Sara Pereira pretende “programação a nível nacional e internacional que lhe preste uma justa homenagem”, no Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues

 

 

 

Foi recentemente dado a conhecer o grupo de trabalho definido pelo Governo responsável pelas celebrações dos 100 anos do nascimento de Amália Rodrigues.

O grupo é constituído por Rui Vieira Nery, Sara Pereira, Salwa Castelo-Branco e Rita Jerónimo. O Infocul conversou com Sara Pereira, directora do Museu do Fado, sobre os objectivos e desafios deste grupo.

Sara Pereira disse-nos que “o objectivo é assinalar este centenário de uma forma digna, já muita coisa se escreveu sobre a Amália, já muitas sínteses foram feitas sobre a Amália, nós queremos ir mais longe. Queremos ir mais longe ao nível da salvaguarda do seu património, à disponibilização pública do seu acervo, estamos a preparar uma programação interdisciplinar muito alargada com muitas instituições que passa pelo Museu do Fado, pelo CCB, pelo Panteão Nacional, pelo Museu do Teatro, por muitas instituições, ainda não temos a programação fechada, mas queremos no fundo prestar homenagem digna àquela que foi, para mim, a grande artista do século XX a nível mundial, Amália teve das carreiras mais globais do mundo, num tempo em que era um fenómeno raro, ela cantou em cerca de 56 países e renovou profundamente o universo do fado quer ao nível dos poemas cantados, quer ao nível da própria apresentação da artista em palco, renovou integralmente todo o reportório poético do fado e é um grande símbolo da nossa cultura. E nós queremos com este centenário ter uma programação a nível nacional e internacional que lhe preste uma justa homenagem”.

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