Villamix Lisboa: “Acho que, ao fim de cinco anos, o evento estará estabilizado”

 

 

O Altice Arena recebeu nos dias 13 e 14 de Setembro a 2ª edição do festival Villamix Lisboa, com destaque claro e assumido na música brasileira. O Infocul.pt marcou presença no segundo dia e aproveitou para entrevistar Jorge Pego, director de comunicação do festival.

O responsável de comunicação começou por nos dizer que “julgo que é uma evolução bastante grande relativamente ao ano passado, algo que é natural, o Villamix fez no ano passado o seu primeiro evento e era completamente desconhecido em Portugal. Depois tem uma característica que é completamente diferente dos festivais que existem em Portugal, são festivais internacionais e com vários nomes internacionais no cartaz. O Villamix aposta exactamente na música do Brasil, a actual música do Brasil, com as cambiantes da actualidade da música brasileira, que também não tem ainda uma expressão muito grande, em Portugal, ao nível da sua divulgação. Apesar de haver uma grande adesão na Europa, e basta ver nomeadamente em Espanha e Itália, que levou inclusivamente o El País a fazer uma peça sobre a importância da entrada da música brasileira, falando da experiência do Villamix em Portugal”.

Em termos de comunicação, eu penso que o Villamix não fica em nada atrás do outros festivais ao nível da capacidade organizativa, na sua dimensão e na sua capacidade de atracção. Obviamente que a capacidade de atracção nesta fase, e enquanto a música brasileira não está divulgada nos diferentes medias de forma regular, está muito concentrada na comunidade brasileira, que não perde a oportunidade de vir ver os seus ídolos, até porque não será muito fácil ir vê-los ao Brasil. E é muito curioso nesse aspecto é muito importante destacar a quantidade de comunidades brasileiras que existem na Europa (nomeadamente Espanha, Itália, Inglaterra e Alemanha) que vieram propositadamente, já no ano passado tinha vindo e este ano em maior número, criando um laço com o Brasil mais próximo do que aquele que seria lá”, acrescentou.

Já sobre os maiores obstáculos para com a imprensa nacional, explicou que “entendo que qualquer tipo de música nova precisa de percorrer um caminho e criar alguma habituação. Curiosamente estas novas cambiantes da música brasileira, como o sertanejo, etc, têm estado a ser absorvidas por um camada muito mais jovem, a partir dos 15 anos, do que por uma grande audiência dos meios de comunicação. Depois, eu não quero dizer que há preconceito, mas há pelo menos alguma resistência, do media nacionais, ao nível da imprensa e da rádio, já que a televisão é um bocadinho mais abrangente, para alocar às suas programações algum tipo de música que não tem um mercado equivalente aquele que eles gostariam de ter”.

Revelou-nos que “este ano temos, aqui no Altice Arena, cerca de 75/76 pessoas acreditadas, em termos de órgãos de comunicação. Duplica, quase triplica, o número do ano passado. Obviamente que há muitos meios que não estando acreditados, também veiculam informação sobre o Villamix. Se falarmos em 80 medias nacionais, estamos a falar de um número interessante e muito acima do que foi o ano passado. O que é natural. É uma segunda edição!

Já sobre o tempo que demorará a estabilizar o festival, disse que “acho que ao fim de cinco anos, o evento estará estabilizado. Ao fim do terceiro ano a linha já começará a ser muito mais positiva. Um dos objectivos é dinamizar a relação entre os músicos brasileiros e portugueses da nova geração”.

Nota: Uma das situações a melhorar é o som. Foi por demais evidente a fraca qualidade de som existente nos espectáculos do segundo dia. Por esse mesmo motivo, de modo a não ser injusto para com qualquer artista, não abordamos nenhum dos concertos.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6331 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.