Temporada 2016/2017 da Oficina: Tudo o que irá acontecer!

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A apresentação da temporada 2016/17 da Oficina aconteceu numa conferência de imprensa que teve lugar no Foyer do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor. Nesta conferência estiveram presentes Frederico Queiroz (Diretor Executivo da Oficina), Rui Torrinha (Programador Artístico da Oficina) ou Catarina Pereira (Coordenadora da Casa da Memória).

 

 

O programa apresentado é um passo em frente na grande ambição de antecipar o futuro pelas artes e de abrir novos mundos em tempos desafiantes. Este é o compromisso que a equipa da Oficina tem para  com a cidade e o país, no cumprimento de uma visão estratégica há muito definida pelo Município de Guimarães. Os festivais, as coproduções (15 estão programadas para o ano de 2017), a construção de redes internacionais de parceiros vão continuar a ser uma aposta para a temporada de 2016/17.

 

 

O pensar em relação com a cidade vai ser feito a partir de obras  relevantes da história da arte, reinterpretando-as à luz  do tempo corrente ou até de um processo de criação  a partir deste lugar, transforma Guimarães numa cidade cada vez mais inclusiva, sensibilizada e porosa à contemporaneidade. Com uma programação que contempla todas as artes, a programação naturalmente alicerça o seu discurso e notoriedade em 5  momentos de síntese que celebram de forma concreta em  formato festival as diversas linguagens artísticas.

 

 

O GUIdance reforçará o seu papel de palco privilegiado  para as matérias do corpo, com vetores claros de apoio à criação nacional através de várias coproduções e estreias, mas também com a habitual presença de coreógrafos internacionais conceituados. Em 2017, o GUIdance ocorrerá de 02 (o espectáculo inicial será  “Speak low if you speak love”,da coreógrafa belga Wim Vandekeybus) 11 de Fevereiro, mantendo a sua atenção sobre o reportório e a formação.

 

 

O Westway LAB dará um passo forte no seu crescimento na relação com a cidade e plano internacional. Solidificaremos este evento inovador como o único showcase festival profissional em Portugal, que terá a capacidade para impulsionar a exportação do talento português no circuito internacional. O Westway LAB abrirá as residências artísticas no final de março e terá como dias fortes de um vasto programa: 05, 06, 07 e 08 de Abril.

 

 

O Festival Gil Vicente têm vindo a convocar alguns dos mais importantes encenadores portugueses, com participações internacionais muito particulares e, em 2017, terá um olhar muito atento à obra de Raul Brandão, uma das matérias que servirá de orientação para a programação do CCVF em 2017. Os Festivais Gil Vicente ocorrerão de 01 a 10 de Junho.

 

 

O último ciclo de três anos e meio na Oficina, período pós-capital Europeia da Cultura, apresentou um cartaz desafiante e exigente adequado a uma nova realidade presente na sociedade portuguesa. Wayne McGregor foi uma estreia exclusiva em Portugal ou Victor Hugo Pontes que com o decorrer dos anos se tornou uma figura incontornável da criação contemporânea em Portugal.

 

 

A música domina atenções no ano em que o Guimarães Jazz celebra 25 anos. Um novo festival aparecerá em Guimarães. O Guimarães Cinema e som cruzará cinema e música. De destacar, ainda, que outubro (dia 21) trará ao CCVF a cantora brasileira Maria Gadú que traz na bagagem o seu mais recente álbum, “Guelã”. A 25 de Novembro actua Amen Dunes e Weyes Blood a 03 de Dezembro.

 

 

Já na área da dança, em Junho de 2017, a Companhia Nacional de Bailado vai estar em Guimarães para assinalar os 40 anos da companhia. O consagrado coreógrafo Paulo Ribeiro regressa à cidade com “A festa (da insignificância)” (24 de Setembro de 2016), peça criada para celebrar os 20 anos da sua companhia. Esta peça adequa-se ao mês de aniversário de CCVF.

