Tony Carreira assume que “estive muito mal”, esta semana!

 

 

 

Tony Carreira fará uma pausa na carreira e despede-se do público com dois concertos no Altice Arena. Antes do primeiro concerto, esta sexta-feira, falou aos jornalistas e esclareceu algumas dúvidas, quer sobre o espectáculo quer sobre a carreira.

 

 

 

 

Sobre a preparação para estes espectáculos, revelou que “para ser sincero, a minha preocupação desta semana tem sido dormir, dormir, dormir intensamente para recuperar, porque estive muito mal, mas pronto, consegui recuperar e espero estar bem esta noite e amanhã e tenho pena porque realmente esta semana foi uma semana difícil para mim, mas acho que tanto eu como toda a equipa com quem trabalho há tantos anos fizemos um grande trabalho e neste momento está na hora de ir para palco e esperar que o público goste de trabalho. É claro que subo a palco, como sempre, cheio de medo, como sempre foi”.

 

 

Já sobre o que traria de diferente, esclareceu que “nunca, e já são 19 vezes em que aqui estamos e somos de longe quem mais cantou nesta sala, mas eu nunca banalizei esta sala, nunca achei que era uma coisa adquirida e que era normal, não, porque eu sempre tenho a noção das coisas e tenho a noção que nada é eterno e que não é por vir aqui tantas vezes que é obrigatório que na próxima a sala esteja cheia, nunca vi as coisas dessa maneira”, acrescentando que “este concerto é baseado essencialmente nas canções dos 30 anos, muito mais que nos discos anteriores, nos discos recentes, é completamente baseado, aliás temos canções no alinhamento que eu já não canto há 10 anos… 15 anos, canções que fomos buscar aos anos noventa e portanto há muito tempo e portanto este concerto é a essência para as pessoas que me seguem há tantos anos e no fundo é fazer uma viagem no tempo, é voltar lá atrás e pouco a pouco chegar aos dias de hoje”.

 

 

Acrescentou ainda que “aquilo que as pessoas levam para casa, na minha opinião, de um concerto de uma hora e meia, duas horas, são pequenos momentos, são pequenas fotografias, são pequenos momentos e esse momentos nós tentamos que eles fossem muito bonitos e muito elegantes, e acho que o conseguimos, e nos duetos não há grande surpresa, há duas surpresas, os meus filhos de vez em quando aparecem para cantar comigo e o Ricardo Landum graças a Deus está sempre e depois há duas surpresas, uma pessoa não é do mundo das canções e que vai cantar comigo em palco e outro artista de quem eu gosto muito e que já gravou comigo um disco, que é o André Sardet, que vai estar comigo também e a surpresa é o João Paulo Rodrigues, que vai cantar comigo também, porque eu uma vez vi-o a cantar num programa de televisão e acho que canta realmente muito bem e convidei-o para cantar e ele pensou que eu estava a brincar e quando eu lhe fiz chegar o convite aparentemente naquela altura pensou que eu estava a brincar, mas não estava”. Referir que João Paulo Rodrigues acabou por não subir a palco, embora tivesse estado nos ensaios.

 

 

Questionado por Rui Lavrador, do Infocul, se este seria um adeus ou até já ao Altice Arena, respondeu, com humor, que “com a minha idade, saber que uma brisazinha e o idoso morre logo a seguir, e na minha idade não sei se amanhã cá estou, mas os projectos não são de forma alguma esses, eu amo e adoro aquilo que faço e espero voltar aqui a cantar mais 40, 50 vezes se a vida me der essa honra. Agora neste momento não sei, não sei se o meu próximo disco terá sucesso, não sei se no próximo disco terei talento para fazer um grande disco, não se no próximo disco… não sei”.

 

 

Falou sobre o débil estado de saúde nesta semana para revelar que planos…apenas até domingo e alguns para o natal, “o próximo passo é chegar vivo a domingo, porque confesso que fisicamente…, mas pronto cá estou para dar um grande espectáculo e não há energia maior do que o público, agora o próximo passo é com calma chegar ao Natal que está quase, passar com a minha família e depois não sei, não sei… sinceramente não sei, porque quando colocam essa pergunta eu fico tão à rasca que eu já não sei que dizer, porque não sei mesmo e quando eu digo que ando de mochila às costas, claro que não vou andar de mochila às costas, mas eu já tenho que inventar coisas, porque naturalmente vocês fazem o vosso trabalho e digo que vou para o Tibete, mas não faço ideia mesmo…

 

 

