Tânia Oleiro: O disco Terços de Fado “é pensado há muitos anos”

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Tânia Oleiro acaba de lançar o seu primeiro disco, “Terços de Fado”, ao fim de 15 anos de carreira. Uma espera que valeu bem a pena, pois este novo trabalho discográfico traz-nos uma voz com um timbre bonito e que interpreta de forma sóbria quinze faixas que nos faz viajar pelas ruas e vielas do fado.

 

 

A fadista que ouve fado desde o berço, tem um percurso de 15 anos nos quais percorreu algumas das mais emblemáticas casas de fado da capital. Com actuações em nome próprio e ao lado de nomes consagrados da canção nacional, tem conquistado o país e também os países por onde já passou. No canto de Tânia Oleiro ouvimos o(s) fado(s) de sempre com a doçura própria da idade. A sua voz tem um encanto especial e neste disco prolonga esse encanto ao longo de 15 faixas, onde é acompanhada por músicos de excelência. O single “Nova Rosa da Mouraria” conta com letra e música de Marco Oliveira (também ele um excelente intérprete).

 

 

Tânia, “Terços de Fado”. Este disco sai a fechar 2016. Vou questionar, quando começou a ser preparado este disco?

 

Este trabalho já é pensado há muitos anos. Eu canto profissionalmente há 15 anos e, portanto, várias foram as oportunidades e as solicitações que fui tendo ao longo desses 15 anos para gravar um disco. Até por brincadeira muita gente dizia ‘mas caramba, toda a gente grava e tu não gravas. Mas porque não gravas?’. Só que nunca me senti verdadeiramente… não era com vontade, era com maturidade, com uma de aprendizagem suficientemente feita do fado, não é?! Quis primeiro ouvir, quis primeiro aprender a cantar e as palavras a terem o seu devido peso no fado. Verdade seja dita; há cerca de 4/5 anos atrás eu fiz uma tentativa de gravação. Depois, entretanto, não resultou e eu pensei ‘Não. Então se não está a resultar é porque não é para ser’. Acredito que os momentos, as coisas têm que se fazer em determinadas ocasiões, em determinados momentos. Este disco foi começado a ser preparado no fundo… o alinhamento vem muito do repertório que eu tenho em vindo a cantar ao longo destes 15 anos. E foi um disco que começou a ser verdadeiramente preparado em 2015. Em 2015 eu arranquei com essa preparação e em 2016, no primeiro trimestre, no final do primeiro trimestre começámos então na pré-produção das gravações do disco. Na altura decidi logo convidar três grupos de músicos que são no fundo representativos da minha caminhada e que têm também me ajudado a definir enquanto fadista e quando pensei em convidar três grupos de músicos eu pensei logo matematicamente, fujo para a minha área, e decidi ‘Ok. Então vou ter já que esquematizar aqui cinco temas, pelo menos, para cada um deles, desses três grupos’. E surgiu assim. Entretanto, quando chegámos ao final das gravações, o alinhamento estava todo interligado e eu pensei que não fazia sentido porque, embora eles tenham linguagens semelhantes, a abordagem aos instrumentos é completamente diferente e, portanto, ia ficar uma “salganhada”, não é?!…Por assim dizer e eu pensei ‘porque não agrupar em três partes?’ e, portanto, dai o nome ter nascido “Terços”. Terços matemáticos…

 

 

Quando começou a pensar neste disco já sabia que ele ia ser editado pelo Museu do Fado ou não?

 

Quando eu comecei a prepará-lo não. Quando eu comecei a prepará-lo, logo numa fase inicial, a minha ideia era fazer uma edição de autor… e só depois de já estar na fase de pré-produção é que decidi ‘porque não procurar apoios?’. Todas as ajudas que viessem, todas elas eram muito bem-vindas e decidi…a primeira ajuda vai ser a casa mãe, o Museu do Fado. Marquei reunião com a doutora Sara e fui surpreendida com uma contraproposta muito melhor ainda do que aquilo que eu estava à espera e pontanto disseram-me que não só me apoiariam como editariam e  editaram o disco “Terços de Fado”.

