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A União das Tribos entra em 2017 com novo disco, e que disco. Liderada por António Côrte-Real, a banda apresenta um disco de qualidade elevada, convidados de eleição e uma qualidade de escrita e composição que nos deixa com vontade de ouvir o disco repetidamente.

 

 

O grupo composto por António Côrte-Real  na Guitarra, Wilson Silva na Bateria, Cebola no Baixo e Mauro Carmo – Voz (em estreia), apresentam um trabalho de rock mas que conta com participações de alguns dos maiores nomes da música portuguesa: Tim, Miguel Ângelo, Anjos, Mafalda Arnauth, António Manuel Ribeiro e Carlão. Recuperam “Canção do Engate” com uma nova versão e uma série de originais assinados por António Côrte-Real de qualidade superior.

 

 

“Amanhã” é o primeiro single e o tema que dá nome ao disco, uma história de amor. “Esperança” é a mensagem que o grupo pretende transmitir neste disco, segundo António Côrte-Real em entrevista ao Infocul na qual aborda também o processo criativo da banda, a escolha dos convidados para o disco, a cena musical em Portugal e ainda alguns concertos já agendados para apresentação de um disco de amor…porque o rock também nos toca no coração!

 

 

Quando é que este disco começou a ser pensado e preparado?

 

Há cerca de um ano e meio. Gravámos primeiro algumas demos para encontrarmos o som que queríamos e depois fechámo-nos na sala de ensaios a trabalhar as composições e os arranjos.

 

 

 

Como é o vosso processo criativo tendo em conta que a maioria das músicas são assinadas por David Arroz e António Côrte- Real? As melodias são compostas para as letras, vice-versa, ou vai surgindo tudo quase ao mesmo tempo?

 

Normalmente as músicas ou a malha “chavão” surgem primeiro. Depois de escolhermos 13 ou 14, passamos para a composição das letras e melodias. Neste processo algumas ficam para trás e aparecem novas. Depois no Estúdio há sempre uma ou duas que também ficam para trás. 

 

 

 

Como foi o desafio na versão que apresentam da “Canção de Engate” de Variações? Como acham que o público vai reagir?

 

Esta versão já vem a ser tocada ao vivo desde o primeiro espectaculo do grupo. A reação é sempre boa. As pessoas cantam a música do principio ao fim e a pedalada que lhe damos faz-me lembrar as versões de “Casinha” dos Xutos ou “Menina Estás à Janela” dos UHF. Quando tocámos com os D.A.D o ano passado, eles e a equipa técnica que os acompanha estavam de lado do palco a olhar para nós e para a reação do público com cara de espanto. A casa cheia a cantar António Variações. Grande momento.

 

 

 

Para este disco convidaram alguns dos nomes maiores da música portuguesa e provenientes de várias géneros. Pensaram antes nos convidados ou depois de terem os temas, optaram pelas vozes que melhor se adequavam?

 

Depois de termos os temas compostos, começaram a surgir as sugestões para convidados. “Sozinho” pedia mesmo a voz do Tim, “Canção de Engate” naturalmente e depois de a versão dos Delfins ter marcado uma geração, só podia ser com o Miguel Angelo, “És como És” já andava nos nossos ouvidos com a voz dos Anjos desde o primeiro disco, a Mafalda Arnauth leva “Contratempo” para a dimensão dela e “Só Eu Sei Porquê” naturalmente com a voz do António Manuel Ribeiro e a intensidade e poder de declamação do Carlão. 

 

 

“Amanhã” é o tema que dá nome ao disco. Esta história de amor é baseada na vida real?

 

É a história de todos nós. Todos ambicionam algo, quer seja uma promoção no emprego, um carro novo, uma casa nova, etc. Mas todos desejam acordar ao lado da pessoa que se ama, acho que é algo que une a humanidade.

 

 

 

Há pessoas que acham o rock um género viril, contudo neste disco vocês abordam muito a temática do amor. O rock é romântico?

 

Claro que sim. O rock mexe com emoções e a mais forte de todas é o amor. O rock, nas suas mais variadas vertentes, não faz sentido se não for sentido por dentro de cada um de nós.

 

 

Sendo nós um país com alguma tradição no rock, quem são as vossas maiores influências?

 

As grande bandas nacionais de rock, UHF, Xutos ou Rui Veloso. Depois coisas de fora como os Led Zeppelin, Jimi Hendrix e outros.

 

 

 

Qual é a principal mensagem que tentam transmitir com este disco?

 

Esperança. Este trabalho é um disco de esperança, até porque conseguimos juntar esta gente toda, coisa que à partida parecia impossivel.

 

 

 

Como analisam o actual  momento da industria musical em Portugal?

 

Indústria? Essa palavra já não se aplica ao panorama musical nacional. Há música, há empresas que fazem por promover os seus artistas, as editoras são mais distribuidoras que cobram percentagens sobre os cachets dos concertos. Nada a criticar. É apenas o mercado a adaptar-se à sua pequenez. A quebra na venda de Cds veio alterar muita coisa. O vinil e o digital não compensam o que o mercado perdeu nos Cds. E andam todos a tentar que os seus artistas toquem mais e mais caro que os artistas do vizinho. Estamos a passar uma fase de transformação e é preciso perceber para onde as coisa vão.

 

 

 

Quando surgiu este projecto “União das Tribos”?

 

Em 2012 começámos a dar os primeiros passos, em 2013 estávamos no estúdio do Wilson a gravar o primeiro disco.

 

 

 

Em termos de espectáculos para apresentação deste novo disco o que está a ser preparado e que possam já divulgar?

 

No dia 11 de Fevereiro estamos na companhia do Tim, Anjos e António Manuel Ribeiro em Almada, no Fórum Romeu Correia ao vivo a apresentar o disco. Vai ser um concerto especial e o lançamento da tour 2017.

No dia 28 de Março fazemos o mesmo em Setúbal, no Fórum Luisa Todi, desta vez com a companhia do Miguel Angelo, Mafalda Arnauth e António Manuel Ribeiro. Eventualmente teremos ainda mais um convidado neste dia.

 

 

 

Como convidam o público a ouvir (e comprar) este disco?

 

Dia 3 de fevereiro estará em todas as lojas. O cd vai estar disponivel na Fnac, Media Market e El Corte Ingles, para já e a edição digital estará em todas as lojas digitais, Spotify, Youtube, Itunes e todos os outros.

 

 

 

Para quem quiser acompanhar o vosso trabalho onde poderá encontrar-vos?

 

Estamos no facebook, youtube e instagram, as pessoas podem ficar a saber tudo sobre nós nestas três plataformas, inclusivamente contactarem-nos.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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