Uma viagem bonita da Orquestra da Extremadura com a flauta de Adriana Ferreira, no Festival Internacional de Música de Marvão

 

 

No penúltimo dia do Festival Internacional de Música de Marvão, o Infocul marcou presença no concerto da flautista Adriana Ferreira e da Orquestra da Extremadura, dirigida por Álvaro Albiach.

 

 

O espectáculo que decorreu no Pátio do Castelo de Marvão, contou com uma plateia quase lotada e teve inicio pelas 19:30. Um término de tarde com uma vista deslumbrante e uma qualidade musical de semelhante impacto.

 

 

A flautista portuguesa, sendo jovem, é das mais reconhecidas da sua geração, em termos nacionais e internacionais, tendo já arrebatado inúmeros prémios. Curiosamente, ou talvez não, os maiores prémios fora atribuídos a nível internacional. Em Marvão assistiu-se a uma performance verdadeiramente notável, de grande sensibilidade, num perfeito domínio instrumental, sobressaindo as emoções que foi capaz de provocar em quem a ouvia, num êxtase hipnotizado. Talvez, ajude a explicar o porquê de já ter sido premiada em várias ocasiões, de já ter sido solista com as Orquestras Nacional de França, Filarmónica de Roterdão, Orquestras de câmara do Kremlin e de Genève, Sinfónica de Odense e Gulbenkian, entre tantas outras, e sem esquecer os inúmeros festivais de renome nos quais já marcou presença. Marvão, pôde assim, comprovar a rara intuição, sensibilidade e virtuosismo desta portuguesa nascida em Cabeceiras de Basto.

 

 

A Orquestra da Extremadura foi criada pela Junta de Extremadura em 2000, sendo objectivo da sua fundação, e levado a prática, um instrumento de difusão cultural musical na Comunidade Autónoma da Extremadura. Desenvolve a sua temporada regular de concertos principalmente em Badajoz, Cáceres, embora do currículo constem concertos em toda a região. Desse mesmo currículo já constam concertos no Auditório Nacional de Madrid, o Auditório Manuel de Falla de Granada, o Kursaal de San Sebastián, o Euskalduna de Bilbao, o Auditório Príncipe Felipe de Oviedo, o Teatro Auditório de San Lorenzo de Escorial, entre tantos outros. Têm trabalhado com Fura del Baus, Royal Ballet do Convent Garden de Londres, English National Ballet, Ballet Nacional de España, por entre outras tantas parcerias. O reportório habitual da OEX abarca desde o século XVIII até à música contemporânea e mantém uma política de apoio à nova produção musical.

 

 

Em Marvão, o alinhamento o espectáculo foi mais do que belo, de quase perfeita interpretação. Sobre o alinhamento referir algumas curiosidades. Da autoria de Carl Maria von Weber, Abertura da Ópera ‘Oberon’, que marca pela exigência que obriga na sua interpretação e nem sempre totalmente entendida por que escuta. Aqui, Marvão, resultou em pleno. Após o Concerto para Flauta e Orquestra em Ré M, de Carl Reinecke, a mais conhecida do autor, foi escrito pouco tempo antes da sua morte, levando-nos a um imaginário em que a realidade rasga a alma. Adriana Ferreira soube explorar muito bem os momentos em que a flauta tomou as rédeas do espectáculo.

 

Na segunda parte deste espectáculo, menos intensa, tempo para apreciar a obra de Antonin Dvorák, Sinfonia nº7, em Ré m, provavelmente a mais romântica de toda a sua obra.

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Notícia publicada a 29/07/2018


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