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Este disco conta com músicos de grande qualidade, que são conhecidos. Quem são eles?

 

Quem são eles…então, no primeiro terço, que tem um título que é a “Mouraria”, está o Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, o Marco Oliveira na viola de fado e o Francisco Gaspar na viola baixo. “Mouraria” porque é precisamente um espaço representativo onde nós nos encontramos semanalmente e tocamos juntos. Depois o segundo terço é “Alfama”, na guitarra o Pedro de Castro, na viola o Jaime Santos e na viola baixo o Francisco Gaspar. Que também é um espaço representativo de todo o espaço da “Mesa de Frades” onde nós estamos semanalmente e depois “Cercanias” que é um grupo composto na guitarra portuguesa pelo Bernardo Couto, na viola pelo José Elmiro Nunes, na viola baixo pelo Daniel Pinto. E “Cercanias” porque é um bocadinho, enfim, em redor dos espaços também onde eu vou cantando de uma forma mais abrangente. Não só canto nas casas de fado como tenho feito alguns espectáculos não só em Portugal mas também além fronteiras. Portanto “Cercanias” representa todos os outros espaços por onde tenho cantado.

 

 

Para quem nunca foi a uma casa de fados mas que coloque este disco a tocar em casa sente que basta juntar um bom vinho e os petiscos da casa de fados e é como se lá estivesse?

 

Eu sou suspeita para falar nisso mas eu sinto que isso é possível fazer perfeitamente ainda mais, até pode ouvir os cinco temas, descansar um bocadinho que é aquilo que se faz exactamente nas casas de fados, que é as doses serem reduzidas. Costuma-se brincar e dizer que o fado tem que ser servido como um antibiótico, em pequenas doses, doseadamente. E, portanto, acho que dá perfeitamente para fazer essa divisão e esse descanso e ir disfrutando dos três terços.

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Este disco saiu muito recentemente e para um artista é sempre importante o feedback que vai tendo. Obviamente que o feedback da imprensa terá o seu peso mas o feedback do público e dos seus parceiros de fado talvez seja ainda mais importante porque é um feedback mais culto, mais genuíno, mais verdadeiro. Desde que saiu o disco fiz uma breve pesquisa, por exemplo no Facebook, e foram vários os artistas que elogiaram este disco e incentivaram a sua compra. Como é que reage a colegas seus que também lançam discos, que também têm discos no mercado, que também presumo que queiram que os discos deles tenham muitas vendas, basicamente estimularem as pessoas a comprarem um disco seu. Estava à espera desta reacção?

 

Confesso que não estava à espera de tanto (risos). Já estava um bocadinho a aguardar por essa reacção porque nos últimos tempos senti que sem querer criei alguma expectativa em redor da edição de um disco meu, em meu nome individual porque eu já tinha gravado outras coisas para compilações de fado, mas um disco só meu, com um registo só meu ainda não tinha e, portanto, para muitos músicos, muitos fadistas que de vez enquanto perguntavam-me ‘mas para quando um disco teu? Temos tanta curiosidade’. E de facto o apoio dos pares tem sido incrível e no fundo tem sido desde sempre, desde que canto tenho sentido esse apoio quase como familiar, não é?…É a minha família do fado e eles manifestam exactamente essa vontade e esse crer também.

 

 

 

Neste disco, por norma nós primeiro ouvimos um disco e depois vemos os artistas a actuar em público. Eu já tinha tido a oportunidade de ver a Tânia a actuar e escrever sobre as suas actuações e depois ouvi o disco. A minha questão…ao ouvir este disco, este disco é muito sóbrio. As suas actuações também são muito sóbrias. Sente que carrega todo o sentimento e toda a alma apenas na sua voz?

