“Vingadores: Guerra Infinita”: Será que este é o fim dos Vingadores?

 

 

Aviso à navegação: vai sair da sala de cinema com um sentimento misto. Acredite em mim! Este não é um simples da Marvel. Este poderá ser o FILME dos Vingadores! Prepare-se para ser arrebatado por um misto de emoções do início ao fim.

 

Mas vamos começar pelo início pois é desta forma que tudo na vida começa.

 

Este filme (que chegou às salas de cinema portuguesas no dia em que se comemora a liberdade) é uma sequela de “Vingadores: Era de Ultron”. Se neste filme (que foi lançado em 2015) os Vingadores tiveram que lidar com Ultron, uma inteligência artificial obcecada em exterminar a raça humana, nesta nova película a humanidade volta a estar em perigo e tudo vai ser colocado em causa.

 

Thanos (voz de Josh Brolin) é um destruidor de universos que busca as seis jóias do infinito. Cada uma delas tem um “poder” especial e juntas tornam-se impossíveis de parar. Uma das pedras estava nas mãos dos Asgardianos. O último filme de Thor (“Thor Ragnork”) faz a ponte com este filme dos Vingadores. Isto porque a última cena do filme do deus do trovão continua logo no início deste filme.

 

Thanos e o seu grupo ataca a nave onde Thor (Christopher Hemsworth), Loki (Thomas Hiddleston) e os sobreviventes de Asgard estavam e matam quase todos. Aliás, só escaparam Thor e Hulk (Mark Ruffalo), que conseguiu voltar à terra e pedir ajuda ao Dr.Estranho (Benedict Cumberbatch), o vigilante destas pedras que foram criadas no momento da criação do universo.

 

Os Vingadores precisaram de se unir novamente (estes estavam separados desde “Guerra Civil”) para salvar a terra mas a verdade é que em duas horas e meia nunca se viu todos os super-heróis unidos. Estes foram separados em três equipas que tiveram que enfrentar obstáculos diferentes e cenários que os vão levar ao limite.

 

O príncipe de Asgard (que no início todos julgavam morto) foi salvo pelos guardiões da galáxia. Drax the Destroyer (Dave Bautista), Groot (Vin Diesel), Rocket (Bradley Cooper), Star-Lord (Chris Pratt), Nebula (Karen Gillan) e Gamora (Zoe Saldana) foram adicionados a este filme para darem, não só uma ajuda ao Thor na luta contra Thanos, mas também para criar momentos humorísticos (muitos deles foram criados por Drax. Quem diria que o antigo wrestler conseguia ser tão engraçado?) e mais emocionais.

 

Tanto ao que toca ao lado romântico (as duas grandes histórias de amor apresentadas nestes filme envolvem Star-Lord e Gamora e Vision e Wanda) como a história de Gamora com o pai. Esta história demonstra um lado mais emocional, humano, que Thanos consegue ter e que não é apresentado em nenhum dos outros vilões que já fizeram parte dos filmes da Marvel. Um dos pontos fracos deste filme é que como temos várias personagens importantes, algumas (como o Capitão América) não têm o destaque que merecem.

 

Num segundo grupo temos: Hulk (neste filme temos muito mais do Bruce Banner do que do gigante verde, o que me deixou algo “desiludida” pois acho que ajudaria mais o grupo dos Vingadores), o Doutor Estranho (um dos protectores das pedras), o Homem de Ferro (como sempre, Robert Downey Jr está perfeito no papel do inteligente e sarcástico Tony Stark) e o Homem-Aranha (Tom Holland).

 

Neste grupo, que é lançado para o espaço, temos várias histórias a serem contadas. Se por um lado temos alguns momentos de tensão e mal-estar entre os Vingadores (que neste “enredo” são protagonizados pelo Doutor Estranho e Homem de Ferro), por outro lado vemos a relação especial (algo como mentor e aluno) que a personagem de Robert Downey Jr e Tom Holland têm.

 

Para além de sentimentos como a perda e procura de vingança (protagonizada por Thor, que quer vingar a morte do irmão), neste filme também podemos assistir a emoções como a amizade e o amor. Este filme não é só um simples filme de acção ou um simples filme de super-heróis. Este também é um filme sobre amor. O amor que Vision (Paul Bettany) e Wanda (Elizabeth Olsen) sentem um pelo outro.

 

Este é um amor impossível (já que ele é um android e um dos portadores das pedras) mas mesmo assim é vivido. Esta história de amor é comparável à de Romeu e Julieta, já que ambos os casais morrem no final.

 

O grande final, a grande cena final acontece em Wakanda, o reino do Pantera Negra. Os Vingadores (pelo menos aqueles que não foram atrás de Thanos para Titã ou o grupo de Thor e dos Guardiões da Galáxia) foram até Wakanda para que Suri (que até desempenha um papel importante neste filme) destrua a pedra que está incrustada na cabeça de Vision. Enquanto Suri trabalha no seu laboratório bastante moderno, no campo acontece uma grande batalha que vai unir as personagens que vimos nos filmes “Black Phanter” (como as Dora Milange), “Guardiões da Galáxia” e os nossos bem conhecidos Vingadores. Só que ao contrário do que estamos habituados a ver, os “bonzinhos” nem sempre no final ganham.

 

Quando pensamos que vai haver um twist nesta batalha épica (já que Thor tem um novo martelo, o Stormbreaker, a única arma capaz de derrotar Thanos) e que os nossos amigos Vingadores vão conseguir derrotar mais este inimigo, Thanos (que entretanto já controla as seis pedras) consegue aquilo que sempre quis e metade da população do planeta desaparece. Pantera Negra e Homem-Aranha são dois dos heróis que desaparecem no fim.

 

Este filme conta com vários actores de renome, participações especiais (como é o caso de Gwyneth Paltrow e Samuel L.Jackson) e referências (o Homem-Formiga é referido mas não chega a aparecer) que são facilmente apanhadas, até pelo fã mais casual. Quem também tem uma curta participação neste filme (como em tudo o que faz) é Stan Lee, que aparece a conduzir o autocarro escolar onde estava Peter Parker.

 

Este é o final digno (porém algo doloroso de se ver porque queremos sempre mais do Vingadores) para os 10 anos dos estúdios da Marvel. Mas quem ache que este é o final, esteja descansado pois a segunda parte de “Vingadores: Guerra Infinita” está prevista para sair em 2019. Até lá vai ter mais do que tempo para recuperar das emoções que este filme transmite.

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Notícia publicada a 25/04/2018


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