Terras sem Sombra: Ensemble Polyphonos com estreia auspiciosa em Odemira

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O segundo fim-de-semana do Festival Terras sem Sombra decorre em Odemira, com acções relativamente ao Património do Centro Histórico, concerto com o Ensemble Polyphonos e ainda uma acção de biodiversidade no Rio Mira.

 

 

 

Na tarde deste sábado decorreu uma visita guiada, ou como referiu o director geral do festival, José António Falcão, “um encontro de amigos que passeiam pelo Património Histórico”.

 

 

A visita incluiu passagens pela Igreja de São Salvador (onde actuou à noite o Ensemble Polyphonos), Igreja de Santa Maria, antigo Convento paredes meia com a Igreja de Santa Maria e que actualmente é uma casa habitacional e ainda a Ermida de Nossa Senhora da Piedade.

 

Por entre a história e estórias de outrora foram mais de duas dezenas, as pessoas que se juntaram para um passeio abençoado pelo bom tempo e pelo excelente acolhimento das gentes de Odemira.

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A estreia ao vivo do Ensemble Polyphonos decorreu em Odemira e foi o que se pode chamar de “estreia em grande”.

 

 

A personalidade demonstrada no palco montado no Altar da Igreja de  São Salvafor, deixa antever um promissor e largo futuro estes músicos portugueses enquanto grupo.

 

 

O tema do espectáculo era subordinado a “De Beata Virgine Maria: Obras Portuguesas de Invocação Mariana ( Séculos XVI-XVIII), tendo do alinhamento constado obras de Estêvão de Brito, Duarte Lobo, D. Pedro Esperança, Diogo Dias Melgás, João Rodrigues Esteves e Francisco António de Almeida.

 

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O Ensemble perante respeitosos silêncios nas suas interpretações, por parte do público, soube através de uma dinâmica interessante enquanto espectáculo, respeitando o local religioso do concerto, momentos de absoluta arte, de esplendor, denotando grande cumplicidade musical entre todos os elementos.

 

 

O Ensemble Polyphonos apresentou-se em Odemira com a soprano Raquel Alão,  Carolina Figueiredo como alto, o tenor Manuel Gamito, Tiago Mota enquanto baixo, Mónica Antunes, Rosa Caldeira, Manon Marques, Patrícia Mendes e Rui Miranda. Barítono e direcção musical a cargo de José Bruto da Costa e Sérgio Silva no órgão (brilhante, que rara sensibilidade e paixão transmitidas).

 

Para este domingo está marcada a acção de biodiversidade no Rio Mira.

 

Fotografia: Arlindo Homem

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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