“Venham ao Tivoli BBVA no dia 19 de outubro e deixem-se encantar por uma das mais belas tradições do nosso País!”

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Silêncio que…no dia 19 de Outubro irá ouvir-se o Fado de Coimbra no Teatro Tivoli em Lisboa. O Infocul falou com Fados de Coimbra- ÀCapella, numa conversa em que além do espectáculo no Tivoli, foram abordadas as temáticas do Fado de Coimbra e de Lisboa.

 

 

A nossa Casa de Fados recebe clientes de todas as regiões do Portugal e do Mundo. O que nos perguntam muitas vezes é se costumamos levar a nossa música para outros locais que não a Capella e assim naturalmente, começámos a fazer espectáculos fora da nossa cidade” começam por nos revelar sobre o surgimento deste projecto. 

 

 

A familia Paredes (Gonçalo, Artur e Carlos) são a grande marca para a Guitarra de Coimbra, nomes como Francisco Martins, João Bagão, António Portugal deixaram também a sua impressão digital no nosso instrumento português. A nível das vozes e composição Luís Goes, Zeca Afonso, Edmundo Bettencourt, António Menano, Adriano Correia de Oliveira, foram talvez as grandes influências que podemos citar, não somente nossas mas de toda uma geração de cantores e instrumentistas que hoje actuam” acrescentam sobre aqueles que consideram ser as grandes referências.

 

 

A elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade pela Unesco “para a nossa Música de Coimbra, não foi algo que trouxesse algo novo. O que nos trouxe a Coimbra e mais ainda à nossa Capella, foi o facto da Universidade de Coimbra e a Alta da Cidade, terem sido promovidas a Património, isso sim trouxe mais gente à nossa bela cidade, o que por sua vez nos trouxe mais público à nossa Casa de Fados” concretizam. 

 

 

Questionámos ainda sobre a velha questão do fado novo e do fado velho. “Nós não acreditamos nesse conceito de Fado Novo ou Fado Velho. O que podemos afirmar é qualidade musical. O público cada vez mais quer ouvir qualidade. Excelentes instrumentistas e vozes são o garante de que os temas sejam bem interpretados ou reinterpretados. Se a música de Coimbra precisa de se refundar e descobrir um caminho para o séc XXI? Claro que sim, mas para isso temos de romper com dificuldades à mudança e aos novos níveis de fruição que todos os públicos procuram”.   

 

 

 

Essa é uma eterna discussão…em tom de brincadeira podíamos dizer que no Fado de Lisboa o cantor ou cantora, cantam à frente dos músicos e no Fado de Coimbra, o cantor canta atrás dos músicos; mas a realidade é que ritmicamente, a forma de tocar a guitarra Portuguesa, a forma de cantar, a temática musical, tudo isso torna ambos os Fados diferentes, mas com algo de emoção que os une!” dizem ainda sobre as diferenças do fado de Coimbra e do Fado de Lisboa.

 

 

Para dia 19 de Outubro no Teatro Tivoli, “estamos a preparar uma viagem no tempo. Uma experiência musical na qual queremos incluir o público no nosso espectáculo, trazendo-lhes lembranças, dando-lhes coisas novas e acima de tudo trazendo emoção e vontade de nos voltar a ouvir” antes de acrescentarem que “vamos ter mais do que um convidado. Não podemos ainda divulgar por questões de factor surpresa, mas será um momento diferente na nossa música”.

 

 

O grupo deixa ainda um convite ao público: “Para quem já conhece o Fado e a Canção de Coimbra, será uma viagem pelo tempo com melodias que fazem parte do imaginário de quem por Coimbra passou ou conhece a nossa música. Para quem não está tão familiarizado com esta particular forma de arte, venha conhecer e descobrir algo que traz emoção, sentimentos muito fortes. Venham ao Tivoli BBVA no dia 19 de outubro e deixem-se encantar por uma das mais belas tradições do nosso País!”

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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