Vila Franca de Xira: Marcos Bastinhas chorou na primeira vez em praça sem o seu pai

 

 

O bandarilheiro David Antunes disse hoje, 31 de Março, adeus às arenas, no Festival taurino realizado na Praça de Touros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira.

Em cartel os cavaleiros Luís Rouxinol, Marcos Bastinhas e Luís Rouxinol Jr., além dos matadores de touros Vítor Mendes, Manuel Escribano e Manuel Dias Gomes. Pegaram os forcados amadores de Vila Franca de Xira. Os novilhos foram pertença das ganadarias Prudêncio, Engenheiro Luís Rocha, Sociedade das Silveiras que substituiu um novilho de José Luís Cochicho, Canas Vigouroux, Falé Filipe e Mata-o-Demo. O festival reverteu em benefício da Escola de Toureio José Falcão.

Nas cortesias destaca-se a ausência de Manuel Escribano sem justificação visível ou audível em praça.

O novilho de Luís Rocha, com 350 kg, harmonioso mas pouco colaborante para com Luís Rouxinol. O cavaleiro de pregões esteve regular, destacando-se um curto de boa nota. Diogo Conde pegou à primeira tentativa, sem grande dificuldade.

Marcos Bastinhas toureou, publicamente, pela primeira vez após a morte do seu pai. Nas cortesias chorou compulsivamente, não escondendo a emoção. Recebeu o novilho da casa Prudêncio, com 390 Kg, à porta dos curros e após um primeiro comprido, seguiu-se outro com toque na montada. Nos curtos esteve bem na brega, embora com demasiada velocidade. Marcos com mais temple teria conseguido uma lide de grande mérito. Culminou com par de bandarilhas e apeando-se do cavalo. No centro da arena recebeu ovação por parte do público. Pegou Guilherme Dotti à terceira tentativa.

A Luís Rouxinol Jr. coube lidar um novilho Canas Vigouroux (430 kg). Recebeu em sorte gaiola mas com o azar de o touro ter-se lesionado, determinando a recolha do mesmo aos curros por parte do director de corrida.

O Clube Taurino Vilafranquense entregou as lembranças a todos os participantes do Festival, seguindo-se o toureio a pé.

Vítor Mendes lidou um novilho de Falé Filipe, 355 kg, e esteve francamente bem, pese o dilúvio que se abateu sobre a Palha Blanco. Bem no capote, melhor ainda na muleta. Faltou a emoção das bancadas perante tamanha ‘molha’ que o público estava a apanhar (os que se mantiveram na bancada).

A organização perante a intempérie deu o festival como suspenso.

A Palha Blanco registou três quartos de lotação preenchida.

Uma tarde de pouca história e resumida a lágrimas e chuva.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Hugo Calado/Toureio.pt
Galeria Completa: AQUI

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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