Travis Birds: Após estrondoso sucesso com ‘El Embarcadero’, falou com o Infocul sobre vinda ao Misty Fest

Travis Birds é uma cantora espanhola, nascida em 1990, natural de Madrid e este ano é uma das atracções do Misty Fest. Antes da estreia em Portugal, é a primeira vez que actua fora de Espanha, conversou com o Infocul.

Travis Birds saltou para a ribalta em Espanha quando teve um dos seus temas como genérico da série El Embarcadero, dos mesmos produtores de La Casa de Papel, em 2019.

Em Novembro, dia 6, actua no São Luiz em Lisboa, por ocasião do festival de música Misty Fest. Como curiosidade, refira-se que é a primeira que a artista actua fora do seu país, Espanha.

A Portugal, revela que “iremos trazer um formato muito intimista com cajón, percussão e guitarra e vamos apresentar um misto do primeiro disco e também do próximo, que esperamos editar dentro de pouco tempo”.

Vamos tentar apresentar um pouco dos dois mundos, porque na verdade são discos um pouco diferentes e que queremos unir de alguma maneira, para os poder mostrar aqui em Portugal”, acrescenta.

Sobre a importância de um tema seu ter sido escolhido para a série El Embarcadero, disse que “foi muito importante e foi uma sorte muito grande, porque de repente dá-te uma visibilidade para muita gente, de forma muito rápida”.

Além do bonito que é teres uma canção tua numa série é também a projecção que dá ao projecto”, enaltece.

Depois do tema integrar a série, “o projecto ganhou muita projecção e profissionalizou-se um pouco mais, portanto sim, acabou por gerar muito mais movimento em torno do projecto”.

Esclarece que “não me mudou a vida do dia-a-dia. Deu-me foi mais visibilidade”.

A sua sonoridade caminha por géneros que vão do jazz ao flamenco e nos remetem, ainda, para uma vertente cinematográfica.

Travis Birds não se define, porque “é difícil e digo-te que não sei definir”.

Há canções que são mais pop, outras têm uma batida mais jazz, outras são mais aflamencadas, com todo o respeito que tenho pelo flamenco, mas tenho muitas coisas porque são as minhas influências. É difícil defini-lo”, explica.

Revelou ao Infocul que “é a minha primeira vez em Portugal, com o projecto. Já cá estive a passear, mas profissionalmente é a primeira vez”.

E sobre a música portuguesa disse que “não conheço muito do mundo do fado mas ouço algumas coisas, os meus pais colocavam coisas para nós ouvirmos quando éramos pequenas e é também uma música que tem a ver com as influências que tenho porque penso que o têm como característica comum a alma”.

Mas assume que “a mim pessoalmente encanta-me. É algo de muito interior”.

O próximo disco “será para 2020, seguramente. Queríamos lançá-lo agora mas tivemos alguns problemas, espero que o possamos editar no princípio de 2020. Ele já está pronto”.

E sobre este novo trabalho diz que “conceptualmente é um disco que fala da obsessão levada ao extremomas que “não te poso revelar ainda se há convidados”.

Sobre se gostaria de fazer um dueto com algum artista português foi cautelosa mas disse que “dos artistas actuais portugueses não posso falar muito, mas sei que Mariza é muito querida por todos e a mim encanta-me, portanto fazer algo com ela encantaria-me muito mas tenho de ouvir muito mais fado”.

Ao público português que não a conhece, diz que “penso que podem gostar da nossa música e que pode agradar-lhes a forma poética, que creio aqui sabem apreciar”.

Fora do palco gosta de fazer “muitas coisas. Eu sou fã da natureza, adoro o campo, à parte disso gosto de desenho gráfico e o mundo das artes em geral. E adoro comer”.

E sobre a comida portuguesa disse que “não conheço a comida portuguesa mas já me disseram que têm um bacalhau de outro mundo”.

Sobre os acontecimentos que actualmente ocorrem em Barcelona, foi parca em palavras pois “é um momento super desagradável e eu não gosto de falar muito de política. Mas creio que no final de tudo é sempre a liberdade de expressão e é para mim complicado falar disso”.

Sobre o convite para o Misty Fest disse que “foi feito em Fevereiro, pensoe que este espectáculo é “a primeira vez que toco fora de Espanha. Portanto para mim vai ser uma experiência genial, ao comunicar com outro idioma. E estou muito agradecida por esta oportunidade”.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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