“Voltámos a ter casa cheia, tivemos mais gente do que no ano passado”, diz José Gonçalez sobre Santa Casa Alfama

Fotografia: Santa Casa Alfama / Facebook Oficial

 

 

Concluída a 7ª edição do festival de fado em Alfama, agora Santa Casa Alfama, é tempo para balanço e José Gonçalez, programador do festival, falou ao Infocul.pt.

Começou por nos dizer que “o primeiro balanço que faço é de esta feliz, contente, por mais uma vez realizarmos o nosso festival. E isso por si só, acho eu, já é um motivo para estarmos felizes. Sabes que o que importa é que consigamos a cada ano manter vivo o festival e no fundo esta coisa que é a nossa canção ter um palco para ela própria. Neste caso, onze. E esse será sempre o facto mais positivo”.

Acrescentou que “voltou a resultar, voltámos a ter casa cheia, tivemos mais gente do que no ano passado. Para mim tivemos este ano um dos cartazes mais completos, não vou falar em termos de qualidade até porque não era justo fazê-lo, mas foi um ano em que conseguimos um leque maior, a todos os níveis, desde as diversas gerações do fado até às diversas abordagens que os artistas e fadistas têm desta canção. Portanto, acho que foi o ano em que conseguimos ser o mais eclético, de todas as edições”.

Por entre os vários desafios que existem ao construir, a cada edição, um novo cartaz, questionámos qual o mais complicado deles todos.

José Gonçalez disse que “o desafio é ir desafiando, passe aqui a redundância, os artistas e colocando propostas em cima da mesa. Depois, conseguimos em cada edição ter qualquer coisa de novo. Este ano é a sétima e temos três coisas novas, o que para mim é muito importante. Desde logo, o palco das curadorias que era algo que já queríamos fazer algum tempo e finalmente este ano conseguimos, que são os dois cabeças-de-cartaz serem desafiados a olhar para o futuro do fado, não é convidar artistas da praça mas sim gente nova com futuro, e foi o que aconteceu. Isto é uma boa novidade, quer a Ana Moura quer o Ricardo apresentaram as suas propostas e resultou em pleno. Eu estive nos dois [dias] e resultou em pleno, gente cheia de qualidade, muitíssimo boa, que nos permite olhar para o futuro, sabendo que há gente com qualidade. Outro exemplo foi o palco do público, já o tinha feito no Porto, acho muito bom abrir o palco às pessoas que gostam de cantar. Não sei se já te contei, mas todos os anos recebemos muitas propostas de gente, e isto é óptimo, que quer vir cantar ao festival e foi daí que surgiu a minha ideia”.

Destacou a capacidade de “reinventar” anualmente o festival e ainda a “a projecção do videomapping, que foi a primeira vez, este ano, que tivemos a projecção. Foi lindíssimo. Quem não viu, perdeu”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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