Tudo o que pode ver e fazer no Bons Sons para além dos concertos

O Festival Bons Sons é muito mais do que os concertos. No programa há actividades para toda a família, o que vai proporcionar ao público a oportunidade de viver a programação musical de forma diferente, através de inúmeras propostas que permitem a exploração de outras artes e ambientes. Em Cem Soldos vai haver muita vida para lá dos concertos com actividades pensadas para todos os elementos da família.

Todos os dias, o Bons Sons oferece a oportunidade de os pais levarem os seus mais pequenos à descoberta das primeiras notas, com “Música para Bébés”. O “Bons Sons Para Crianças” realiza-se nos dias 12,14 e 15 de Agosto às 10:00 no Auditório e no dia 13 de Agosto, também às 10:00,no Largo do Centro de Exposições. Estas manhãs são organizadas pela Canto Firme de Tomar.

 

 

Podem ainda deixar-se surpreender pelas histórias encenadas que trazem ventos de outras paragens. Os contadores vão, em 30 minutos, dar vida às personagens de “Ka”, sobre a lenda das matrioskas, e de “INUIT: Um povo com vários povos”(de 12 a 15 de Agosto às 12:00 no Largo do Rossio).

 

 

“Ka” é uma das lendas que vai ser contada em “Histórias Encenadas”, de 12 a 15 de Agosto às 11:00 no Largo do Rossio.

 

 

A lenda das matrioskas fala-nos de algo que se repete maravilhosamente e sem interrupção. Mas o que acontece quando um lenhador não quer fazer mais bonecas? Ou quando teme a natureza da sua própria criação? Esta pequena maneira de contar uma lenda que nos devolve a proteção do ventre materno, cruza a ideia de repetição com a unicidade da experiência de cada um face à criação.

 

 

Os amantes da sétima arte e do cinema documental têm em “Este Povo” e “Auto Rádio” uma boa ocasião para conhecer de perto as gentes de Cem Soldos e descobrir o processo musical de Benjamin.O público vai ser convidado a dar asas à imaginação com a mostra de curtas-metragens lusófonas originais de “Curtas em Flagrante 2016”.Trata-se de uma aproximação ao público através de obras cinematográficas independentes e contemporâneas, realizadas por criadores lusófonos das áreas do audiovisual.

 

 

“Este Povo” é um documentário que pode ser visto no Auditório às 15:00 do dia 12 de Agosto. 

 

 

“Este Povo” é um retrato genuíno de uma aldeia inteira, narrado por quem a vive. Na primeira pessoa, os habitantes mais velhos de Cem Soldos contam as suas memórias e vivências e dão corpo a um documentário inspirador, onde a história de cada um se confunde com a história do lugar que os viu nascer. Este é o povo de Cem Soldos. Foi esta a riqueza encontrada por um grupo de jovens cem-soldenses, que filmou a aldeia e as suas gentes ao longo de um ano. O arquivo digital criado (para sempre em construção) é o mote para a criação deste primeiro documentário.

 

 

O documentário “Auto Rádio” é uma viagem pelo país, pelas canções e pela música. Fala sobre Afife, sobre a Guiné, sobre concertos esquecidos no terreiro da Aldeia da Pedralva ou sobre fazer música em Portugal; é uma ode à dureza da estrada, aos concertos falhados, aos bem sucedidos, aos discos, à rádio, ao Verão e ao país, enquanto conta a aventura insólita de uma longa jornada por Portugal quase inteiro numa carrinha carregada de equipamento até ao tejadilho. Além disso, como documentário que é, mostra-nos inúmeros detalhes sobre as canções; descodifica-as e contextualiza-as. O trabalho de Benjamin pode ser visto às 17:45 do dia 12 de Agosto.

 

 

As artes plásticas, sonoras e performativas vão multiplicar-se pelos espaços da Aldeia. À instalação arquitectónica “The Great Gig In Sky”, localizada no Palco Eira, junta-se a instalação sonora de Luís Antero “Cem Soldos, 100 Sons”, no Centro de Exposições, e a instalação poliartística “A máscara como (ul)traje da paisagem”, na Adega de São Sebastião.

 

 

“Cem Soldos, 100 Sons” é a instalação sonora de Luís Antero. Estava pode ser vista de 12 a 15 de Agosto das 10:00 às 20:00 no Centro de Exposições.

 

 

“Vem escutar a aldeia!” podia muito bem ser a premissa para esta instalação e arquivo sonoros. Cem Soldos faz-se ouvir a partir de 100 sons que, juntos, formam um corpo acústico da(s) sua(s) identidade(s). A que soa a Aldeia? A resposta a esta questão é o que se propõe em “Cem Soldos, 100 Sons”. Uma instalação para visitar no Centro de Exposições, que ficará posteriormente alojada online, assim como todo o arquivo sonoro a ela ligado, para que este lugar mágico seja escutado, uma e outra vez, incessantemente.

 

 

A instalação e performance “A Máscara como (ul) traje da paisagem” pode ser vista na Adega de São Sebastião. Este projecto visa trabalhar algumas ideias através de performances periódicas durante os dias do Bons Sons.A Adega de são Sebastião acolhe um colectivo artístico que trabalha nas áreas de instalação, escultura, imagem e performance, para uma peça que se reinventa entre os dias 12 e 15 de Agosto.

 

 

“The Great Gig in the Sky”, concebido pelo Colletivo Arcipelago, originário de Bari, Itália, é o título do projecto vencedor do concurso internacional de ideias, promovido pela ideasforward em parceria com o Festival. A instalação, uma estrutura baseada nas redes de apanha da azeitona, invertidas e colocadas suspensas sobre balões ancorados ao solo, irá proporcionar sombra permanente aos visitantes do Palco Eira. Os visitantes poderão também conhecer todas as propostas submetidas a concurso, incluindo os 3 primeiros classificados e as 7 menções honrosas atribuídas pelo júri, numa exposição dedicada ao concurso, na sede do SCOCS.

 

 

A edição do Bons Sons decorre de 12 a 15 de Agosto de 2016 em Cem Soldos, Tomar.

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