Sangre Ibérico uniram Portugal e Espanha em espectáculo de elevada qualidade

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Está dada a primeira “cavalgada” num percurso que se espera longo e de grande qualidade dos Sangre Ibérico. O Lounge D do Casino Estoril foi na noite de 25 de Novembro, o palco para uma viagem musical algures entre Lisboa e Madrid (paragem em Sevilha), a alegria e a nostalgia.

 

 

 

Alexandre Pereira (Voz e Percussão, Cajón Flamenco), André Amaro (voz e guitarra) e Paulo Maia (guitarra flamenca) deram-se a conhecer ao grande público no “Got Talent Portugal” na RTP 1. Atingiram a final do concurso televisivo e mesmo não o tendo ganho, foram dos projectos que mais deixou o público com água na boca e expectante do que se seguiria.

 

 

Este ano além de concertos por todo o país, marcaram presença no Festival Caixa Alfama, no qual actuaram com José Gonçalez, fadista e co-manager do grupo. Ontem, 25 de Novembro, apresentaram no Casino Estoril o primeiro single de um disco que sairá em 2017 e o respectivo videoclip.

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Em palco para além do trio acima referido, estiveram ainda Guilherme Banza na guitarra portuguesa, David Jerónimo na bateria e Maximo Ciuro no baixo.

 

 

Num alinhamento entusiasmante e que promoveu no público um crescente envolvimento no espectáculo, os Sangre Ibérico mostraram uma grande confiança em palco na interpretação mas acima de tudo um amor á música e pelo que fazem. O timbre de André Amaro é guloso para o espectador, pois ao ouvirmos uma vez , temos uma enorme vontade em continuar a ouvir. Uma voz poderosa que soa a melancolia e alegria, que sendo jovem nos transporta também para tempos de outrora. Paula Maia traz o melhor da sonoridade da guitarra flamenca, com um dedilhar suave e emocionalmente penetrante. Alexandre Pereira no cajón é o ponto de equilíbrio do trio e destacou-se no solo que teve e que acolheu aplausos do público.

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“Estranha Forma de Vida” de Amália Rodrigues, foi o tiro de partida num alinhamento que viajou por boleros, rumbas, tango e até uma buleria. Os Sangre Ibérico conseguem apresentar versões numa sonoridade muito própria em que não há um objectivo de se aproximarem do original, nem de fazer algo totalmente diferente. Numa postura equilibrada “agarram” em bons temas e dão-lhes o seu cunho pessoal. Para os defensores de que um bom grupo deve ter muitos originais, os Sangre Ibérico provam que é melhor uma boa versão que um original sem qualidade.

 

 

“Borbujas de Amor”, “Lisboa Antiga”, “Valentim”, um medley dos Gipsy Kings ou “Meu Fado” foram alguns dos momentos mais empolgantes numa noite em que o Lounge D do Casino Estoril apresentou uma excelente moldura humana, num “dia muito especial para nós” como revelou André Amaro no inicio do concerto.

 

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“Cavalgada” seria o último tema do alinhamento mas com o público a aplaudir efusivamente o grupo permaneceu em palco para mais dois temas: “Nem às paredes confesso” e “Lisboa Menina e Moça”, fechando com chave de ouro um espectáculo em que deixam uma expectativa enorme no público para o disco que sairá.

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A capacidade de pegarem no que de melhor o fado e a música tradicional portuguesa oferecem e acrescentarem a sonoridade da rumba flamenca ao mesmo tempo que pegam também em temas em castelhano e lhes acrescentam alguma portugalidade, cria uma ponte entre dois países que têm tanto em comum no aspecto cultural.

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Fotografia: Carlos Valadas

 

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