Tiago Bettencourt brilhou no Palco NOS e Carminho fez o tempo parar no EDP Fado Café

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No segundo dia de NOS Alive, em que o grande destaque e expectativa se prendiam ao concerto de Foo Fighters, destacam-se os concertos de Tiago Bettencourt no Palco NOS e de Carminho no EDP Fado Café.

 

 

Pelas 18:00, coube a Tiago Bettencourt dar inicio às actuações no Palco NOS e esteve em plano superior, com uma boa escolha de alinhamento, interacção q.b com o público e uma energia contagiante, mostrando também toda a sua capacidade interpretativa.

 

 

Sentado ao piano começou por interpretar “Jogo” após a qual questionou ao público, “como é que é? Tudo bem disposto?”, obtendo resposta afirmativa, antes de relembrar a alma e espirito de António Variações com “Canção do Engate”, e aqui já com a sua guitarra.

 

 

Tiago Bettencourt é, indiscutivelmente, um dos maiores talentos da sua geração, pela capacidade criativa que revela na escrita e composição, pelo virtuosismo enquanto instrumentista e pela alma interpretativa, sendo que ao longo do seu percurso tem vindo a criar uma maior interacção com o público nos seus espectáculos, algo que beneficia os seus espectáculos. “Um grande prazer estar aqui neste palco espectacular. Vamos tocar algumas músicas que vocês já conhecem, outras do novo disco que sai em Setembro” disse, antes de detectar um problema na sua guitarra e chamar pela primeira vez ‘o Alberto’ ao palco. Alberto, elemento da equipa de Tiago Bettencourt, que foi chamado ao palco algumas vezes por questões técnicas e que teve direito a cântico por parte do público. Uma estrela neste espectáculo, onde não faltou boa disposição e muito ‘boa vibe’ de Tiago Bettencourt em palco.

 

 

Enquanto resolviam a questão da guitarra, Tiago ia perguntando ao público “o que têm feito?” com o público a responder ao artista. Do novo disco trouxe três temas, “Se me deixasses ser”, “Partimos Pedra” e “Diz que sim”, os quais intercalou com temas mais conhecidos do grande público, como “Maria”, “Só mais uma volta”, “Laços”, “Carta” ou “Morena”.

 

 

Revelou ainda que “estou a curtir esta cena de final de tarde…” e nós, e o público, também gostámos muito de ver Tiago Bettencourt abrir com elevada qualidade as actuações do segundo dia de NOS Alive, no palco NOS. Expectativa aumenta para receber o novo disco em Setembro.

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Já no palco EDP Fado Café, o grande destaque foi Carminho com uma actuação portentosa e deixando o púbico completamente em êxtase. Em palco apresentou fados tradicionais mas fez uma viagem pela sua discografia, incluindo o último disco em que prestou homenagem a Tom Jobim.

 

“Saia Rodada”, “Sabiá” de Tom Jobim e Chico Buarque, “Voltar a Ser”, “Bia da Mouraria” ou “Chuva no Mar” de Marisa Monte e Arnaldo Antunes, integraram um alinhamento em que Carminho soube mostrar na totalidade o sua projecção e poder vocal, uma capacidade interpretativa que teve momentos sublimes, culminando o espectáculo a cantar à capella perante um silêncio respeitador como se uma casa de fados se tratasse. Não esquecer que o concerto decorreu no NOS Alive, para que se perceba o significado de cantar à capella e perante o silêncio do público. Ficaríamos ali três horas a ouvir Carminho…

 

 

Um momento único e em que nem Carminho conseguiu esconder a emoção. Um dos melhores concertos deste ano no NOS Alive. Em palco, Carminho esteve acompanhada por Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, Marino de Freitas no baixo, Flávio César Cardoso na viola de fado, Rúben Alves nas teclas e acordeão e Ivo Costa na percussão.

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Fotografias de Tiago Bettencourt: Arlindo Camacho/NOS Alive
Fotografias de Carminho: José Fernandes/NOS Alive

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