 

Pois (risos)… Eu sei que hoje em dia as pessoas, enfim, se calhar ligam muito mais ao aspecto visual de um espectáculo e eu não sou pessoa de gesticular nem de grandes correrias em cima do palco. Não tenho essa postura, nem na vida. Sou uma pessoa extremamente ponderada e calma. E, de facto, quando vou para palco levo exactamente essa intensidade. Mas levo sobretudo a minha alma e a minha parte enquanto intérprete que eu acho que é fundamental no fado. A minha interpretação das letras, das músicas, de todos os fados, e essa é aquilo que eu vejo como a grande riqueza que o fado enquanto música de uma riqueza artística enorme… O grande fundamento do fado é esse. É aproveitar a interpretação e a alma.

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Quando é que a música surge na sua vida? Começou logo a cantar fado ou começou a cantar outros géneros?

 

Verdade seja dita, eu acho que comecei logo a cantar fado. Eu sou nascida de um meio fadista, a minha mãe cantou durante muitos anos profissionalmente, depois abdicou da profissão, fez as suas opções de vida, e eu no fundo sou um bocadinho a continuidade dela. Isto para lhe dizer que, portanto, ouvi sempre fado em casa, desde sempre. Era embalada com os fados da minha mãe. Há gravações minhas com 3/4 anos a dizer ‘pois agora vou cantar o fado do gato’. O “atirei o pau ao gato” já era um fado (risos). E eu costumo contar isto por graça porque de facto tem a sua graça e eu destinar logo que todas as músicas eram fado. Claro que enquanto miúda eu fui cantando outras coisas mas o fado teve sempre de uma forma muito vincada na minha vida.

 

 

E hoje, já não enquanto miúda, enquanto mulher, quais são as suas influências musicais? Além do fado o que é que ouve?

 

Muitas outras coisas mesmo. Desde o pop que nos entra pelos ouvidos a dentro , mais comercial nas rádios, jazz, rock, tudo vem até aos meus ouvidos.

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Isso depois acaba por influenciar a sua interpretação enquanto fadista? Aquilo que ouve…

 

Aquilo que mais me influência enquanto fadista são mesmo os próprios fadistas. É mesmo o próprio meio do fado porque para as minhas interpretações eu não levo grande coisa nem do rock, nem do pop, nem do jazz que ouço, sinceramente (risos).

 

 

Quem são as suas grandes referências no fado?

 

A minha primeira grande referência será sempre a minha mãe, não é?! E depois as próprias referências dela que me foram chegando como a Fernanda Maria, a Maria do Rosário Betencourt, Carlos Ramos, Manuel de Almeia, Carlos Zel, etc, etc… Toda essa gente da época de ouro do fado, considerada a época de ouro do fado, anos 50/60… Todos eles me entraram pela casa adentro desde sempre e portanto o meu baú está recheado desses tesouros.

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Há uma questão que me inquieta e que lhe vou fazer. Há fadistas conhecidos que neste momento fazem grandes turnês mas passaram muito pouco tempo numa casa de fados. A Tânia tem já um percurso de 15 anos em várias casas de fados. A casa de fados é a melhor escola que um fadista pode ter? Qual é a diferença de actuar num palco como é o caso deste onde estamos,o Museu do Fado, e actuar numa casa de fados? A reacção é muito mais espontânea? Se falhar, falhou… Ali não há rede…

 

 

Não há rede. Somos trapezistas sem rede e acho que, verdadeiramente, acho que todos nós temos que passar por diversos percursos, não é? Até as próprias colectividades no fado fizeram parte do meu percurso. As casas de fado são sem sombra de dúvida a melhor escola, porque é todas as noites que nós batalhamos e estreamos fados, e cantamos repetidamente alguns ,e vamos aperfeiçoando essa matéria e foi verdadeiramente onde eu aprendi, sobretudo com os músicos sempre a dizerem-me ‘olha, estás a ganhar um vício nesta ou noutra palavra. Olha, não faças tanto assim. Lê melhor esse poema porque não estás a dar a intenção certa’… Eu acho que foi a grande escola.

