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O festival Terras sem Sombra está no penúltimo fim-de-semana da 13ª edição e Sines acolheu o Ensemble do Festival de Lucerna, que trouxe ao Alentejo obras de Mozart e Beethoven.

 

 

Lucas Macías, Vicent Alberola, José Vicente Castelló, Higinio Arrué e Nicholas Rimmer trouxeram obras de Mozart e Beethoven para sopros (oboé, clarinete, trompa, fagote), num alinhamento raro na história da música.

 

 

O Festival de Lucerna é conhecido como o mais importante em termos europeus, relativamente à música clássica, sendo por isso perceptível a importância deste concerto na história deste género musical no Alentejo.

 

 

Este festival, de Lucerna, foi criado em 1938, e acolhe anualmente cerca de 110 mil pessoas, aglomerando em si três festejos ao longo do ano, sendo a sua  sede, tal como nome indica, em Lucerna. Por ele já passaram importantes nomes como a Filarmónica de Berlim, a Orquestra Real Concertgebouw, a Filarmónica de Viena, Emanuel Axe ou  Martha Argerich. Dos três eventos que completam o Lucerne Festival destaca-se o Lucerne Festival in Summer, que ocorre entre Agosto e Setembro com mais de 100 espectáculos.

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Ao Terras sem Sombra, o quinteto (ensemble) do Festival de Lucerne trouxe Quinteto em Mi bemol maior, Op. 16, para piano, oboé, clarinete, trompa e fagote de Beethoven e ainda Quinteto em Mi bemol maior, KV. 452, para piano, oboé, clarinete, trompa e fagote de Mozart.

 

Aproveitando as boas condições acústicas da Igreja Matriz de São Salvador, o ensemble proporcionou um dos melhores concertos desta edição do Terras sem Sombra, com uma actuação a atingir quase a excelência.

 

Nicholas Rimmer esteve soberbo ao piano e serviu de rede para um voo galáctico e soberbo aos seus parceiros de palco, na apresentação das obras de dois dos maiores “monstros” de sempre, no que à música diz respeito. Virtuosismo, alegria, paixão, intensidade, sensibilidade e classe são adjectivos que se adequam ao que assistimos.

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Este alinhamento acarretava em si uma dificuldade física notória pela complexidade e duração das obras. Os músicos, pese embora o calor proporcionado pelos focos de luz, estiveram magistrais, sendo merecedores de todos os aplausos que ali foram tributados pelo público. Este ensemble deixa marca no festival e será difícil no futuro a qualidade da sua actuação ser superada.

 

A Igreja Matriz de São Salvador, cuja construção remonta à Idade Média, tem algumas curiosidades como o facto de, nela, Vasco da Gama ter recebido a “Primeira Tonsura”, sendo considerada um Monumento de Interesse Público. Destacamos ainda as imagens de São João Batista, de Nossa Senhora da Graça, de Santa Catarina e do Senhor Jesus das Almas e um painl no tecto da autoria de Emmerico Nunes.

 

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Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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