União das Tribos lança EP ao vivo: “Não foram feitos quaisquer overdubs e a mistura, apesar de ter sido feita num sistema digital, foi feita à maneira antiga”

 

 

 

União das Tribos acaba de lançar um EP gravado ao vivo, no Paradise Garage, continuando, assim, a demonstrar os motivos que fazem da banda um dos projectos mais interessantes actualidade musical em Portugal.

 

 

O rock corre-lhes nas veias e chega-nos aos ouvidos, com este EP, tal como chegou aos fãs que assistiram a este concerto em Lisboa, aquando da vinda dos D.A.D a Portugal, tendo a primeira parte sido responsabilidade dos, orgulhosamente, lusitanos, União das Tribos.

 

António Côrte-Real em entrevista ao Infocul deu a conhecer as sensações e emoções por detrás da gravação deste EP e da importância que esse conerto teve no percurso do grupo. Revela ainda algumas novidades para 2019 e os referências da banda na música portuguesa. Além de António, o EP de União das Tribos contam com Mauro Carmo, Wilson Silva, Luís Simões, Tó Morais e João Beato. 

 

 

 

2018 termina com a edição do EP “Ao Vivo no Paradise Garage”. É a melhor forma de terminar o ano?

É uma prenda que damos aos nossos fãs. Foi uma noite muito especial para nós, ficou registada e resolvemos partilha-la neste Natal.

 

 

 

Este espectáculo aconteceu a 2 de Junho de 2016, numa primeira parte da banda D.A.D. O que se recordam deste espectáculo e o que mais vos marcou?

Primeiro, os D.A.D são uma banda que nos marcou nos anos 90. Foram talvez a maior banda rock europeia entre 89 e 92, marcaram uma geração. Tocar com eles para nós foi incrível e inesquecível. Depois, sabíamos que a sala estava cheia e que íamos tocar para um público que não nos conhecia. Espantou-nos a reacção das pessoas, que nos receberam muito bem. O volume das palmas ia subindo à medida que as canções se sucediam. Nesse dia o número de seguidores da nossa página de facebook disparou o que mostra o quanto as pessoas gostaram de nós.

 

 

 

Como definem o vosso percurso até ao momento?

Somos uma banda de gente apaixonada por música, que respira rock n`roll e que está a crescer a pulso. Ainda temos muita estrada para andar.

 

 

A escolha do alinhamento para aquele espectáculo teve algum critério especial ou foi feito no momento?

Teve. Foi pensado ao milímetro. Sabíamos que tínhamos de tocar pesado com balanço e sem muita conversa. Foi o que fizemos com as nove canções que escolhemos. Sete fazem parte deste disco ao vivo.

 

 

Quais as grandes diferenças de um trabalho ao vivo comparativamente a um trabalho gravado em estúdio?

Ao vivo as coisas acontecem no momento. Juntas o feeling de todos os músicos à volta da canção e estás a captar tudo ao mesmo tempo. O público também tem uma grande importância, porque a sua energia mexe com quem está em cima do palco. Em estúdio, cada um toca na sua vez, repete as vezes que forem necessárias, tens um técnico e um produtor ao teu lado e não tens público. A coisa sai mais polida. São ambientes diferentes, ambos bons, cada um à sua maneira.

 

 

O que vai o público sentir com este EP?

A pureza do rock n`roll. Podemos chamar-lhe rock Português, porque é cantado em Português. As sete canções mostram exactamente aquilo que se passou naquela noite. Não foram feitos quaisquer overdubs e a mistura, apesar de ter sido feita num sistema digital, foi feita à maneira antiga, para dar a sensação ás pessoas que estão mesmo no concerto.

 

 

 

Para 2019 o que já podem adiantar em termos de novidades?

Estamos em estúdio a gravar um novo disco para sair em 2019. Já avançámos um single desse futuro disco “Ninguém Nos Pode Parar”. É uma canção sobre liberdade de sentimentos e vontades e o vídeo é algo controverso. Passou os 40.000 plays no Youtube há uns dias, o que muito nos agrada. O resto do disco estará pronto em Março e sairá depois do verão. Já andamos a tocar algumas das canções ao vivo para percebermos a reacção das pessoas.

 

 

 

Há alguma(s) referência(s) nacional que vos sirva de inspiração para o percurso? Quem?

Existem muitas, nacionais e não só. As grande bandas clássicas do rock Português, UHF e Xutos, claro, e uma série de gente mais recente que anda aí de guitarra e amplificadores às costas, como o Legendary Tiger Man, o Frankie Chavez, o Samuel Úria, entre outros.

 

 

 

Qual a mensagem que deixam aos leitores do Infocul?

Não se deixem ir só na conversa do marketing ou muitas coisas boas da vida vão passar-vos ao lado. Há muito mais música boa do que aquela que aparece nos anúncios das tvs e das plataformas digitais. Antigamente tínhamos de conseguir ter o cd ou o vinil para ouvir um disco, o que às vezes era complicado, pois nem tudo chegava a Portugal. Hoje, com a janela digital, temos literalmente tudo em casa. Explorem e não se fechem na publicidade, vão ser muito mais felizes e viver muito melhor a vossa vida porque estão a aproveitar e a alargar horizontes.

 

 

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