 

 

Neste disco e também nas suas actuações há uma outra situação. Criou-se o mito, do século XXI, que para cantar bem o fado tem que se ir às notas altas, temos que gritar. Isso nas suas actuações não se nota e neste disco também não, a sua voz é muito sóbria. Sente que para transmitir uma ideia não é preciso exagerar na sua interpretação?

 

É o meu sentir. Até porque não tenho potência vocal para gritar mesmo que o quisesse fazer (risos). Mas de qualquer forma é a minha forma de sentir. Eu sou sóbria na minha forma de estar na vida e portanto isso teria que ser transportado inevitavelmente para o fado que canto.

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Se pudesse classificar este disco numa única palavra, e portanto o título são três, qual é que seria? Não pode ser nenhuma dessas três.

 

Não pode ser nenhuma dessas?

 

Não.

 

Alma, porque engloba o título e todas as três partes.

 

 

Quem é a Tânia Oleiro por detrás da fadista?

Por detrás da fadista ou ao lado da fadista está outra profissão (risos). Eu sou professora de matemática e ciências naturais e, portanto, sou tudo isso e muitas mais coisas no meu dia-a-dia.

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Como é que uma mulher ligada a uma área tão factual vai para uma música tão emocional?

 

A verdade é que costumo dizer que…

 

 

Chega a viver em alguma bipolaridade emocional?

 

Chego (risos). Olha, ainda hoje… Eu acabei de sair de umas aulas, do dia de aulas e vim para aqui a correr, portanto, claro que sim. Há um bocadinho de esquizofrenia neste aspecto em tentar vincular as duas profissões mas eu costumo dizer que, enfim, a minha profissão enquanto professora, embora eu goste muito de cantar, alimenta-me o corpo e o fado alimenta-me a alma. Sinto que as duas ainda têm que ser conciliáveis.

 

 

Neste momento o fado ainda não lhe permite alimentar o corpo?

 

 

Se calhar já me permitia. Eu é que ainda não me permito a isso.

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Seria difícil deixar os seus alunos?

 

Exactamente. Eu sou uma felizarda por conseguir ter as duas profissões que amo de paixão.

 

 

Se lhe fosse permitido escolher um dueto com alguém com quem ainda não tenha cantado, quem é que escolheria?

 

Meu deus! Com alguém com quem ainda não tenha cantado?…

 

 

Com quem ainda não tenha cantado…

 

No fado vão acontecendo algumas situações onde vamos cantando uns com os outros.

 

 

Um que fosse um desafio particularmente interessante.

 

Um desafio…Talvez a Fernanda Maria, que ainda é viva e que teria um prazer enorme ao cantar ao lado dessa grande senhora.

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Tremeria ao subir a um palco com ela?

 

Completamente. Mais do que tremer. Completamente (risos).

 

 

Com 15 anos já de carreira, qual é o conselho que dá a esta nova geração que está a renovar, está a renovar/inovar o fado. Qual é o conselho que lhes dá?

 

 

Espírito. Ter sempre espírito curioso, ir à procura de conhecer mais, ir à procura, também, daquilo que já foi feito, tentarem fazer a partir dai, não é?! Não se colarem muito ás referências, tentarem criar o seu próprio estilo de interpretação. E desde que façam tudo com dignidade e com verdade, está tudo certo.

 

 

A humildade também?

 

Também. Também!

 

 

Existe muita humildade ou falta de humildade no meio fadista?

 

Como em todos os meios há-de haver pessoas mais humildes e outras menos. Como em todo o lado.

 

 

Mas a humildade pode levar ao sucesso e a falta dela ao fracasso?

 

Pode, sem sombra de dúvida!

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Em algum momento pensou desistir do fado ou deixar de cantar?

