Rui Salvador celebrou, em 2019, 35 anos de alternativa como cavaleiro tauromáquico.

Tomou a alternativa a 9 de Agosto de 1984, na Praça de Touros do Campo Pequeno, tendo José Mestre Batista como padrinho e João Moura como testemunha.

Este ano, talvez na temporada mais atípica de que temos memória, Rui Salvador tem pautado as suas actuações por algumas das características que o elevaram a primeira figura da tauromaquia nacional.

Este ano, e com cavalos que entendem o seu toureio, Rui Salvador tem-se destacado pela brega cuidada e por ferros à Rui Salvador, conhecido como o cavaleiro dos ‘Ferros Impossíveis’.

Ontem, na Praça de Touros Dr. Ortigão Costa, em Azambuja, o cavaleiro apresentou-se com forte dor ciática, uma dor que afecta o maior nervo do corpo humano (nervo ciático) e que provoca dores fortes e até incapacidade física.

Contudo, e de modo a respeitar a valorizar os aficionados que sempre o acompanharam ao longo de todo o percurso, Rui Salvador apresentou-se em Azambuja e no primeiro touro conseguiu uma lide correcta e na segunda estava em crescendo qualitativo quando uma dor fortíssima o impediu de continuar a sua actuação.

Antes de chegar à praça, o cavaleiro permitiu que o Infocul acompanhasse o momento da chegada dos cavalos ao tauródromo bem como o momento de concentração e fé aquando do trajar antes da corrida.

O dia começou cedo, com os cavalos a chegarem à Azambuja poucos minutos passados das 9 horas da manhã. Chegados à praça, os cavalos são então aprumados para estarem a postos para à corrida.

Enquanto a equipa de tratadores apruma os cavalos, apoderado e quadrilha defendem os interesses do seu mestre na hora de fazer os lotes dos toiros a sortear, que toiro sai em primeiro, o bom estado do piso da arena, entre outros aspectos.

Chega o momento de trajar, das orações e de a fé os guiar rumo ao almejado triunfo.

Depois de se trajar, Rui Salvador entregou a sua sorte à fé que o acompanha e foi através de orações que pediu protecção para si e para os seus. Segue-se uma curta viagem até à praça de touros.

Antes de entrar em praça, o cavaleiro faz exercícios de aquecimento com os seus cavalos, em redor da praça. Um momento em que os aficionados aproveitam, também, para desejar sorte ao cavaleiro.

Destacar o espírito familiar que se vive na equipa de Rui Salvador, entre todos os que a integram, e ainda a forma como todos permitiram que pudéssemos apresentar a reportagem fotográfica, que lhe mostramos de seguida.

Por isso, deixamos um agradecimento a Rui Salvador, Lucas Godinho, Rafael Oliveira, Graça Silva, João Pedro Silva, Paulo Sérgio e Carlos Amorim.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes & Carlos Pedroso

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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