 

 

Depois de um verão intenso, em que o número de visitas ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) prepara novas exposições para o ano de 2017. O último trimestre de 2016 passar-se-á sob o signo do encontro. Entre lançamentos de publicações e programas públicos, merecem destaque as Conferências de Novembro, em torno da exposição Objectos Estranhos: ensaio de protoescultura (todas as quintas-feiras do mês), e os já habituais Encontros para Além da História, nos dias 08, 09 e 10 de Dezembro, que celebram a quinta edição e que, este ano, sondarão a influência subterrânea e seminal que a obra do poeta Herberto Helder exerceu e exerce sobre o universo da arte contemporânea e territórios criativos vizinhos. Em 2017, o destaque vai para o arranque das exposições individuais de Rui Moreira, “Os Pirómanos” (uma antológica da produção em desenho, organizada em parceria com a EGEAC e com a Galeria Jeanne Bucher Jaeger, de Paris) e de Edgar Martins, que apresentará “Destinerrância”, a versão alargada do projecto “Siloquies and Soliloquies on Death and Life & Other Interludes”, investigação que o autor vem fazendo em torno dos arquivos do Instituto de Medicina Legal, em colaboração com esta instituição e Cristina Guerra Contemporary Art.

 

 

A Casa da Memória de Guimarães ( CDMG) tem uma exposição sobre a memória da cidade-berço que é apresentada ao público sob a visão de um cineclubista que traz uma visão “moralista” diferente daquela guiada por um um guia normal. Um ciclo de conversas com especialistas nacionais e internacionais na matéria vai através de sessões de reminiscência com a comunidade a partir de um tema ou motivo da exposição:uma fotografia, um filme, um objeto que juntem à sua volta pessoas para falar sobre ele e o seu contexto. Mas também com um plano de edições que trabalhem estes temas a partir de Guimarães ou tomando uma essencialidade vimaranense como ponto de partida. O repositório da CDMG é um espaço de pesquisa e investigação digital de vários espólios documentais e imagéticos, a começar por aqueles produzidos no próprio contexto da Casa da Memória. Este espaço, ainda em fase de desenvolvimento tecnológico e acerto de condições de disponibilização ao público, seja na sua vertente online, seja na forma de uma “sala de investigação”, terá um papel de natureza cooperante e dialogante da Casa com a cidade e com os seus equipamentos.

 

 

No teatro, a 30 de Setembro estreia “Força Humana”, de António Fonseca e José Neves. Este texto dá a relevância necessária aos “Lusíadas”, obra da qual partiram para criar esta peça, que terá também duas sessões de “Ler | Dizer Os Lusíadas”, uma oficina criada para o programa do Serviço Educativo.

 

 

Em Outubro, está agendada a estreia absoluta de “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, a mais recente criação de João Garcia Miguel (dia 07 de Outubro). A 29 de Outubro será levado a cena o incontornável texto de Ibsen, “Um Inimigo do Povo”. Esta peça é do premiado encenador Tónan Quito.

 

 

A 26 de Novembro,” Rule of thirds” é uma criação de uma jovem dupla, António Cabrita e São Castro, que começam a afirmar a sua visão criativa. A fechar o ano de 2016: “A Máquina de Emaranhar Paisagens”, de Dinarte Branco, construída a partir do universo de Herberto Hélder. Peça íntima que subirá à cena do CCVF no início de dezembro. No teatro, Guimarães ainda vai acolher a coprodução do Útero “Duelo”, a partir de textos de Bernardo Santareno que marca os 20 anos de percurso da companhia e “Veraneantes”, de Maximo Gorki, numa encenação de Nuno Cardoso.

 

 

No novo circo, o reconhecido artista suíço Martin Zimmermann vêm a Portugal com “Hallo”. O foco também vai privilegiar o laureado projecto CircusNext, através do mini programa “European Seasons of Circus Arts” a acontecer em Maio de 2017.

 

 

O próximo ano trará também os primeiros resultados da Bolsa de Emergentes, um projecto de apoio a jovens autores, criado no seio da Rede 5 Sentidos da qual o CCVF faz parte e cujos primeiros contemplados foram Luís Guerra (dança) e Raquel Castro (teatro).

 

 

Em 2017, em articulação com o Laboratório da Paisagem e a Câmara Municipal de Guimarães, acontece a primeira edição da “Guimarães LandArt – Bienal de Arte em Paisagem”. Este evento está integrado na candidatura da cidade de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020.

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