O Campo Pequeno, em Lisboa, recebeu este sábado um dos nomes mais sonantes da cena musical portuguesa: Rui Veloso. Um espectáculo em estilo ‘Best Of’ e que permitiu uma viagem por várias décadas da música portuguesa, perante um público transversal e familiar, desde os netos aos avós.

 

 

 

Falar de Rui Veloso transporta-nos para temas como “Chico Fininho”, “Não há estrelas no céu”, “A paixão (segundo Nicolau da viola)”, “Jura”, “Porto Covo” ou “Nunca me esqueci de ti”. Mas no Campo Pequeno foi muito mais que isso.

 

No Campo Pequeno começamos por destacar a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Primeiro-ministro, António Costa, e do Presidente da Assembleia da Republica, Ferro Rodrigues, além de outras personalidades conhecidas da sociedade portuguesa.

 

 

O início do espectáculo contou com vozes angelicais, Remix Ensemble, e com referências naturais à quadra natalícia. Interpretaram ainda conhecidos temas do cancioneiro português como “Os Putos” ou “Lisboa Menina e Moça” celebrizados por Carlos do Carmo. Importa referir que este espectáculo era anunciado como “Concerto de Natal”.

Rui Veloso viveu noite de graça perante um público que desde o momento em que subiu ao palco foi muito generoso e acolhedor com aplausos e gritos de “Lindo“, “Yeahhh” e demais panóplia de demonstração de agrado.

Depois de dois primeiro temas em que contou com a sua banda e o coro que abriu espectáculo, foi rodeado apenas da sua banda que sacou do primeiro sucesso, da noite, com “Camponesa”, logo seguido de “Todo o tempo do mundo”.

Estou muito feliz por estar aqui. Este é um presente de natal muito bom. Ainda estou a recuperar de uma das que andam por aí. Já tomei de tudo o que havia para tomar. Obrigado por terem vindo. Bem hajam. Muito Obrigado”, disse.

 

 

Numa união de longevidade conhecida em termos de devoção e amor perante o que muitos consideram o pai do rock em português, seguiu-se “Já não há canções de amor”, “Vê se pões a Gargantilha”, “Nunca me esqueci de ti”, entre outros sucessos, por entre os quais homenageou João Monge “um dos grandes autores deste país” e Carlos Te “o maior“.

 

Numa noite fria, fora da sala, mas bem quente no interior do recinto e com as vozes bem afinadas e com letras memorizadas, o público cantou, com Rui Veloso, “Ja não há estrelas no céu” ou ainda “Jura”.

Além do Remix Ensemble, Rui Veloso contou com um convidado galáctico e de qualidade quase indescritível. António Serrano, que chegou a actuar na banda de Paco de Lúcia, esteve soberbo em todos os temas nos quais demonstrou o seu talento e virtuosismo com a harmonia. O seu percurso entre o jazz e os blues permitiu inclusive um momento de improviso com Rui Veloso ao ritmo de puro blues.

 

 

Eléctrico Amarelo” foi “a última canção que fiz com o Carlos Tê” e foi “dedicado aos meus filhos, aos meus amigos que fizeram a gentileza de me vir ver, a um homem muito especial e importante na música portuguesa, Vitorino”.

Num espectáculo com mais de duas horas e meia, Rui Veloso não deixou de levar ao Campo Pequeno temas como “Porto Sentido”, “Porto Covo”, “Chico Fininho”, “Fado Pessoano”, entre tantos outros sucessos que fizeram miúdos e graúdos, conhecidos ou simples fãs embalarem vozes e corpos às letras e ritmos que vinham do palco.

 

 

Destacar ainda que o trio de back vocals de Rui Veloso deu um verdadeiro espectáculo dentro do próprio concerto, além do suporte extraordinário da banda que acompanhou o músico nortenho, na Praça de Touros do Campo Pequeno.

Rui Veloso deu um espectáculo sem erros, com uma produção de nota máxima e qualidade inegável.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

 

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