Rui Bento Vasques sobre a polémica em Lisboa: “à hora do sorteio acontecem coisas menos agradáveis, da qual eu como responsável tenho que optar que a corrida vá para a frente ou que a corrida não exista”

 

 

A Praça de Touros do Campo Pequeno recebeu esta quinta-feira uma corrida mista, naquele que era o cartel estrela da temporada lisboeta, com Telles Jr, Morante la Puebla e José Maria Manzanares. Um espetáculo que foi de mais a menos, com o público a contestar as reses que foram apresentadas nesta noite, nomeadamente o sexto que saiu à arena.

 

Em declarações ao site Toureio.pt,  Rui Bento Vasques, Diretor das Actividades Tauromáquicas do Campo Pequeno que começou por referir que “faço um balanço misto, com um ambiente extraordinário do público, com o público a vir à praça com umas ganas enormes de ver tourear bem, com dois toureiros que toureiam muito bem, e a verdade é que os touros não investiram”, acrescentando que “a ganadaria Paulo Caetano que tem lidado touros fantásticos e corridas fantásticas mas a verdade é que os touros não investiram. E quando o touro não investe, o homem põe, Deus dispõe e o touro descompõe. E o que aconteceu de facto foi que a falta de qualidade dos touros para tourear bem descompôs e isso fez com que o público que vinha supermotivado para ver tourear bem, evidentemente no final zangou-se, e com a sua razão e o que a empresa fez foi salvar uma noite que ia terminar desagradável, não terminar tão desagradável e as pessoas entenderam a boa intenção e os bons desejos que a corrida terminasse nos desejos com que as pessoas tinham vindo para cá.”

 

Questionado se foi só a referida pouca qualidade das reses que motivou a contestação, Rui Bento afirma que “tem a ver com uma corrida que é numa temporada torista, uma corrida torerista, uma corrida agradável, uma corrida cómoda, mas essencialmente porque não investiu. E os touros apesar de serem cómodos, muito agradáveis de cara, se tivessem investido, ninguém diria nada e teria ficado toda a gente muito feliz. Como não investiu, a apresentação está no limite do que é suposto numa temporada como a deste ano, e no Campo Pequeno há que assumir isso, mas isto de gerir a contratação de grandes figuras do toureio tem questões das quais eu estou sempre disposto e disponível a dar o peito e assumir a responsabilidade que corresponde a cada um.”

 

Já sobre a questão de quem escolhe os touros a lidar, se a empresa ou os toureiros, o Diretor Tauromáquico do Campo Pequeno é perentório e diz que “a empresa escolhe, os toureiros vão ver. É importante dizer que hoje havia oito touros do Paulo Caetano, e à hora do sorteio acontecem coisas menos agradáveis, da qual eu como responsável tenho que optar que a corrida vá para a frente ou que a corrida não exista. E hoje, optei que a corrida fosse para a frente porque pensei que tinha que ir para a frente. Penso que não vale a pena alongar-me mais, mas para bom entendedor meia palavra basta.

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Notícia publicada a 06/07/2018


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