Tânia Oleiro: “O convite para a Festa do Avante como para o Festival de Fado Caixa Alfama deixaram-me muito feliz”

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Tânia Oleiro terá em Setembro dois concertos de grande responsabilidade e mediatismo, na Festa do Avante e no Caixa Alfama. “Terços de Fado” será a base do alinhamento que levará a estes dois certames mas há surpresas reservadas para o público. Em entrevista ao Infocul, Tânia Oleiro, revela como é a preparação para os concertos e quais as expectativas que tem para estes dois importantes eventos.

 

 

 

Tânia, como tem estado a correr a divulgação e apresentação do novo disco, “Terços de Fado”?

 

Têm corrido muito bem. Todas as apresentações e divulgações do disco “Terços de Fado” têm sido muito bem acolhidas pelo público anónimo e pessoas de referência.

 

 

 

Em termos de espectáculo, Setembro tem duas datas importantes: Festa doAvante e Caixa Alfama. O que está a ser preparado para cada um dosespectáculos?

 

Tanto o convite para a Festa do Avante como para o Festival de Fado Caixa Alfama deixaram-me muito feliz. São espectáculos que estão a ser pensados com muito carinho, cuidado e pormenor, colocando alma e coração em cada detalhe. Honrando, assim, os convites feitos. Serão, certamente, espectáculos que irão assentar no disco “Terços de Fado”, pretendendo demonstrar a riqueza e a diversidade do Fado, tal como eu o sinto.

 

 

 

O alinhamento será diferente em cada um dos espectáculos?

 

Ambos terão a minha identidade e a dos músicos que irão tocar comigo. Ambos terão um tronco comum, com os temas que fazem parte do disco e do meu repertório desenvolvido desde há 15 anos, a cantar profissionalmente. Talvez possam ser um pouco diferentes… Há sempre surpresas! Não há nada como ir assistir aos dois concertos, não é?

 

 

 

É uma responsabilidade, e desafio, diferente actuar em dois certames tão importantes quanto estes?

 

Nos meus espectáculos, a responsabilidade é sempre a mesma e são sempre muito gratificantes. Os desafios é que podem implicar mais reconhecimento, nervosismo e excitação, especialmente por serem geridos por pessoas muito exigentes.

 

 

 

Como é feita, normalmente, a preparação para um espectáculo? Qual a rotina? Quantos ensaios? Como é feita a escolha do alinhamento?

 

A preparação é feita em torno do disco “Terços de Fado”. Tenho sempre o desafio de identificar que músicos poderão estar comigo nos espectáculos. Pois trabalho, habitualmente, com três grupos de músicos e, por inúmeras razões, nem sempre é exequível estarem todos ao mesmo tempo. Mas a minha equipa é muito coesa e, como nos encontramos muitas vezes, bastam um ou dois ensaios para alinharmos dinâmicas. O alinhamento assenta maioritariamente no disco e procuro sempre colocar os temas de maneira a que a audiência possa fazer uma viagem emocional comigo.

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Sente que o Fado ganhou mais espaço nos festivais e certames de grande dimensão, após a elevação a Património Imaterial da Humanidade, pela Unesco?

 

Em geral, sinto que sim. Parece existir um maior interesse no Fado e este parece ter ganho mais espaço nos meios de comunicação. Isso deixa-me muito feliz, pois o Fado é uma forma de expressão artística maravilhosa.

 

 

 

Actualmente e além dos espectáculos que vai tendo, onde poderemos ouvir Tânia Oleiro em termos de casa de fado?

 

Habitualmente, canto à quinta-feira na Mesa de Frades, em Alfama, e à sexta-feira na Maria da Mouraria. Mas convido-vos a visitar a minha página oficial do Facebook ‘Tânia Oleiro – Fado’ e o site www.taniaoleiro.com para que possam ir sabendo onde me encontrar.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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