressado em toda a minha via, estarei no Campo Pequeno enquanto sinta que posso fazer um bom trabalho. Enquanto sinta que as coisas não estão a ir no meu caminho, naquilo que são as minhas directrizes, que são a minha forma e direcção, e sobretudo o meu rigor e seriedade, com a minha coluna vertebral direita, afasto-me imediatamente! E não vou fazê-lo sem antes acusar quem não anda pelo mesmo caminho, vista a carapuça quem quiser. Quem actue em relação a mim, em relação ao Campo Pequeno ou em relação à festa, na parte que eu represento, vai ter de se endireitar comigo e vou fazer as acusações todas que tenha de fazer, um por um, da forma e sobretudo pelo modo como actuam. E não vou parar! E deixo muito claro que com a tauromaquia, uma actividade tão grande e nobre, não vou deixar que venham meninos do papá, gente com interesse, gente com dinheiro, venham desvirtuar o que possa ser a autenticidade desta festa, que é aquilo que acontece na praça, com aquilo que se consegue atingir na praça, e com a verdade por diante. Quem vier de outra forma, vai ter de levar comigo por diante”.

Um dos cartéis em que surpreendeu foi o que terá apenas matadores de touro portugueses e que seria para ser um cartel misto. Contudo, informou que houve cavaleiros que recusaram actuar neste cartel. Não revelou os nomes dos cavaleiros em questão.

Disse-nos que “obviamente que não vou dizê-lo, agora! Mas posso dizê-lo em seu momento. Acharam um cartel frouxo, fraco, mas não é a primeira vez. Obviamente que não vou denunciar agora, mas em seu momento que me façam dizê-lo, vou dizê-lo. E não só vou dizer isso como vou dizer muitas mais coisas. Eu estou à frente da primeira praça há 14 anos, foram buscar-me a Espanha nesse momento, para fazer um trabalho do qual me sinto muito orgulhoso, do qual sempre pus por diante de tudo os interesses dos actores directos, toureiros, ganadeiros, bandarilheiros e forcados. Aqui, toda a vida, se respeitou os intervenientes directos. De uma forma muito clara: cada actuante no Campo Pequeno às seis da tarde recebeu os seus honorários antes de actuar. E isso merece uma forma e um respeito de encarar a sua profissão e quem está, neste momento, à frente da gestão tauromáquica do Campo Pequeno. Obviamente que há uma administração que foi, é e será quem determina definitivamente. Mas quem tente passar-me a perna vai ser denunciado claramente”.

Questionado, se dados os jogos de bastidores que falou, se tivesse de demitir-se hoje do Campo Pequeno, revelou que não o faria e explicou que “disse hoje claramente que o meu lugar está sempre à disposição mas eu sou fiel às minhas responsabilidades, a uma temporada em curso, uma temporada muito bonita e na qual estamos todos os dias a tentar criar coisas novas. E a minha dedicação, sobretudo ao Campo Pequeno, a qualquer administração, neste caso à Dra. Paula Resende, será sempre até ao final. Obviamente que só trabalharei nas funções para as quais fui chamado à 14 anos, se as coisas se alterassem obviamente que eu tomaria as minhas decisões independentemente de interesses ou questões contratuais. Eu sou autêntico, para o bem e para o mal, não vou permitir que joguem com o meu profissionalismo, a minha pessoa e sobretudo com a minha família”.

Faltando apenas anunciar dois cartéis, Diego Ventura não actuará no Campo Pequeno. Rui Bento revelou mesmo que “em função de uma mensagem que recebi, penso que equivocada ou não, do apoderado Luis Manuel Lozano, na qual ele colocava as condições mínimas para tourear em duas corridas, obviamente que apenas e só por questões económicas não voltámos a tentar trazer o Diego Ventura, sendo que é o meu desejo e o desejo de todos os aficionados e da administração do Campo Pequeno que, o Diego como primeira figura do toureio, possa estar no Campo Pequeno. Mas estamos a desejar autenticamente, porque o Campo Pequeno necessita de Diego Ventura e ao Diego Ventura será sempre uma assinatura pendente enquanto não tourear no Campo Pequeno com a grandeza, o momento, a importância para o toureio a cavalo, ao ser neste momento o que está em melhor momento de todos”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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