“Sinal – 100 Anos de Design das Telecomunicações e dos Correios em Portugal”, em Matosinhos

 

 

Do telegrapho às comunicações móveis digitais, exposição “Sinal” abre as portas em Matosinhos a 9 de Março e mostra como evoluiu o design das marcas, dos equipamentos, dos fardamentos e dos serviços.

O WhatsApp, que talvez esteja a usar neste preciso instante, é uma aplicação móvel relativamente recente. Para aqui chegar, porém, transcorreu mais de um século de evolução tecnológica, que passou por novidades hoje tão velhas como o telégrafo, o telefone, as Páginas Amarelas (“Vá pelos seus dedos”), o Código Postal (“É meio caminho andado”) ou o e-mail.

A história da passagem da carta manuscrita à comunicação móvel e digital dá o mote para a primeira grande exposição que relaciona o design português com a evolução dos correios e das telecomunicações em Portugal, que abre portas a 9 de Março na Casa do Design de Matosinhos. Organizada pela Câmara Municipal de Matosinhos, pela Fundação Portuguesa das Comunicações e pela esad–idea, Investigação em Design e Arte, “SINAL – 100 Anos de Design das Telecomunicações e dos Correios em Portugal” estará patente até 14 de Julho e mostra como a evolução tecnológica andou a par do desenvolvimento do design nacional e das principais correntes estéticas que lhe estão associadas.

Com curadoria de José Bártolo, a exposição cobre um período temporal que vai do final do século XIX à entrada no século XXI, explicitando de que modo as telecomunicações e os correios reconfiguraram a vida pública e privada do país. Da instituição do código postal à criação do Correio Azul, passando pela memória da empresa de Correios, Telégrafos e Telefones (CTT) e da TLP-Telefones de Lisboa e Porto, “Sinal” acompanha a par-e-passo uma história que, nos últimos 30 anos, foi capaz de alterar de forma radical o modo como vivemos e nos relacionamos.

“Sinal – 100 Anos de Design das Telecomunicações e dos Correios em Portugal” dá particular atenção ao design das emissões filatélicas, mas também ao design dos equipamentos, do fardamento, dos espaços e serviços que lhe estão associados, bem como à ligação das comunicações com a indústria nacional. Construindo uma narrativa histórica, de base cronológica, a exposição reveste-se igualmente de uma componente pedagógica, de modo a ilustrar e documentar a evolução histórica do design português, paralela à das telecomunicações.

A última grande exposição da Casa do Design antes do arranque da primeira edição da Porto Design Biennale volta, deste modo, a colocar a história do design português em diálogo com o progresso estético, institucional, político, económico e social do país, dando continuidade à estratégia que presidiu à criação deste espaço expositivo, único no panorama nacional.

Ponderada de modo retrospectivo, a reconfiguração das nossas vidas gerada pela passagem da lenta comunicação escrita ao paradigma dos contactos instantâneos, móveis e digitais foi também assinalada por momentos em que o design gráfico, urbano, de comunicação e industrial contribuiu de modo decisivo para tornar mais próxima a nossa relação com os Correios, o telégrafo, o telefone, o correio azul ou o e-mail. De uma forma ou de outra, o design esteve sempre em toda a parte“, considera a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro.

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