Várias personalidades marcaram presença na inauguração do Palacete dos Condes de Monte Real (C/Fotos)

 

 

Inaugurou hoje, 14 de Fevereiro, o Palacete dos Condes de Monte Real, sito na Lapa, em Lisboa.

Este espaço foi adquirido pela Dimalu-Sociedade de Administrações Agrícolas e Prediais S.A., cuja sócia única é, desde 2017, Emily Kuo Vong, empresária a viver em Portugal. Na cerimónia estiveram personalidades de relevo da sociedade portuguesa, bem como figuras públicas internacionais, que se distinguem em áreas tão distintas como a politica, a economia e a cultura.

Reconhecida pelo seu empreendedorismo em projectos de indole cultural, Emily Kuo Vong decidiu, assim, restaurar a totalidade do Palacete dos Condes de Monte Real de forma a preservar este marco histórico da cidade de Lisboa, conferindo-lhe uma nova vida e alargando a oferta cultural da Capital. É de realçar que, todas as fachadas, áreas e elementos de interesse patrimonial foram mantidos nas suas características originais, nomeadamente os azulejos e numerosos elementos decorativos.

Como presidente da “International Federation for Choral Music”, Emily Kuo Vong teve a feliz iniciativa de ceder este novo espaço remodelado para que seja a sede desta federação a qual irá trazer, já no próximo mês de Julho, o “World Choral Expo”. Trata-se de um importante evento de dimensão internacional que promete atrair milhares de turistas de todo o mundo, incentivando o culto da música coral em Portugal. O “World Choral Expo” do IFCM é um evento para todas as idades que reúne os melhores coristas, maestros e compositores. É um projecto de colaboração entre a Europa, América do Norte, América do Sul, Africa e Asia.

É de registar, ainda, que o Palacete dos Condes de Monte Real será, também, a sede da sociedade “International Cultural Center – ICC”, a qual terá como principal objectivo a preservação e difusão das artes, cultura e música.

Recorde-se que, o Palacete dos Condes de Monte Real, localizado na Lapa, Junta de Freguesia da Estrela, em Lisboa, teve a sua construção entre os anos de 1916 e 1918, sendo propriedade dos coleccionadores de arte Artur Porto de Melo e Faro (1866-1945) e D. Laura Cardoso Diogo da Silva (1877-1966). O edifício constitui-se como um exemplar único pela exuberância decorativa dos alçados e dos interiores, sendo referenciado por diversos investigadores como um dos imóveis palacianos com mais interesse edificados em Lisboa nos primórdios do século XX.

Era a residência da família na capital e tinha como grande objectivo preservar e acolher a colecção azulejar dos proprietários. O projecto é do arq.º José Luís Monteiro (1848-1942), tendo sido construído pelo mestre-de-obras Guilherme Eduardo Gomes (1864 -?), constando no desenho de moradia uma capela invocada e com orago dedicado a Nossa Senhora da Conceição, de grande culto em Portugal.

Além da decoração interior com talhas de oficina de Lisboa, de realçar a notável colecção de azulejos, recolhidos e comprados em inúmeros locais da capital e seus arredores.

A reportagem fotográfica de Arlindo Homem.

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