“Sem dor nem piedade”: Duarte viaja pelo Fado tradicional, numa “relação acabada em quatro actos”

O último disco de Duarte, “Sem dor nem piedade” é um disco de “fados para uma relação acabada em quatro actos”. Ouvi-lo é viajar pelas melodias do Fado tradicional, e por poemas da autoria de Duarte, na sua grande maioria.

 

Duarte é fadista, natural de Évora, e a sua discografia é composta “Fados meus” editado em 2004, “Aquelas coisas da gente” em 2009, e agora “Sem dor nem piedade” editado em 2015.

 

 

Vencedor do Prémio Revelação Amália em 2006, o fadista tem efectuado um caminho ascendente e o seu modo impar de interpretar o Fado torna-se um bálsamo para a alma de quem ouve.

 

 

Neste seu mais recente disco que inicia e fecha com declamação do actor Albano Jerónio, todos os poemas contam com assinatura de Duarte excepto “Sete esperanças, sete dias” da autoria de Manuel Andrade e interpretado pelo eborense na melodia tradicional do Fado Cravo. Este álbum apenas foge às melodias tradicionais em “Vai de roda”, “Rosas” e “Quadras de um dia sozinho”.

 

 

A produção musical do CD é de Carlos Manuel Proença, um dos mais prestigiados músicos nacionais, detentor de um Prémio Amália, e que já produziu, entre outros, os álbuns de Maria Amélia Proença, Pedro Moutinho e Luísa Rocha.

 

 

Neste disco o fadista Duarte Duarte é acompanhado por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, Daniel Pinto, na viola baixo, e ainda Tomás Pimentel e Diogo Pedro, no fliscorne, Xavier Ribeiro e Diogo Costa, no trombone, Ricardo Dias, no acordeão, Vicky Marques, nas percussões, Bernardo Moreira no contrabaixo e João Moreira no trompete.

 

 

Neste disco viajamos pelos sentimentos, pela profundidade da alma, fugimos ao mainstream que infelizmente se encontra tão presente no fado actual. Com Duarte em “Sem dor nem piedade” ouvimos que muitas vezes temos dificuldades em dizer.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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