“A Seat at the Table” marca a passagem do tempo na vida de Solange Knowles

solange

 

Solange Knowles é irmã da “rainha” da pop Beyoncé mas não é só a mulher de Jay-Z que canta. Ao contrário de Beyoncé e do minimalismo que caracteriza a música pop, Solange tem um estilo mais moderno de R&B, Soul e Indie mas com umas pinceladas de electrónico e “A Seat at the Table”, lançado a 30 de Setembro de 2016, é o terceiro disco de originais da cantora. 

 

 

Este álbum aborda a percepção do tempo e o efeito que este tem nas pessoas e nas coisas. Nos objectivos que criamos para as nossas vidas.

 

 

O tempo e o racismo, que se faz sentir cada vez mais nos EUA e no resto do mundo devido às medidas políticas que estão a ser tomadas ou o feminismo são as grandes bases de todo o trabalho realizado neste disco que saiu oito anos após “Sol-Angel and the Hadley St. Dreams” e traz músicas bastante fortes, simples e baseadas no pior que acontece na sociedade mas que traz ao de cima o melhor que Solange consegue fazer através da voz e das letras.

 

 

“A Seat at the Table” é um trabalho coeso que se estende por 30 a 45 minutos, 21 faixas, e tem como participações especiais os músicos Sampha, Lil Wayne (“Mad”, um tema bastante sentimental e que aprofunda a sensação de raiva que os negros sentem), Kelela (“Scales”, este é uma canção sexy e que faz com que o público se abstraia de tudo o resto e se concentre apenas nelas), Kelly Rowland e BJ The Chicago Kid.

 

 

“Rise” é uma música curta mas mesmo assim serve de abertura ao disco e de consciencialização sobre o racismo e apoio às suas vitimas. É uma música melancólica, baixa mas no final dá-nos esperança num mundo melhor, num mundo sem racismo e desigualdades. Esta é uma canção de alerta mas os grandes destaques do cd “A Seat at the Table” são as músicas “Cranes in the Sky” (onde utiliza metáforas para fugir do banal e exprimir tudo aquilo que sente) e “Don’t Touch My Hair”. Nesta música os sentimentos e a alma são carregados em cada verso da letra.

 

 

“Weary” é a segunda canção do álbum e é um tema hipnótico devido aos vocais de Solange.  “Where do You Go” traz timbres de soul clássico e “Junie” evoca um clima mais R&B noventista, com harmonias bem dançantes.

 

 

“Don’t Wish Me Well” é um tema bem especial que fica guardado no coração dos fãs que acompanham o trabalho de Solange desde o lançamento do primeiro EP.

 

 

“F.U.B.U.” é um heat composto por um dos colaboradores habituais da irmã, The-Dream. Nesta canção os beats abrilhantam ainda mais o canto cristalizante de Solange que transmite um sentimento único que nos faz ficar cada vez mais próximos dela.

 

 

“A Seat at the Table” é um trabalho cuidado e que apresenta uma mensagem contra o racismo bastante forte mas, ao mesmo tempo, delicia os ouvintes do início ao fim e mostra que não foi só a irmã famosa que nasceu para cantar. Solange dá voz aos desfavorecidos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.