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Viviane comemorou ontem dez anos de carreira a solo na Sala Manoel de Oliveira, no Cinema São Jorge em Lisboa, com um espectáculo intenso, bem produzido, que agradou sobremaneira ao público que acorreu em bom número e que teve ainda oportunidade de ouvir os convidados: Luiz Caracol, Rua da Saudade, Marta Miranda e o Coro do Conservatório de Musica de Lisboa e Mafra.

Passavam doze minutos das 22:00 quando a voz de Viviane ecoou pela primeira vez na Sala Manoel de Oliveira sem suporte instrumental interpretando “Janela Entreaberta” para logo de seguida e já acompanhada com instrumental ouvirmos “Dia Novo”.

 

 

“Só o Sol” antecedeu a primeira interacção com o público, cumprimentando-o “Muito boa noite Lisboa. É um prazer estar nesta sala. Como sabem estou a comemorar 10 anos de carreira” com  o disco Confidências lançado no final de 2015, antes de expressar o desejo que “passemos juntos, uma excelente noite”, ouvindo-se logo de seguida os primeiros acordes de “Confidências da Minha Rua”.

 

 

Cantando a “Plenos Pulmões” a artista chamou de seguida a palco “um senhor com uma voz muito especial” para juntos interpretarem “Não apagues o amor”. Luiz Caracol fez-se acompanhar de um cavaquinho e o amor soou bem ao público que se entregava a cada tema interpretado.

 

 

Viviane actuando na cidade de Lisboa, “uma das mais bonitas do mundo”, homenageou-a com “Do Chiado até ao Cais”, mas nunca de “Coração Abandonado” pois o público estava consigo, fazendo tudo o que a artista pedia: cantar assobiando, trauteando o refrão dos temas, batendo palmas…

 

 

A meio do espectáculo chegou a “Última Canção” mas a viagem essa seguiu para a Rua da Saudade, voltando a reunir em palco os elementos deste projecto que homenageou “um dos maiores poetas”, Ary dos Santos. Susana Félix, Mafalda Arnauth, Luanda Cozetti e Viviane cantaram “Cavalo à Solta” e “Desfolhada”.

 

 

O ritmo de espectáculo foi sempre agradável e era altura de “Recomeçar” novamente sozinha em palco com os seus músicos, mas por pouco tempo, pois “A vida não chega” trouxe a palco 70 convidados, ou melhor, o Coro do Conservatório de Musica de Lisboa e Mafra. Os “miúdos” agigantaram-se e proporcionaram um dos melhores momentos do concerto.

 

 

O Fado, canção nacional, teve neste espectáculo um beijo dedicado a si para como que viajando numa máquina do tempo atravessarmos o Atlântico e recordarmos Carmen Miranda com um tema de 1936 e que trouxe a palco outra Miranda, esta bem portuguesa, Marta Miranda dos Oquestrada, para com Viviane serem as “Cantoras do Rádio”.

 

 

Numa caldeirada de emoções que fazia o público sentir e integrar-se no espectáculo trouxe uma “Caldeirada de Poluição”, mas daquelas que não incomoda, para depois em francês nos brindar com “La Foule”, antecedendo um breve encore com “Criatura da Noite”, um dos seus temas mais conhecidos.

 

 

O público não precisou de pedir muito o regresso ao palco da artista e dos seus músicos, para mais três temas: “Vai mole a manhã”, “O tempo…” de José Luis Peixoto, culimando a festa com todos os convidados em palco para “A vida não chega”.

 

 

Viviane encerrou assim um trio de concertos que a fez actuar em Faro, Porto e Lisboa, comemorando em grande, com qualidade e em português (sabe bem ouvir cantar na língua de Camões), 10 anos de uma carreira que certamente se multiplicará por muitos mais.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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