Já sobre a conhecida pausa na carreira, disse que a mesma se deve ao facto de achar que “está no momento em que é bom que o publico tire férias de mim, sinceramente é aquilo que eu acho e ainda hoje me cruzei com uma senhora, quando fui comprar pão, cruzei-me com uma senhora que me disse coisas tão bonitas para eu não parar de cantar, que me sensibiliza e me toca profundamente, porque estamos a falar de canções, não estamos a falar de… estamos a falar de canções, e realmente o público comigo… não encontro palavras para agradecer as coisa bonitas que o público me passa e principalmente ao fim de tantos anos, o publico já podia ter desligado, mas eu neste momento sinceramente não sei quanto tempo vou fazer de pausa, porque não tenho pensado sobre isso

 

 

 

O regresso está no pensamento, até porque “espero sinceramente continuar a cantar até enquanto tiver dois ouvidos e consiga ouvir, um já está afectado, mas o outro ainda ouve bem e portanto eu espero cantar… porque a minha vida sempre foi isto e foi a música, e eu tenho um enorme respeito pela música, porque a música é que me deu esta vida e a minha vida não tinha sido nada simpática, aos meus olhos pelos menos, se eu não tivesse tido a sorte de conseguir nas canções aquilo que consegui, portanto eu estou eternamente grato e não quero de forma alguma parar, não estou aqui a fazer um jogo ou coisa que se pareça, a minha ideia é simplesmente parar uns tempos e quando parar começo a pensar nas coisas, porque toda a vida fiz projectos a muito curto prazo, eu nunca fiz projectos a longo prazo na vida, nunca, foi sempre projectos a um ano, nunca fiz outro tipo de projecto”.

 

 

Sobre a reacção da família a esta pausa na carreira, diz que inicialmente “não acreditavam e depois entenderam e acharam que eu tinha razão, porque eu já gravei 26 ou 27 álbuns, em 30 anos, portanto acho que está no momento também de artisticamente ouvir outras coisas e para isso também é necessário tempo e eles acho que sim, eu tenho razão por todos os motivos, eles acham que faz sentido”.

 

 

 

 

Questionado se este seria o espectáculo com maior produção que traria ao Altice Arena, relembrou que “dos 19, tivemos três…, porque o nosso objectivo sempre foi de ano após anos tentar sempre superar o ano anterior, sempre foi esse o meu objectivo na vida, umas vezes conseguimos outras vezes não, tivemos aqui dois, três concertos que eu acho fenomenais. O dos 25 anos por exemplo e este deste ano eu acho que é o mais elegante e o mais bonito, mas sou suspeito”. Sobre o deste ano, disse que “inspirei-me e foi uma ideia que me foi sugerida por uma pessoa que trabalha comigo há 27, 28 anos, que é o meu engenheiro de luz e foi ele que me sugeriu este tipo de decor, porque eu sou um apaixonado por história, eu devoro livros sobre história e qualquer cidade que eu visite no mundo eu compro sempre um livro sobre a historia da cidade, a origem e até mesmo em termos de televisão, também vejo muitos documentários, e como ele sabe essa minha paixão por história, então este decor está um bocadinho baseado entre a minha história e a história em termos de arquitectura e foi ele que me propôs este decor e acabou por gastar o dinheiro todo deste espectáculo, é um tipo fantástico, mas estou muito feliz por isso”.

 

 

 

Ao seu lado, no palco, tem estado Yura Silva, que voltou a ter dueto com Tony Carreira em “Cosas del Amor”, e sobre quem se fala, há muito tempo, em ter carreira a solo. Sobre esta possibilidade, e questionado pelo Infocul, disse que “espero em 2019 e acredito que sim, 2019 acredito que sim, eu comprometi-me com ela em o primeiro single ser da minha responsabilidade e sim 2019, porque ela merece, é uma grande cantora, acho-a linda, acho-a maravilhosa, um ser especial na minha carreira e vou ter muitas saudades de não cantar com ela”, acrescentando que “tudo é possível na vida, eu já convidei para cantar comigo pessoas que eu idolatrava e eram as minhas inspirações e estou-me a referir a pessoas que cantei nos bailaricos e que mais tarde cantei com eles, portanto tudo na vida é possível”, quando o questionei sobre a possibilidade de se inverterem papéis e Tony Carreira poder passar a ser o convidado de Yura nos concertos a solo dela.

 

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Arlindo Homem

 

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Notícia publicada a 17/11/2018

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1 comentário

  1. Marta nepomuceno

    Parabéns pela elegante entrevista Feita ao querido Tony que muitas vezes é mal tratado por uma certa impressa continuação de um bom trabalho adorei simples eelegante e com o necessário mais uma vez parabéns

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