Palacio da Pena_baixa

 

 

Os saraus musicais, que conta com o apoio da Direcção Geral das Artes e a Antena 2 como media partner, vão levar as sonoridades oitocentistas, inspiradas nos saraus promovidos na corte do rei-artista D.Fernando II, ao Palácio da Pena. 

 

 

Os quatro concertos que fazem parte dos saraus vão iniciar-se no dia 04 de Março e estende-se até ao dia 25, sempre às 21:00. Vasco Dantas (apresenta-se a 04 de Março com “As peregrinações musicais de Franz Liszt”, jovem pianista; a canadiana Siphiwe McKenzie, soprano e Irene Lima, violoncelista (apresentam-se no dia 18 de Março com “Alfredo Keil: da pintura à música”) e Christian Hilz ( sobe a palco no dia 25 de Março com “Johannes Brahms: A Bela Magelone”. Este concerto é dedicado à história da princesa Magalona e do conde Pedro da Provença), barítono, são os destaques da 3.ª edição do evento.

 

 

O Salão Nobre do Palácio será, tal como no tempo em que D. Fernando (1816-1885) ali viveu, o palco escolhido para estes eventos, preenchidos com música de câmara, para piano solo e repertório de canto do século Romântico (XIX), tal como era predilecção do monarca e da sua segunda mulher, a condessa d’Edla, que naquele espaço regularmente recebiam numerosos artistas e intelectuais.

 

 

Mas nem só de música se farão os Serões Musicais na Pena: recriando o ecleticismo cultural de D. Fernando, será dado espaço a outras artes, como a literatura e as artes plásticas. A primeira estará presente sobretudo no último concerto, no dia 25 de Março, quer através de poemas cantados, quer ainda pela leitura de excertos do romance cavaleiresco da bela princesa Magalona, da autoria do romântico alemão Ludwig Tieck; mas também se fará sentir no concerto de abertura, dia 04 de Março, no qual se ouvirão, por exemplo, as três peças que Franz Liszt escreveu para piano solo, inspiradas em sonetos extraídos das ‘Rimas’ de Petrarca.

 

 

As artes plásticas vão estar presentes nos concertos dos dias 11 e 18 de Março. Primeiro, por meio da figura multifacetada de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), cujo irmão, o pintor Columbano teve em D. Fernando e na condessa d’Edla importantes mecenas. Depois, pela não menos diversa personalidade artística de Alfredo Keil (1850-1907), compositor de inegáveis méritos, mas também pintor e poeta, que partilhava com D. Fernando o sangue germânico.

 

 

Por tudo isto, o presente ciclo, mais que momentos musicais de excelência, promete vivências culturais de grande riqueza nos saraus musicais, que tem como director artístico o maestro e violetista Massimo Mazzeo, no Palácio da Pena. Os bilhetes custam 10€ o salão nobre tem lugar para 80 pessoas.

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