Sintra: Galardoado pianista português abre ciclo de concertos com obras de Franz Liszt

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Serões Musicais no Palácio da Pena arrancam, pelas 21h00, do próximo 4 de março, com um recital que Vasco Dantas escolheu intitular “As peregrinações musicais de Franz Liszt”. Neste concerto inaugural, o premiado pianista luso traz ao Salão Nobre do Palácio um repertório consagrado a um só compositor, Franz Liszt, considerado por Dantas como “um dos mais fantásticos e provavelmente o mais marcante compositor para piano do século XIX”.

 

 

 

Este ciclo é dedicado ao repertório do século Romântico (XIX) e é inspirado nos saraus promovidos por D. Fernando II e pela sua segunda mulher, a condessa d’Edla, no Palácio da Pena. Ao longo do mês de março, o Salão Nobre abre as suas portas ao sábado à noite para receber quatro recitais, que este ano aliam a música a outras expressões artísticas, como a literatura e as artes plásticas.

 

 

 

O primeiro recital contemplará diversas transcrições de Franz Liszt de obras de outros compositores, combinadas com música original da sua autoria incluída na coleção “Anos de Peregrinação”. Entre as obras originais, Vasco Dantas escolheu interpretar “Três Sonetos de Petrarca”: “três maravilhosas peças escritas entre 1837-39, durante uma das suas viagens por Itália, e inspiradas nos sonetos do poeta italiano Francesco Petrarca (1304-74)”, como descreve o pianista português.

 

 

 

Já as restantes obras remetem para geografias bem diferentes: as transcrições para o piano de obras de outros compositores datam na sua maioria do período em que Liszt se fixou em Weimar (Alemanha) e mostram como ele era exímio na arte de passar para o piano obras, como neste recital, originalmente destinadas ao órgão (“Prelúdio e Fuga”, de Bach), ao canto e piano (“Lieder”, de Schubert) e ao canto com orquestra sinfónica (“Tristão e Isolda”, de Wagner). Por seu turno, a pitoresca “Rapsódia Espanhola” foi fruto da digressão que Liszt empreendeu pela Península Ibérica em 1845, tendo estado em Lisboa em janeiro-fevereiro desse ano, dando concertos públicos e recitais privados, incluindo para o rei D. Fernando II, a quem devemos o Palácio da Pena.

 

 

 

O ciclo Serões Musicais no Palácio da Pena é uma iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Centro de Estudos Musicais Setecentistas em Portugal (CEMSP), tendo por diretor artístico o maestro e violetista Massimo Mazzeo. Este ciclo integra a Temporada de Música Erudita da Parques de Sintra, que inclui também os “Reencontros – Memórias musicais de um Palácio”, no Palácio Nacional de Sintra, em junho, e as “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, no Palácio Nacional de Queluz, em outubro.

 

 

 

 

Aos 24 anos, Vasco Dantas é já uma certeza da próxima geração de pianistas portugueses. É licenciado pelo Royal College of Music e obteve o grau de Mestre pela Universidade de Münster, onde estudou com o reputado pedagogo Heribert Koch. Já obteve dezenas de prémios em concursos nacionais e internacionais e nos últimos anos vem estabelecendo uma promissora carreira internacional, apresentando-se quer a solo, quer em música de câmara, quer ainda com orquestra.

 

 

Conta já com dois registos discográficos, ambos editados pela KNS Classical: “Promenade”, editado em 2015 e onde os famosos “Quadros de uma Exposição” de Mussorgsky figuram ao lado de obras de Liszt; e “Golden Liszt” (2016), integralmente consagrado a obras de Franz Liszt.

 

 

 

Informações úteis:

Preço de bilhete por concerto: 10€

Capacidade do Salão Nobre: 80 lugares

Locais de venda: Bilheteiras da Parques de Sintra, www.parquesdesintra.pt, www.blueticket.pt, FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, lojas ACP, rede PAGAQUI, Telecom Call Center, Posto de Turismo de Sintra e Turismo do Aeroporto de Lisboa.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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