Simone de Oliveira e Nuno Feist encerraram de forma brilhante o OCF

arrowarrow


Simone de Oliveira acompanhada por Nuno Feist ao piano fechou com chave de ouro a terceira edição do OCF, Oeiras Crescendo Fest, que decorreu de 08 a 10 de Abril, no Auditório Municipal Eunice Muñoz em Oeiras.

 

No terceiro e último dia do festival o auditório recebeu a melhor assistência desta edição do festival e no plano artístico foi uma noite em grande.

 

 

Abriram palco os Trama, um grupo que é composto por Maria Inês Fernandes (Voz), Dina Hernandez (Flauta), Nuno Cintrão (guitarra clássica e composição), Francisco Brito (Contrabaixo) e o Marco Fernandes (Percussões) e que viaja pelas sonoridades da música portuguesa, da tradicional ao fado, passando pela erudita.

 

 

O ano de 2016 marca o lançamento do primeiro disco, ainda sem data concreta de edição, que será composto por 10 temas originais escritos e compostos pela banda. No concerto do OCF entre os temas interpretados destaque para “Viagem”, “Tempo Louco” ou “Caminho”.

 

 

Simone era a cabeça de cartaz deste último dia de festival e conseguiu na nossa opinião o melhor concerto do certame. Acompanhada magistralmente ao piano por Nuno Feist, Simone de Oliveira mostrou toda a sua garra, a alma e a carga dramática que impõe nos poemas por si interpretados.

 

Neste espectáculo a artista foi “desfolhando” as suas memórias e peripécias da vida artística, do teatro à televisão e claro passando pela música e em especial pelo Festival da Canção. Simone foi ao longo dos anos sofrendo alterações na voz, mas nunca perdeu a garra, a capacidade interpretativa e o respeito pelo público. O público que a acompanha e admira e qu escuta as suas histórias.

 

 

Escrever sobre Simone de Oliveira é escrever sobre um dos nomes maiores da cultura portuguesa. Mas poder ouvi-la ao vivo é (re)aprender sobre o seu percurso artístico e de vida e um pouco da cultura da música portuguesa.

 

 

No OCF, Simone de Oliveira interpretou os seus maiores êxitos como “Tango Ribeirinho”, “Sete letras”, “Sol de Inverno” ou “A Desfolhada”. Mas o momento da noite surge com uma versão sua de “Rosa Sangue” dos Amor Electro. Simone elogiou bastante a banda e em especial Marisa Liz.

 

 

O público “obrigou” Simone de Oliveira a encore e a artista acedeu, cantando alguns temas pedidos pelo público e fechando este festival com chave de ouro.

 

 

O Infocul falou com os responsáveis do festival, Celestino Dias e Virgínia Carvalhal, que nos disseram que o “balanço é mega positivo, estou de alma cheia e penso que as pessoas também”, disse-nos Celestino, complementado por Virgínia que afirmou “neste momento estamos de alma cheia, foram seis concertos maravilhosos, sabemos pois nos chegou essa informação que o público também gostou”.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6611 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.