Rui Fernandes: “esta discriminação tem de, uma vez por todas, acabar.”

Foto: Diogo Nora

Os agentes culturais do Sector Tauromáquico promoveram, esta segunda-feira, uma concentração de protesto junto à Praça de Touros do Campo Pequeno, onde mostraram o seu desagrado para aquilo que dizem ser uma discriminação do sector na retoma da economia e da área cultural.

 

Esta concentração contou com mais de uma centena de participantes, como toureiros, forcados, empresários, aficionados e outros agentes da festa. Este movimento terminou com informações vindas da tutela, nomeadamente da Inspecção-Geral das Actividades Culturais que informou que durante este mês haverá normas da DGS para a reabertura dos equipamentos tauromáquicos.

O Infocul.pt falou com Rui Fernandes que admitiu que “nestes últimos tempos temos-mos juntado e trocado muitas ideias, mas o que é certo é que ao longo destes anos todos temos estado pouco ou nada activos e temos deixado andar, e o que é certo é que chegou a altura de dizer basta”, acrescentando que “temos de nos juntar e tentar revindicar aquilo que nos pertence e aquilo que temos direito e temos tentado reunir um conjunto de ideias para que consigamos levar isto a bom porto e para que consigamos voltar ter corridas de touros e que possamos trabalhar.

 

Questionado sobre a não abertura das praças de touros e curiosamente um praça de touros vai reabrir para receber outro tipo de espetáculo, Fernandes afirma que “não tem logica nenhuma, será um espetáculo com a presença dos governantes, ou seja, é sermos um alvo de chacota total, já nem sei que adjetivos usar para descrever esta discriminação que não é justa, isto é uma autêntica ditadura.

 

Já sobre outras formas de luta, o cavaleiro refere que “estamos aqui reunidos hoje e o que é certo é que estamos neste momento dispostos para estar onde tivermos que estar e queremos lutar por aquilo que nos pertence, por aquilo que temos direito, agora acho que esta discriminação tem de, uma vez por todas, acabar.

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