Terras Sem Sombra premeia Alberto Zedda, o  Campo Arqueológico de Mértola e uma fundação alemã

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No dia 01 de Julho, em Sines, o Terras Sem Sombra vai entregar o Prémio Internacional Terras sem Sombra. O júri distinguiu, este ano, o maestro italiano Alberto Zedda, a título póstumo (Música); o Campo Arqueológico de Mértola (Património); e a Fundação Stiftung Schloss Dyck, de Jüchen, na Alemanha (Biodiversidade).

 

 

Alberto Zedda faleceu a 06 de Março e destacou-se como director de orquestra e musicólogo pela interpretação do repertório italiano do século XIX, em particular de Rossini. Após a formação em Milão, onde nasceu, em 1928, debutou em 1956 com “O Barbeiro de Sevilha”. Cedo ascenderia a uma carreira internacional que o levou a triunfar nos principais palcos do mundo. Esteve à frente da Deutsche Oper, de Berlim e do Teatro alla Scala de Milão.

 

 

Activo até aos últimos dias de vida, ganharia justamente o título de “mais velho maestro do mundo”, manteve-se sempre um jovem de espírito, atento a tudo o que o rodeava e generoso para quem iniciava a carreira artística. Dirigiu no Festival Terras sem Sombra, a 2 de Abril de 2016, na igreja matriz de Santiago do Cacém, uma versão da Petite Messe Solennelle, de Rossini, gravada pela Antena 2.

 

 

Fruto da visão estratégica de Cláudio Torres para a sustentabilidade de territórios de baixa densidade, o Campo Arqueológico de Mértola (CAM) é uma associação cultural e científica que tem por objectivo fomentar o levantamento, estudo e pesquisa dos bens arqueológicos, etnográficos e artísticos da região de Mértola e proceder à sua conservação e salvaguarda. 

 

 

Desde a fundação, em 1978, concilia a investigação científica com um programa museográfico, o projecto Mértola Vila Museu, vocacionado para a valorização e a divulgação do património, buscando o envolvimento das populações na consolidação da sua identidade, ao serviço do desenvolvimento local.

 

 

A Fundação Stiftung Schloss Dyck tem vindo a desenvolver desde 1990 um papel destacado na salvaguarda dos jardins históricos, cruzando-a com o planeamento urbano, a protecção da paisagem e a promoção da biodiversidade. Entre outras iniciativas, deve-se-lhe a criação do International Institute for Garden Art and Landscape Design e do European Garden Network.

 

 

Criado em 2011 pelo Conselho de Curadores do Festival Terras sem Sombra, este prémio homenageia, anualmente, uma personalidade ou instituição que se tenham salientado, ao nível global, em cada um dos pilares do festival: a promoção da música, a defesa do património cultural e a salvaguarda da biodiversidade. 

 

 

Este prémio já é considerado como um dos prémios europeus de maior prestígio, pelo seu carácter independente, nesses três âmbitos.

 

 

A cerimónia de entrega vai ter lugar no auditório da Administração do Porto de Sines, às 17:30, sob a presidência de D. Amalio de Marichalar, Conde de Ripalda, que tem desenvolvido acções a nível internacional, no mundo do empreendedorismo social e ambiental. Lançou o Forum Sória 21 e é conselheiro da Fundação Europeia para o Meio Ambiente, com sede em Freiburg im Breisgau.

 

 

A entrega do Prémio Terras sem Sombra vai finalizar com uma homenagem ao maestro Alberto Zedda do Coro Juvenil de Lisboa, agrupamento também profundamente ligado ao repertório a que o famoso director italiano dedicou a sua carreira. É um coro residente no Teatro Nacional de São Carlos, com o qual tem colaborado, desde a sua formação, em 2011, o maestro Nuno Margarido Lopes.

 

 

O Prémio Internacional Terras sem Sombra vai ser entrega a 01 de Julho em Sines.

One thought on “Terras Sem Sombra premeia Alberto Zedda, o  Campo Arqueológico de Mértola e uma fundação alemã

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    Um excelente Festival, não apenas pela programação musical, como pela aposta no Alentejo, no acreditar numa região; pela sensibilização pelo meio ambiente, e a aliança com o património edificado.
    E espantosamente, como tantas portas se lhe tem fechado.

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