 

Não. As vezes…Bem, agora é moda cantar-se fado. Quando eu comecei a cantar fado, não profissionalmente, porque eu sempre tive a minha vida escolar muito acima das cantigas e sempre fui uma criança muito introvertida e para cantar era um bocadinho sempre com o incentivo dos pais e dos amigos, ‘canta lá’ às vezes até de alguma chantagem psicológica ‘se não cantares o pai e a mãe ficam tristes’ (risos). Isto para dizer que…perdi-me um bocadinho. Peço desculpa…Claro que na altura quando comecei a cantar fado os meus próprios colegas de escola diziam-me muitas vezes ‘ai, isso é tão careta! Mas canta outras coisas’. Muitos deles ainda hoje me dizem coisas ‘Eu não gosto muito de fado. Eu gosto porque és amiga e vamos te ouvir porque és amiga’. Agora já é mais moda mas na altura não era e se calhar em miúda tive algumas fases em que se calhar o fado não há de ser para mim ou quando eu terminei a minha licenciatura jamais suspeitaria que o meu caminho iria ser também ligado à parte, ao meio do fado. Agora, quando eu percebi que me estava no sangue e que teria que fazer falta, não é, mesmo que não fosse a cantar, eu tinha que ouvir, percebi que o fado não pode estar longe de mim nunca.

 

 

Houve alguma crítica que a tivesse deixado muito triste?

 

Até agora não. Sinceramente, até agora as criticas têm sido todas positivas em relação à minha postura no fado, como lhe disse ainda há  pouco e como o Rui comentava relativamente aos parceiros, eu sinto que gostam verdadeiramente de mim, genuinamente. Crítica assim… Eu sei que há-de haver sempre pessoas que não gostem tanto do meu trabalho, mas isso nunca se consegue agradar a gregos e a troianos portanto, desde que as críticas não sejam destrutivas, venham elas.

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Onde é que a podem encontrar a cantar nos próximos tempos?

 

Então eu regularmente canto, semanalmente à quinta-feira, na “Mesa de Frades”, à sexta-feira na “Maria da Mouraria” e depois vou estando em outros espaços. Em breve, estamos a tentar agendar umas datas para a apresentação, precisamente, do disco “Terços de Fado”…

 

 

Que já foi apresentado aqui, certo?

 

 

Que já foi apresentado aqui no dia do lançamento, no Museu do Fado. Entretanto vamos ter outras salas onde possamos apresentar, onde eu poderei cantar estes três Terços. Quem tiver curiosidade pode sempre visitar o meu site, www.taniaoleiro.com, e depois ir ao encontro, também, da minha página do facebook onde nós vamos dando as novidades e vamos dando as datas.

 

 

Como é a relação com os seus fãs cibernautas?

 

(risos) Eu sinceramente não sou info-excluída porque a minha profissão obriga-me a não ser info-excluída mas a verdade é que vou tendo alguma ajuda da minha equipa que vão respondendo, também, e vão estimulando ‘olha, agora podemos pôr este assunto. Agora podemos falar sobre aquilo’. Mas a relação é óptima, pelo menos as coisas que me vão chegando são sempre positivas, as reações.

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Numa única palavra, que não para classificar isto mas para classificar o seu percurso, presumo que não vá utilizar alma, qual é que seria?

 

Para classificar o meu percurso?

 

 

Sim. 15 anos

 

Consistência.

 

 

Aprendizagem. Teve…Continua ainda a aprender?

 

Sempre. Eu acho que isso é uma deformação profissional, talvez não é?!. Eu acho que nós nunca saberemos tudo até ao final da vida, se é que há final. Se é que há algum fim. Nós estamos sempre a aprender e portanto, não sei tudo, nem pensar.

 

 

Tânia Oleiro uma professora de matemática em constante aprendizagem. É isso?

 

Sempre.

 

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O disco foi editado pelo Museu do Fado. Por esse mesmo motivo, a entrevista foi realizada neste espaço, a quem agradecemos todas as facilidades concedidas.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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